<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748</id><updated>2011-11-06T22:38:40.365-08:00</updated><title type='text'>Casulo</title><subtitle type='html'>Porque palavras não são apenas um refúgio no qual nos ocultamos do mundo e o idealizamos... Elas são algo que nos encerram e que nos transformam naquilo que queremos ser, moldando-nos para que, com nossas letras, possamos moldar o mundo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>74</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-9096240029186352570</id><published>2011-08-10T22:16:00.000-07:00</published><updated>2011-08-10T22:43:25.093-07:00</updated><title type='text'>A voz que se vê</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-EO6Hm0ROIwc/TkNmMT32XPI/AAAAAAAAANA/oG6f1IKJf6A/s1600/P1290037.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-EO6Hm0ROIwc/TkNmMT32XPI/AAAAAAAAANA/oG6f1IKJf6A/s320/P1290037.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639463520076979442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;Dedicado ao dia 11, ao som de Yamandu e Elza&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só penso que talvez eu possa estar apaixonada, pode ser por você, e eu mesma desenhei aí esse x. Parece tudo que pode estar parecendo na sua cabeça agora, mas o que é pra mim é que eu tô querendo te abraçar e ficar perto como se você quisesse muito a mesma coisa. Sempre treino para tentar abraçar desse jeito, mas acho que sempre faço meio capenga, porque eu tenho medo que saia exatamente como eu planejei e de repente não funcione. Eu não sei exatamente o que você pode me oferecer, mas eu tenho querido tanto. Me entendes?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei, pode ser que ela seja só uma borboleta e eu, mato do campo que acha que tem algo de flor, algo que merece que ela pouse e se demore, e polinize, e deixe algo dela. Mas não sei, ela dá vontade de também querer voar, de desgarrar da raiz, de ser passarinho com ela – já viste que bonito é o seu cantar? Pois é, não sei, mas só de vê-la voando ou ouvir sua voz mesmo quando escrita, eu penso em porcelanas, mas também penso num apartamento de três cômodos sendo um banheiro, algo que nos caiba mas não seja caro demais e não implique uma vida inteira de trabalho antes de me ter ao lado dela. Dá vontade de dividir uma panela de brigadeiro e de correr cinco horas e meia numa esteira até eu parecer alguém que queira ser polinizado. Porque, vai que ela não ache, né? É que se até agora ninguém pousou, por que ela pousa? Por que ela pousa e se demora, e canta, e deixa pólen, e me faz pensar em ninho, porcelana, apartamento, orçamento pra dividir no fim de mês e indecisões pra escolher os padrinhos das três crianças – ou duas, ou uma, ou o nome do cachorro ou quais flores plantar na horta (não chama horta, chama canteiro – é de flores!). Penso que eu deveria ter uma música especial que sempre me lembra dela, mas é a voz dela que ouço em cada canção. Penso no nosso filme, ou na comida preferida, ou na viagem que eu queria fazer – e só penso que não há filme, comida ou viagem que eu não queira com ela dividir. Eu não sei, pode ser que eu seja só mato no campo, pode ser que ela seja uma brisa que me faz bem, muito bem, que sacode todo o eu mas ao mesmo tempo deixa o eu no lugar. Eu não sei, ela bem pode ser uma passarinha inquieta e brincalhona, que veio me dizer que tem sol bom pra aliviar depois da chuva, mas que a chuva não demora vir pra encher o campo de flores.&lt;br /&gt;	Eu não sei, passarinha, mas sei que tu vieste e me dá uma vontade danada de voar também... me levas?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-9096240029186352570?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/9096240029186352570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=9096240029186352570&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/9096240029186352570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/9096240029186352570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2011/08/sobre-voz-que-se-ve.html' title='A voz que se vê'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-EO6Hm0ROIwc/TkNmMT32XPI/AAAAAAAAANA/oG6f1IKJf6A/s72-c/P1290037.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-8504511239426832820</id><published>2011-04-26T20:43:00.000-07:00</published><updated>2011-04-27T18:03:24.866-07:00</updated><title type='text'>Sobre a lua em marte</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XT1N7VNKWHs/TbeR2L64E0I/AAAAAAAAAMQ/fcKNAqAMRX4/s1600/0000013346.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-XT1N7VNKWHs/TbeR2L64E0I/AAAAAAAAAMQ/fcKNAqAMRX4/s320/0000013346.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600105021757199170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- E era muito feio lá, vovô?&lt;br /&gt; - Muito.&lt;br /&gt; - É... eu faço idéia.&lt;br /&gt; - Não, não faz. Você nem pode começar a imaginar, minha filha.&lt;br /&gt; A menina não o contestou. Pousou o giz de cera com que terminava de pintar o último anel de Saturno. Trabalho escolar sobre o Sistema Solar e ela se esmerava no cartaz. O avô não parava de dizer que era uma obra de arte, pelo menos desde o momento em que se sentara numa cadeira ao lado dela. Tão pouco conversava com o velho, na inversa medida da imensa curiosidade que ele despertava nela, como um baú antigo que não lhe fosse permitido abrir.&lt;br /&gt; - Qual a chave, vovô?&lt;br /&gt; - Que chave, meu anjo?&lt;br /&gt; - Pro fundo dos seus olhos.&lt;br /&gt; O velho sorriu:&lt;br /&gt; - Está poeta, filha? Cuidado, seu pai pode não gostar de saber.&lt;br /&gt; - Que poeta, vô! – disse a menina, corando – É que os seus olhos são muito fundos. Parecem cavernas bem fundas, mas não vejo luz por onde quer que ande nelas. Tem uma porta que não deixa passar a luz bem no fundo da caverna, não tem?&lt;br /&gt; Dessa vez, o velho não sorriu.&lt;br /&gt; - É um caso grave de poesia. Uma menina de catorze anos já com tanta metáfora embaixo da língua precisa ser examinada com urgência.&lt;br /&gt; Ruborizando ainda mais, a menina retorquiu, como se fosse uma resposta:&lt;br /&gt; - Já tenho quase quinze, vô! – e murmurando: - Entendo porque o papai não gosta que eu fale com você.&lt;br /&gt; - Entende?&lt;br /&gt; A menina levantou os olhos pra ele:&lt;br /&gt; - Sim, entendo. Porque o senhor já está completamente caduco!&lt;br /&gt; - Para o seu pai, eu já nasci caduco, meu anjo. E foi por causa dessa caduquice que ele ficou órfão.&lt;br /&gt; Ela mordeu o lábio alguns segundos, antes de perguntar:&lt;br /&gt; - A vovó morreu lá no lugar feio, né?&lt;br /&gt; - Foi.&lt;br /&gt; - Ela era bonita, vovô?&lt;br /&gt; - Linda. Por isso ela nunca teve chance. Nunca teria. Eu acreditei, me deixei ludibriar. Quando se está no inferno, qualquer brisa parece o vento da salvação.&lt;br /&gt; A menina se quedou em um silêncio quase reverente. Estaria conseguindo abrir aquela tampa tão pesada?&lt;br /&gt; - Sua avó não foi a única que morreu lá, sabe?&lt;br /&gt; - Eu sei, vô. Muitos morreram, ou foram brutalmente torturados ou exilados.&lt;br /&gt; - Não falo deles.&lt;br /&gt; - De quem, então?&lt;br /&gt; - Da luz nos meus olhos.&lt;br /&gt; - Hã?&lt;br /&gt; - Eu também morri lá, minha filha.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uX_fSMoDRI0/TbeSJjo2cCI/AAAAAAAAAMY/4XWr74xEJVg/s1600/Giz-pastel.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 313px; height: 308px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-uX_fSMoDRI0/TbeSJjo2cCI/AAAAAAAAAMY/4XWr74xEJVg/s320/Giz-pastel.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600105354541559842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; A menina engoliu em seco e tentou desanuviar:&lt;br /&gt; - Agora quem está soltando as metáforas que estavam presas?&lt;br /&gt; - Não é uma metáfora meu anjo. Eu também morri lá. Morri um pouco quando desfizeram nossas barricadas. Quando rasgaram nossas bandeiras. Quando derrubaram nossos muros. E tiraram o som de nossas canções. E queimaram nossos papéis. Minha alma estilhaçada viu seus cacos se perderem. Eu e sua avó deixamos seu pai na casa da mãe dela quando deixamos de ter um lar. Fugimos. Foi bem como disse o uruguaio, comíamos medo no café-da-manhã, comíamos medo no almoço e jantávamos medo. Havia medo até nas unhas que roíamos e na saliva que trocávamos,  apressados, arfantes, com a necessidade de procurar amor onde não tinha. Mas mesmo com todo o pavor, eu sentia que os cacos restantes da minha alma voltavam a se juntar e assim permaneceriam, porque a sua avó estava comigo. Foi quando minha alma se estilhaçou mais uma vez pra nunca mais ser colada novamente.&lt;br /&gt; - Quando pegaram vocês?&lt;br /&gt; - Sim, nos pegaram... mesmo vivendo em buracos, como ratos, nos pegaram, como aos ratos. Sempre separavam as pessoas, mas não eu e sua avó. Cada vez que eles me torturaram, odiei cada célula nervosa do meu corpo por querer fazer minha língua falar. Quando eles abriram meus olhos e puseram sal neles. Quando eletrocutaram meu corpo, quando penduraram pesos no meu pênis. Mas eu não falei. Me puseram na cadeira de dragão, eu não falei. Me puseram no pau-de-arara, eu não falei. Atiraram nas minhas pernas, eu não falei.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uFFB0EQU0Vg/TbeSYnwGjZI/AAAAAAAAAMg/dDRf4_D1LTU/s1600/ditadura2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 227px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-uFFB0EQU0Vg/TbeSYnwGjZI/AAAAAAAAAMg/dDRf4_D1LTU/s320/ditadura2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600105613343755666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; - Mas você acabou falando.&lt;br /&gt; - Sim...&lt;br /&gt; - O que lhe fez falar?&lt;br /&gt; O velho engoliu em seco. Ela percebeu que ele sofria, mas queria ouvir o resto.&lt;br /&gt; - Eles perceberam que já não havia alma no meu corpo pra torturar, mas eu ainda vivia.&lt;br /&gt; - Mas como?&lt;br /&gt; - Havia uma parte da minha alma que não vivia em mim.&lt;br /&gt;A menina empalideceu, adivinhando o que vinha a seguir.&lt;br /&gt;- Trouxeram sua avó e me amarraram numa cadeira. Torturaram-na na minha frente. Eles a espancaram e a estupraram, todos, em fila e seguraram minha cabeça e abriram meus olhos pra que eu não pudesse desviá-los ou fechá-los. Eu achava que não podia sentir mais dor, mas a dor me fez enlouquecer nesse dia. Berrando, eu disse tudo que eles queriam ouvir. Delatei todos que eu pude. Implorei a misericórdia deles. E eles pararam.&lt;br /&gt;- Pararam?&lt;br /&gt;- Pararam. Trouxeram sua avó até onde eu estava. Ergueram a cabeça dela pra que nos olhássemos. E atiraram em sua nuca.&lt;br /&gt;A menina gritou. Baixou a cabeça, pondo-a entre as mãos, arfante. Havia mais coisas no baú do que ela agüentava ver. Se sentia nauseada, tonta. Como aquele velho ainda estava ali? Como suportara tudo isso?&lt;br /&gt;Aí lembrou: não suportara. &lt;br /&gt;- Agora entendo. Entendo porque o senhor disse que morreu lá, vovô.&lt;br /&gt;- Não foi isso que me fez morrer. Eu já havia morrido antes mesmo do tiro.&lt;br /&gt;- Como? E o que lhe fez morrer?&lt;br /&gt;- O que sua avó me disse na última vez que nossos olhos se encontraram.&lt;br /&gt;- E o que foi?&lt;br /&gt;O velho engoliu em seco mais uma vez, mas não pôde conter as lágrimas.&lt;br /&gt;“Você me traiu quando traiu a todos. Não espere o meu perdão, nunca mais.”&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;- Ela disse isso, vovô? – perguntou a menina, depois de longos minutos.&lt;br /&gt;- Disse. Ela era linda, eu não lhe falei? Mulher, como eu nunca fui sequer homem. Eu deveria saber, eles nunca a deixariam viver. E eu, morrendo para ela, terminei de morrer para mim e morri para o mundo.&lt;br /&gt;- Meu Deus, vovô... – disse a menina, ainda sem ar – eu estou... não sei...&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;- Desculpa, vovô, mas eu acho que agora sim sei porque o papai não gosta que eu fale com o senhor.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Porque eu estou chocada, deprimida, não sei...&lt;br /&gt;- Não. Não é por isso.&lt;br /&gt;- E como o senhor sabe? Por que seria, então?&lt;br /&gt;O velho sorriu.&lt;br /&gt;- Ele tem medo que você puxe à sua avó, porque és idêntica a ela.&lt;br /&gt;A menina arregalou os olhos.&lt;br /&gt;- Mas vovô... depois de saber de tudo que vocês passaram, como o senhor quer que eu carregue esse legado? Como o senhor espera que eu vá num caminho pelo menos parecido com o que vocês trilharam?&lt;br /&gt;Ele olhou para o trabalho dela&lt;br /&gt;- Olhe sua obra de arte, minha linda. Hoje você pega o compasso e desenha o mundo com a maior facilidade. Em nossa época, demos nossa vida para desenhar o mundo que existe hoje, para você. Nós sonhamos este mundo, meu anjo, mas este não é o mundo que sonhamos.&lt;br /&gt;A menina não conseguiu dizer mais nada. Simplesmente pegou o giz de cera e começou a pintar o planeta Marte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-8504511239426832820?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/8504511239426832820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=8504511239426832820&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/8504511239426832820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/8504511239426832820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2011/04/sobre-lua-em-mare.html' title='Sobre a lua em marte'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XT1N7VNKWHs/TbeR2L64E0I/AAAAAAAAAMQ/fcKNAqAMRX4/s72-c/0000013346.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-201284787461630644</id><published>2011-01-31T21:27:00.001-08:00</published><updated>2011-01-31T21:32:33.855-08:00</updated><title type='text'>Às armas!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/TUea2pwANnI/AAAAAAAAAME/znJNj7vQhTQ/s1600/formiga.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 311px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/TUea2pwANnI/AAAAAAAAAME/znJNj7vQhTQ/s320/formiga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568589727977715314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Usava pesticida, sapatos de ferro e toda sorte de venenos diariamente em cada buraco e montinho de terra que via pela casa.&lt;br /&gt;- Mas para que tanto empenho? São só formigas!&lt;br /&gt;- Só formigas, é? Sabe quão destruidoras podem ser suas presas?&lt;br /&gt;- Sei, sim.&lt;br /&gt;- Sabes quanta força cada uma delas tem, que pode carregar várias vezes o seu peso?&lt;br /&gt;- Sei, sim. Mas e daí, se elas estão tão separadas?&lt;br /&gt;- Não vês o perigo que corremos se elas perceberem isso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-201284787461630644?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/201284787461630644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=201284787461630644&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/201284787461630644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/201284787461630644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2011/01/as-armas.html' title='Às armas!'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/TUea2pwANnI/AAAAAAAAAME/znJNj7vQhTQ/s72-c/formiga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-6296580473198098535</id><published>2010-12-29T03:49:00.000-08:00</published><updated>2011-01-06T19:43:31.986-08:00</updated><title type='text'>Onde há fumaça, há fogo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/TRwuMnc8ZXI/AAAAAAAAAV0/nw2710_4_jM/s1600/cigarro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/TRwuMnc8ZXI/AAAAAAAAAV0/nw2710_4_jM/s320/cigarro.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556366834552038770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Odeio cigarro. Quando senti o cheiro levantei logo os olhos da página com ar de reprovação. O que mais me irritou foi ele ter me desconcentrado no melhor capítulo do livro. Era a quarta vez que eu o lia, e sempre esperava Aquela página desde a primeira linha. Só pra sentir o frio na barriga, o arrepio na nuca, a umidade nos olhos! Aquele autor mereceu ter nascido apenas por ter escrito esse parágrafo. "As pessoas podem fechar os olhos diante da grandeza, do assustador... Mas não podiam escapar do aroma." Aquela fumaça me provou que é verdade. Me retirou da França no séc. XVIII e levou minha atenção até ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Apoiava um dos braços no corrimão da escada, mesmo braço cuja mão segurava o maldito tabaco. Levava o cigarro até a boca, tragava-o e sem pressa alguma deixava a fumaça fugir com o vento. Sem nenhuma obrigação de existir. Na mão direita um anel, mas não parecia uma aliança. Cabelos um pouco grisalhos. Bermuda quadriculada e camisa azul. Corpo de 30. Rugas de 40. Postura de quem não se preocupa muito com idade. Se ele fosse um personagem meu, o chamaria de Jorge. Combina com o seu queixo afinalado. E eu nem gosto muito desse nome mas o usaria. Afinal, eu também não gosto nem um pouco de cigarros mas gostei do homem que o tragava. Gostei instantaneamente da forma como ele se movia. Da forma como respirava. O olhos quase cerrados por conta do sol. Olhava para baixo sem o menor interesse, não procurava ninguém e nem reparava em quem passava. Os lábios, não posso negar que também gostei deles. Fiquei a imaginar qual voz eles emitiriam. Não parecia alguém que falasse alto, mas que ria mais mostrando os dentes do que gerando sons. Dentes que imagino bem delineados. Nossa imaginação é traidora, adora idealizar. Não pude ver os olhos direito, mas pela expressão facial deu para perceber que provavelmente estava a pensar em nada. Admiro pessoas que o fazem assim, por nada. Elas não tem aquela ruga entre as sobrancelhas que expulsa o bem-estar. Não era sério, mesmo sem sorrir. Cheguei até a pensar em me aproximar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Boa tarde.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Boa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Podes me emprestar um cigarro?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Claro, aqui está, precisa de fogo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, sim, obrigada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Estavas sentada aí faz tempo com vergonha de pedir, não é?...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro, não passou de imaginação. Nunca levantei e nem me atrevi a fingir que meu interesse era o cigarro. Como é perceptível, eu não fumo. O que pareceu atração foi na verdade Simpatia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de três tragadas foi até o lixeiro e amassou o cigarro pra apagá-lo. Passou por mim sem reparar no que eu pensava e nunca mais o vi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dia, Jorge terá uma história.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-6296580473198098535?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/6296580473198098535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=6296580473198098535&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6296580473198098535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6296580473198098535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2010/12/onde-ha-fumaca-ha-fogo.html' title='Onde há fumaça, há fogo'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/TRwuMnc8ZXI/AAAAAAAAAV0/nw2710_4_jM/s72-c/cigarro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-6519512615349379087</id><published>2010-11-24T19:47:00.000-08:00</published><updated>2010-11-24T19:51:04.608-08:00</updated><title type='text'>Fato</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/TO3dGWhAitI/AAAAAAAAALo/-dNgCENDMtw/s1600/cajueiro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/TO3dGWhAitI/AAAAAAAAALo/-dNgCENDMtw/s320/cajueiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543329817555929810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- É, é a vida.&lt;br /&gt;- Não, não é. É a gente, toda a gente. É você, sou eu, somos nós. É aquele cara ali adiante, é aquela senhora que vai passando. É aquele esquimó, aquele angolano, aquele holandês. É aquela flor de laranjeira perfumada e aquele lótus exuberante sem cheiro nenhum. É aquele pé de caju e aquela pedra alta e lisa que a gente queria ter subido, mas não conseguiu. É aquele relógio que parou exato na hora errada, aquele afago que a gente ganhou, aquela porrada que ficou faltando. É aquela manteiga derretida no pão quente de manhã. Aquele quadro que a gente só vê em gravura de livro porque não tem grana pra ir à Paris ver no museu. Aquele esconde-esconde, aquele beijo escondido, aquele beijo rasgado na frente de todo mundo. Aquela caneta e aquele papel. É aquele zero em aritmética e aquele filme imperdível perdido no cinema. Aquele velho que morreu e virou semente. Aquele sonho que morreu e virou adubo. É essa lua, essas estrelas. É essa paz desses galhos balançando, é esse vento. É o sol. Eu não sei o que é. Só sei que não é a vida. É o que a gente faz dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-6519512615349379087?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/6519512615349379087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=6519512615349379087&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6519512615349379087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6519512615349379087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2010/11/fato.html' title='Fato'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/TO3dGWhAitI/AAAAAAAAALo/-dNgCENDMtw/s72-c/cajueiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-7385815049418513876</id><published>2010-11-03T20:40:00.000-07:00</published><updated>2010-11-03T20:42:40.339-07:00</updated><title type='text'>Uma de nós</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i.olhares.com/data/big/11/111437.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 375px;" src="http://i.olhares.com/data/big/11/111437.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Ela me empurrou pro lado com aquela delicadeza carente e deitou. Se aconchegou nos meus braços finos como se eles tivessem alguma força de proteção. Queria me desculpar pelo meu eterno silêncio, por não ser capaz de lhe dar consolo. Mas é que aquelas dores se confundiam com as minhas, seria como me auto-consolar, não consigo tanto. Eu esperei que ela desabafasse, mas calou. Nem chorou. Nem nada. Talvez fosse justamente do nada que ela estivesse precisando. E era o nada que eu tinha para lhe dar. Todo o nada que muitos não tem. Uns minutos em uma rede na varanda. Uma luz apagada. A lua acesa. O vento de setembro. Com ela, minhas lágrimas secam, fico muda. Não sei explicar. Uma vez por outra é preciso se deixar ser mortal. Descansar da responsabilidade de cuidar do mundo. Ficar degustando aquela felicidade tão triste. Por um momento, eu não saberia distinguir quem era mãe e quem era a filha ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-7385815049418513876?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/7385815049418513876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=7385815049418513876&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7385815049418513876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7385815049418513876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2010/11/uma-de-nos.html' title='Uma de nós'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-8846063788668258178</id><published>2010-10-26T20:46:00.000-07:00</published><updated>2010-10-26T20:54:30.249-07:00</updated><title type='text'>A gravata</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/TMeiYampi4I/AAAAAAAAALM/Ygi86fOmx6E/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 248px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/TMeiYampi4I/AAAAAAAAALM/Ygi86fOmx6E/s320/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532569207589931906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Ficou louco? São três da manhã!&lt;br /&gt;- Eu sei, é que eu só queria...&lt;br /&gt;- Não me venha com essa de que só queria ouvir minha voz...&lt;br /&gt;- Não! Eu queria que você ouvisse a minha.&lt;br /&gt;- O quê? Por quê?&lt;br /&gt;- Eu precisava saber se ainda existo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-8846063788668258178?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/8846063788668258178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=8846063788668258178&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/8846063788668258178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/8846063788668258178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2010/10/gravata.html' title='A gravata'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/TMeiYampi4I/AAAAAAAAALM/Ygi86fOmx6E/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-3333866676479473394</id><published>2010-09-13T22:36:00.000-07:00</published><updated>2010-09-13T22:41:30.062-07:00</updated><title type='text'>Intacta retina</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/TI8KxMxI_UI/AAAAAAAAAKY/5rOz0_113eo/s1600/Digitalizar0001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 53px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/TI8KxMxI_UI/AAAAAAAAAKY/5rOz0_113eo/s320/Digitalizar0001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516639908909350210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Existirmos: a que será que se destina?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia isso e mais nada na pequena tira de papel. Todos ficaram aturdidos e, no íntimo, ofendidos: isso é lá bilhete de despedida que se deixe? Um verso de música e pronto, me matei. Mas era só isso mesmo. Por mais que revirassem a mesa, os papéis, os livros, não acharam nada que sequer indicasse as intenções dele em cortar os pulsos naquela tarde de sábado, deixando desamparados o cachorro, roupas de cama, computador, família e amigos.&lt;br /&gt;Alguém lhe dissera uma vez que aquela música era a sua cara. Ele não entendera, mas amava a leveza e doçura dela, que não ocultavam uma profunda melancolia e sofrimento. E tudo numa canção tão curta. Tudo. “Existirmos: a que será que se destina?”. Disseram-lhe também que a música poderia se encerrar naquele verso. E foi justamente nesse verso que tudo se acabou pra ele.  Tudo, que quem o conhecia sabia que era muita coisa.&lt;br /&gt;No velório lembraram seus dons extraordinários. Amigo fiel, companheiro digno, para todas as horas. Homem corajoso e sensível aos problemas dos outros. Humilde, sincero e trabalhador – ninguém nunca o vira fazer corpo mole pra coisa alguma. “Esse aí vai chegar onde quiser”, diziam todos, enquanto cada um pensava o que raios ele poderia querer que não dizia, sem se dar conta de que na verdade tentavam querer por ele, querendo que ele quisesse o que queriam.&lt;br /&gt;“Lembram de quando ele ganhou o concurso de oratória na escola? Matou muita gente de inveja, mas ninguém podia competir com ele”&lt;br /&gt;“Era sempre o melhor aluno. Dizíamos que os professores já davam dez só de ver o nome dele na prova”&lt;br /&gt;“Nem comemorou direito o primeiro lugar no vestibular já estava estudando pra faculdade. Menino dedicado!”&lt;br /&gt;“Ajudava a gente demais. Fazia meses que não o víamos, quase um ano, acho, mas todo fim de mês era sagrado, o dinheiro tava lá na nossa conta. Nunca deixou de nos ajudar, menino de ouro...”&lt;br /&gt;“Eu-eu o amava! Íamos nos casar! Ele me levou no restaurante mais caro da cidade e me deu esse anel aqui, ó! Não faz nem um ano, e parece que foi ontem. Foi o momento mais lindo da minha vida!”&lt;br /&gt;- Mas não da dele.&lt;br /&gt;Quem dizia era uma moça que ninguém reconheceu, mas a noiva identificou como uma vadia que ela surpreendera rondando seu noivo algumas vezes. Na certa haviam tido um caso bobo.&lt;br /&gt;- Bem mais do que isso. Nenhum caso é tão intenso. Nós nos amávamos.&lt;br /&gt;“Há duas semanas ele me convidou para assistir a um espetáculo sem par. Rodamos uma hora e meia em seu carro e depois que paramos, andamos mais meia hora no meio da mata. Quando chegamos a uma clareira, ele me mostrou uma revoada de borboletas, que estavam em época de reprodução. Uma mais linda que a outra. Ele ficou muito emocionado e disse “é a coisa mais linda que eu já vi”. Depois, lembro que baixou a cabeça e ficou muito tempo em silêncio, até sorrir amargo e sussurrar “acho que encontrei a resposta. Mas estou vivendo muito longe dela...”&lt;br /&gt;- Resposta de quê? – inquiriu a noiva, indignada – Minha filha, tu tá pensando que é só abrir as pernas pro meu homem e chegar aqui...&lt;br /&gt;- Eu nunca abri as pernas pra ele. Nunca o beijei. Nunca sequer segurei a mão dele por muito tempo. Fomos dois tolos o tempo todo. &lt;br /&gt;Sem fazer caso de ninguém, a mulher atravessou a sala até o caixão. Para a surpresa de todos, levava consigo o bilhete de despedida do morto. Abaixou a cabeça e beijou os lábios dele, a primeira e última vez que daria um beijo em seu amado. Sentiu vontade de abrir os olhos dele, aqueles olhos que eram o que ele tinha de mais bonito, mas não queria vê-los embaçados pela morte. Queria lembrar-se deles serenos e iluminados, aqueles olhos puros, cuja imensa tristeza que ele carregava não conseguira macular. Ergueu a cabeça e saiu da sala. Apenas alguns puderam ver uma lágrima solitária que deslizava pelo rosto dela. Leve e melancólica. Doce e profundamente sofrida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-3333866676479473394?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/3333866676479473394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=3333866676479473394&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3333866676479473394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3333866676479473394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2010/09/intacta-retina.html' title='Intacta retina'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/TI8KxMxI_UI/AAAAAAAAAKY/5rOz0_113eo/s72-c/Digitalizar0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-7496596244668279373</id><published>2010-06-29T07:20:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T07:28:59.218-07:00</updated><title type='text'>Um vinho, um gole, um porto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/TCoBd6-uBlI/AAAAAAAAAQ4/SYhDlG-39jY/s1600/vinho.+corpo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 296px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488200709464524370" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/TCoBd6-uBlI/AAAAAAAAAQ4/SYhDlG-39jY/s320/vinho.+corpo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O relógio já marcava 4:30 da manhã e Clarice ainda se remexia na cama à procura de alguma posição confortável. A cama de casal, ocupada por uma pessoa só, era apenas um dos lembretes do isolamento. Solidão? Imagine. Clarice sempre foi muito mais auto-suficiente que eu. Eram sempre pra ela os telefonemas, convites, recados. Amigos nunca lhe faltaram. Impossível não se encantar com o sorriso brilhante que herdara do nosso pai. Tão irradiante que chegava a me contagiar, infectar e comandar tudo o que queria. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aquela era uma noite de sábado, o que dava a cena um tom ainda maior de aberração. Como de costume as amigas ligaram, marcaram local e horário. Haveria um show aquela noite. Esperaram, mas Clarice não apareceu. Motivo? Febre, mentiu ela. A verdade? Cansaço. Enfadada de noites intermináveis, porres ilimitados, relacionamentos diaristas. Futilidade também tem prazo de validade, já dizia nossa mãe. Chega um tempo na vida que você começa a se importar com detalhes que antes eram só detalhes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando se deu conta do que havia pensado saltou instantaneamente da cama. Meu Deus, eu to ficando velha! Era preciso beber algo. Foi até a geladeira. Não restara nenhuma cerveja do jantar com os amigos do trabalho da noite anterior, ela achou importante integrar a equipe que agora a tinha como líder, e a empolgação foi tanta que acabaram todos saindo de lá aos tropeços. Mas ali ao fundo da segunda prateleira haviam esquecido o vinho que um dos seus convidados levou. &lt;strong&gt;Ferreira Porto.&lt;/strong&gt; Coincidência. Aquele gosto lhe trazia lembranças, que por pior que fossem ainda eram as melhores que tinha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um homem. Um erro. O melhor erro. A negação de toda dignidade que passou a vida fingindo que possuía. O marido da própria irmã. Nada mais sádico e excitante. Ansiava pelo momento que ela surgisse no entrar da porta, pálida e imobilizada. E ela nada faria, ficaria ali assistindo o prazer dos dois corpos entrelaçados explodir em êxtase. Eles não perceberiam sua presença, como sempre. Aproveitariam o corpo um do outro com toda a intimidade e sem nenhum respeito. Violariam todo pudor. Como se suas mãos já conhecessem cada milímetro de suas superfícies. As peles se reconheceriam a cada toque. Eram anatomicamente perfeitos um para o outro. Como animais que se completam. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Eu não te amo.&lt;br /&gt;E essa era a melhor parte.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que foi desejo se materializou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo parou de girar. A cena paralisou-se pros meus olhos. O retrato da minha maior decepção. Os dois corpos nus unidos selvagemente bem a minha frente. Ele sobre ela. As pernas dela envoltas nos quadris dele. As mãos dele sentindo cada milímetro do corpo dela. Os lábios dela insaciados à procura dos lábios dele. Meu marido. Minha irmã. Meus maiores ódios. Eu nada fiz. Eles não perceberam minha presença, como sempre. A humilhação escorreu entre meus dedos em forma de suor. Ainda não consegui me perdoar por aquelas lágrimas. Repulsa estonteante. Meu orgulho pisado e escarrado na minha própria cara. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Eu te amo.&lt;br /&gt;E essa era a pior parte.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Postar no Casulo me traz uma paz... Por mais que eu demore, eu sempre fico com saudade daqui =)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-7496596244668279373?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/7496596244668279373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=7496596244668279373&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7496596244668279373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7496596244668279373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2010/06/um-vinho-um-gole-um-porto.html' title='Um vinho, um gole, um porto'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/TCoBd6-uBlI/AAAAAAAAAQ4/SYhDlG-39jY/s72-c/vinho.+corpo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-3731433559911185930</id><published>2010-05-25T07:47:00.000-07:00</published><updated>2010-05-25T08:02:15.186-07:00</updated><title type='text'>Vermelho</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/S_vmD_98XGI/AAAAAAAAAJ4/OO0kvHF6_1Q/s1600/3179619726_3da907d8ed.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475222728384207970" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/S_vmD_98XGI/AAAAAAAAAJ4/OO0kvHF6_1Q/s320/3179619726_3da907d8ed.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela riu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Que foi?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Nada... é que eu tava lembrando de uma coisa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- E o que é?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela o fitou meio constrangida, depois voltou a cabeça para o céu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Uma vez eu estava conversando com um amigo e eu disse que não gostava muito do pôr-do-sol. Que me dava uma certa agonia ver o céu assim, nem dia nem noite. Eu sempre preferi não olhar pro céu durante o pôr-do-sol.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- E o que ele respondeu?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Que eu ainda não tinha visto o pôr-do-sol com a pessoa certa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele não olhou de imediato para ela. Seus olhos se perderam alguns segundos no céu crepuscular. Depois, de um estalo, apoiou um braço na grama e ergueu a cabeça para ver o rosto dela:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Mas quando eu te convidei pra vir pra cá, tu não me disseste que se incomodava!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela virou o rosto para ele, sorrindo; um sorriso que sequer mostrava os dentes, mas que tudo dizia. Ele sorriu também e voltou a se deitar na grama. O céu estava muito mais belo e ele sabia que fora a aquarela dela que o fizera assim. Apertou a mão dela bem forte. A pessoa certa. Já não havia agonia no pôr-do-sol.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;É, esse também é teu.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-3731433559911185930?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/3731433559911185930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=3731433559911185930&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3731433559911185930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3731433559911185930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2010/05/vermelho.html' title='Vermelho'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/S_vmD_98XGI/AAAAAAAAAJ4/OO0kvHF6_1Q/s72-c/3179619726_3da907d8ed.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-1977704871370023371</id><published>2010-04-18T10:00:00.000-07:00</published><updated>2010-04-18T10:05:47.502-07:00</updated><title type='text'>30</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/S8s66OWqPxI/AAAAAAAAAPQ/yGG8Ekvu-wI/s1600/salvador.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 251px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461523745076821778" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/S8s66OWqPxI/AAAAAAAAAPQ/yGG8Ekvu-wI/s320/salvador.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um mês o choro deixa de doer em desespero. Mostra-se uma calma constante. &lt;strong&gt;Uma dor contida escorre pelos olhos.&lt;/strong&gt; As perguntas da última revolta ainda não foram respondidas e acredito que, em vida, nunca serão. Mas agora são indagadas por pensamentos completos e com nexo. A mente já não grita mais injúrias e lamentações. Trinta dias nos ensinam que nem todos os erros precisam de culpados. Pois é isso que a morte é, um erro de cálculo, um deslize da criação. E ninguém que me venha dizer que Deus foi desumano ao ponto de planejar esse fim sem sentido. Que é a punição pelos pecados que um embrião ainda não cometeu. E quem garante ao juízo final que eles serão cometidos? Culpados antes do crime, condenados e punidos antes do julgamento. Não se tem voz de defesa. O direito vira o dever de calar. Tudo por um fruto que eu nem pude provar. &lt;strong&gt;Qual o sabor do pecado?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;A pior dor é que não se entende.&lt;/strong&gt; E as explicações que me são dadas não me sustentam. Será essa a nossa semelhança, a desumanidade? Morrer é um acidente de percurso. Um imprevisto na eternidade que nos aguardava. Não faz parte dos planos da vida. Eu tento, mas não consigo ver a morte por uma perspectiva menos cruel. &lt;strong&gt;Não há céu que me seduza.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A explicação divina para a morte é simples: reciclagem de matéria orgânica." (palavras do twiiter @OCriador)&lt;br /&gt;Essa frase me fez rir, resolveu parcialmente essas minhas angústias e fez meu texto parecer no mínimo desnecessário hsuahsa. Bjão pessoas :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-1977704871370023371?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/1977704871370023371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=1977704871370023371&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/1977704871370023371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/1977704871370023371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2010/04/depois-de-um-mes-o-choro-deixa-de-doer.html' title='30'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/S8s66OWqPxI/AAAAAAAAAPQ/yGG8Ekvu-wI/s72-c/salvador.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-2086546282281934067</id><published>2010-02-26T03:42:00.000-08:00</published><updated>2010-02-26T04:07:29.430-08:00</updated><title type='text'>O meu maior medo é a solidão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/S4ez04AJoJI/AAAAAAAAAJw/AqXiylm1cEY/s1600-h/112_-_~1.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442516395668119698" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/S4ez04AJoJI/AAAAAAAAAJw/AqXiylm1cEY/s320/112_-_~1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;O meu maior medo é a solidão. Não a solidão do teto branco do meu quarto que eu procuro às vezes; tenho medo de ficar só. Tenho medo do nada. Sou só barulho por dentro, mesmo imerso em quietude por fora, festas, mil vozes que algazarram, não me deixam dormir em algumas noites. Me incomodam em algumas noites. Mas meu medo mais profundo é que elas se calem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Não tenho medo do abandono, não tenho medo que me deixem. Tenho medo de eu mesmo arrancar tudo e jogar fora. Arrancar todos. Tenho medo de que eu continue sempre a ferir as pessoas que eu amo, como sempre fiz, e que essas feridas se tornem tão dolorosas e essa dor tão incurável, que eles se vejam obrigados a não dar a mão quando eu estender. Tenho medo de que a minha mão penda no vácuo para sempre a próxima vez que eu quiser apertar outra mão, que eu implorar socorro, que eu mendigar. Tenho medo de que me digam “Minha paciência tem limites!” quando eu sempre andei a testar todos os limites de todas as paciências – menos da minha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Eu tenho medo porque sei que raras vezes eu aperto a mão dos meus amores com força pra mantê-los junto de mim. Tenho medo porque não sei se eles entendem que o meu abraço mal correspondido tem o peito aberto. Tenho medo porque minha boca está sempre tão afastada do meu coração e sente tanta dificuldade em traduzi-lo... tenho medo que meus amores queiram se segurar em mim pra não se afastarem e onde eu quiser que haja troncos fortes para eles, só existam galhos secos. Tenho medo de não saber arar a terra e preparar o jardim pra que eles plantem suas sementes. Tenho medo de morrer pra eles, morrer pra vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;São tantas as coisas que matam. São tantos os cadáveres nessa vida e tantas as mortalhas que eu tenho medo de me deixar atrair pelo seu falso brilho que, meu Deus, por vezes é tão sedutor. Tenho medo de ternos, de metais e de falas emproadas. Tenho medo do poder, dum degrau alto demais numa escada feita de isopor. Tenho medo do espelho e dessas mil máscaras que se oferecem como putas para que eu as apanhe e as use até enjoar delas e só muito depois perceber que na verdade eu me consumi – quando já não houver mais rosto para máscara nenhuma esconder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Por isso escrevo essa confissão, na sozinhez do meu quarto (porém nunca solidão), que tenha força de oração. A vocês, meus amores: que sua tolerância continue infinda embora a minha seja tão pouca; que os abraços, os beijos, os risos e os choros continuem os mais sinceros, apesar de eu por vezes dissimular os meus; que a vida continue a ser vida enquanto vida houver; que a sozinhez nunca seja solidão; que os barulhos nunca se calem. Amém.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Tô afastado, mas não morri! =] Até que enfim minhas férias (de uma semana e meia, mas são férias!) chegaram e cá estou eu assoprando a poeira do Casulo. O texto acima... digamos que não é totalmente autobiográfico. Uns 98% :)&lt;br /&gt;Até agora, 2010 tem sido de muita felicidade! Mas vou deixar a própria Feto falar disso futuramente. Guria, parabéns! Tô muito feliz por ti!&lt;br /&gt;E por vocês também, Alanna e Bittencourt!&lt;br /&gt;Saudades que eu tava daqui.&lt;br /&gt;Abraços!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-2086546282281934067?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/2086546282281934067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=2086546282281934067&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2086546282281934067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2086546282281934067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2010/02/o-meu-maior-medo-e-solidao.html' title='O meu maior medo é a solidão'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/S4ez04AJoJI/AAAAAAAAAJw/AqXiylm1cEY/s72-c/112_-_~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-7201609782687386897</id><published>2010-01-11T17:46:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T19:01:18.589-08:00</updated><title type='text'>Pra onde vai?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/S0vhfczl1qI/AAAAAAAAAOI/flaY5RLiIfc/s1600-h/Gorda+(15).JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425678106522670754" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/S0vhfczl1qI/AAAAAAAAAOI/flaY5RLiIfc/s320/Gorda+(15).JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;"&lt;strong&gt;Pra onde vai você? Pra onde vai? Pra onde vai o sol quando a noite cai?"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Como é possível sentir a sensação da morte quando ainda se está vivo? Uma coisa é certa, não é possível voltar. Eu tinha dezoito anos quando morri. Era um final de semana prolongado, não lembro a data, ja faz tempo que perdi a noção do tempo. Nem me lembro mais quanto duram 24 horas. Aqui o sol não se põe. Eu e meu pai paramos em um supermercado próximo de casa pra comprar cerveja para os convidados do churrasco. Nenhum motivo especial para comemoração, apenas reunião de uns amigos. Eu, claro, me aproveitei da situação pra comprar chocolate, eu não resistia. Sinto saudade do cheiro, de saborear lentamente cada pedaço amargo. Pagamos tudo no cartão de crédito e fomos pro carro. Colocávamos as compras na mala quando ele se aproximou com a arma. Eu nunca tinha sido assaltada antes. Os olhos dele esbugalhados e vermelhos, da testa escorria o suor nervoso. E as mãos, como tremiam! Era o que eu pensava quando senti escorrer pela barriga algo quente. Sangue. Não sei como aconteceu, não senti dor alguma, só fraqueza. Não consegui mais me manter em pé. Alguém me segurou pelas costas e me deitou no asfalto quente. As pessoas estavam longe, as vozes misturadas, não conseguia reconhecer meu pai na pequena multidão acima de mim. Só quando ele segurou meu rosto com as duas mãos e me sacodiu com a delicadeza do seu desespero é que pude ficar em paz. Não queria morrer, mas se assim tivesse que ser que minha última visão fosse o rosto do meu pai. Não podia morrer, não antes de comer todo o chocolate que tinha acabado de comprar. Quem os comeria? Ninguém suportaria a lembrança amarga. E meus filhos, quem os teria? O meu lugar no mundo ficaria vago. Não se pode substituir pessoas. Meus planos eram outros, viver até os setenta talvez não fosse o suficiente pra fazer tudo o que eu tinha pra fazer. Conhecer todas as pessoas que eu precisava. Amar todos que fosse possível. Odiar todos que merecessem. Ir aos lugares que valessem a pena. Uma vida é pouco pro tamanho do mundo. Não tive tempo de dançar todas as valsas, nem de provar os gostos. Minha gaveta cheia de idéias... Eu percebi naquele segundo que aquelas idéias não eram tão inovadoras quanto eu imaginava. Não eram grandes idéias. Mas eram as que eu tinha, as minhas idéias, quem as colocaria em prática? Alguém, depois de muito chorar talvez perdesse um pouco de tempo da própria vida lendo meus rabiscos. Não entenderiam, me achariam infantil e descobririam minhas fraquezas, que eu escondia com tanto cuidado. Vão conhecer o que só eu tenho o direito de saber. Não é fácil respeitar quem não pode mais reinvindicar a própria individualidade. Vão invadir minha mente e eu nem vou estar aqui pra pensar a respeito. Não ligo pra matéria, exceto o que eu mais amava. Minhas coleções. Meus livros, ninguém vai lê-los com a mesma paixão que eu. Meus filmes. Quem vai devorar as cenas com os meus olhos? Minha caixa. Meus objetos. Ninguém vai dar o mesmo valor. Por que uma lata de cola-cola? Um papel roxo em branco. Uma pena vermelha. Uma toca de natação rasgada. Um panfleto de teatro. Um relógio quebrado. Uma conversa em um papel amassado. Eu não vou estar lá para explicar cada inesquecível significado. Não vou poder defender minha mania de guardar pequenas grandes coisas. Talvez joguem fora. Minhas lembranças no lixo. O que eu mais amo, no meio do que os outros julgam inútil. Se eu tivesse um testamento, nele eu teria escrito: Cuidem das minhas partes, minha mente vale mais que meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecimentos especiais Fábio..." Da essência partida ao meio formaram-se dois, amigos" :D&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-7201609782687386897?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/7201609782687386897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=7201609782687386897&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7201609782687386897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7201609782687386897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2010/01/pra-onde-vai.html' title='Pra onde vai?'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/S0vhfczl1qI/AAAAAAAAAOI/flaY5RLiIfc/s72-c/Gorda+(15).JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-2131964469626528528</id><published>2009-11-24T17:52:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T18:15:38.654-08:00</updated><title type='text'>A morte e o vento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SwyTKybR8UI/AAAAAAAAAJA/OUfo1LUXtK8/s1600/saia-vento.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SwyTKybR8UI/AAAAAAAAAJA/OUfo1LUXtK8/s320/saia-vento.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407859066109292866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para Adelaide Viana Pereira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ventava muito naquela cidade, aqueles dias, pensou ela enquanto soprava o café. Ela o matara. Não sentia remorso ou medo. Sentia-se leve. Não sentia culpa, o que fizera foi pra se defender. Ninguém poderia culpá-la. Colocou mais um punhado de açúcar do pacote. Só usava esses açúcares em pacotes em lanchonetes. Ela o matara e sorria por isso. Louca, desvairada, psicopata. Ela matara o amor.&lt;br /&gt;   E descobriu que podia sobreviver. Ela se descobriu forte. Ela soube que era mais, descobriu-se totalmente diferente daquela que contara entre lágrimas para seus travesseiros, sem nunca falar. Ela que tanto ouvira "vai passar" e nunca acreditara, descobriu sozinha. Olha, passou. Um dia se viu no espelho e era outra. Gostou da outra. Resolveu se arrumar e trocou de pele. Deixou sua velha roupa e sua velha cabeça pra trás. Só não notou que com ele foi o amor.&lt;br /&gt;   Assustada, ela tentou colá-lo de volta. Que seria dela sem o amor, ela que tantas vezes havia dito que só tinha aquilo na vida? Mas não, o amor não queria colar nela. Queria sufocá-la, estrangulá-la. Ah, mas isso não. De novo não! Já lhe ferira demais. Pois ela resolveu matá-lo. Ficou parada, inerte, indiferente. Olhou em outra direção. O amor murchou, definhou, morreu. E ela sorriu vitoriosa.&lt;br /&gt;   Mas por quanto tempo? Saíra vitoriosa, mas valera a pena carregar tantas cicatrizes? Ela se descobriu outra, e não gostou dessa outra. Não parecia nada com ela essa outra que andava cabisbaixa. Aí ela resolveu ser mais outra e ergueu a cabeça.&lt;br /&gt;   E ela se descobriu outra quando ao erguer a cabeça, viu outro olhar.&lt;br /&gt;   Sorriu pro seu café de novo e bebeu-o todo de um só gole. Estava frio demais. Deixou o dinheiro no pires e saiu da lanchonete, atarefada que estava. Mas ao sair, deixou que o vento sacudisse seus cabelos. Como ventava naquela cidade ultimamente! Deixou a brisa levar tudo que ela já havia sido e sorriu. Descobrira um novo olhar, e olhou-se novamente com novos olhos. E ela se fez outra, e tão linda como nunca fora. Ela matara o amor, sem remorsos, porque sabia que o Amor, esse nunca morreria dentro dela. E saiu andando. Louca, desvairada, psicopata. E feliz, imensamente feliz, mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Mais um texto com dedicatória. Que coisa, não? x) Amo-te, loira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-2131964469626528528?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/2131964469626528528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=2131964469626528528&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2131964469626528528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2131964469626528528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/11/morte-e-o-vento.html' title='A morte e o vento'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SwyTKybR8UI/AAAAAAAAAJA/OUfo1LUXtK8/s72-c/saia-vento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-3160008126091700564</id><published>2009-10-23T04:26:00.000-07:00</published><updated>2009-10-23T05:19:16.388-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SuGdoZB3rrI/AAAAAAAAAMw/cbuKn1BD_jM/s1600-h/o+pensador+rodin.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 251px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SuGdoZB3rrI/AAAAAAAAAMw/cbuKn1BD_jM/s320/o+pensador+rodin.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395767145805622962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu maior medo pode parecer ridículo&lt;br /&gt;Até mesmo absurdo&lt;br /&gt;Riam, podem rir&lt;br /&gt;A loucura é mesmo uma piada&lt;br /&gt;Até a vida é uma piada (sem graça) &lt;br /&gt;Mas que me faz sorrir&lt;br /&gt;Tenho horror à insanidade&lt;br /&gt;Medo de não conseguir voltar&lt;br /&gt;Enclausurar-se no labirinto dos sonhos&lt;br /&gt;E a lucidez se apaga&lt;br /&gt;Perde-se a razão no fim do túnel&lt;br /&gt;A escuridão do próximo passo em falso&lt;br /&gt;Cambaleia a mente,&lt;br /&gt;Entre a demência colorida e o amarelo sorriso da normalidade&lt;br /&gt;Os loucos são mais felizes&lt;br /&gt;Não sabem que loucos são&lt;br /&gt;E o meu medo faz de mim normal por saber ou louca por sentir?&lt;br /&gt;Sou bêbada como os insanos&lt;br /&gt;Mas acordo na ressaca enquanto dormem os demais&lt;br /&gt;E ao seu lado na cama um alguém&lt;br /&gt;Riem, podem rir&lt;br /&gt;O amor é mesmo o distúrbio mais crônico&lt;br /&gt;A pandemia que eles buscam a cura&lt;br /&gt;Mas que mata se um dia curar&lt;br /&gt;É o verme necessário&lt;br /&gt;O eletrochoque&lt;br /&gt;Mas quando o alguém desperta&lt;br /&gt;Ninguém sorri&lt;br /&gt;A saudade é mesmo a falta daquilo que nunca se teve&lt;br /&gt;O tempo&lt;br /&gt;Mas o ponteiro dissimulado ilude&lt;br /&gt;Ilusão de poder&lt;br /&gt;Eu ri, ri de mim&lt;br /&gt;A música é mesmo um excesso de letras de quem tem muito pra dizer&lt;br /&gt;Mas não sabe o que&lt;br /&gt;Eu é que não troco minha certeza do nada&lt;br /&gt;Pela possibilidade vaga de um tudo&lt;br /&gt;Não quando esse vazio preenche minha alma&lt;br /&gt;E esse todo pára meu pulso&lt;br /&gt;Riam, podem rir&lt;br /&gt;A loucura é mesmo uma piada&lt;br /&gt;A vida é uma piada&lt;br /&gt;A mais sem graça&lt;br /&gt;A que mais me faz sorrir&lt;br /&gt;E que gargalhem os loucos.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milagres acontecem =DDD&lt;br /&gt;Fazia muito tempo que eu nao escrevia nada. Esse texto foi a ressaca de um pesadelo que tive ontem. Tomara que alguém goste!&lt;br /&gt;Saudades imensas do Casulo.&lt;br /&gt;Beijão.&lt;br /&gt;Márcia, vulgo feto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-3160008126091700564?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/3160008126091700564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=3160008126091700564&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3160008126091700564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3160008126091700564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/10/o-meu-maior-medo-pode-parecer-ridiculo.html' title=''/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SuGdoZB3rrI/AAAAAAAAAMw/cbuKn1BD_jM/s72-c/o+pensador+rodin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-5506665069195725059</id><published>2009-09-24T17:15:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T19:09:39.412-07:00</updated><title type='text'>Oficina do Diabo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SrwWAKuFFWI/AAAAAAAAAIg/z1DzLZbUUvY/s1600-h/bhxfdw.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 230px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SrwWAKuFFWI/AAAAAAAAAIg/z1DzLZbUUvY/s320/bhxfdw.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385203446561707362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para Hugo César Lima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;       A casa era uma faca.&lt;br /&gt;    Ele olhava ao redor e tudo estava fora de lugar. A TV na sala, os sofás que a contemplavam, os livros nas estantes, os pratos nos armários da cozinha. Tudo fora de lugar. Ele sentia como que uma febre, uma inquietação agoniante e se sentava na poltrona branca, as pernas encolhidas, os pés metidos em meias pretas. Estava frio e ele sentia como que uma febre. Tudo estava fora de lugar.&lt;br /&gt;     Aquela meticulosidade de arrumação e limpeza não era dele. A casa era vidro, metal e branco, uma brancura ofuscante que o angustiava. Tudo era calma e nada estava no lugar. A casa arrumada com esmero por alguém, e ele revirado por dentro, a mais completa desordem. E só. Por dentro ele era xícaras sem asas, espelhos trincados, livros rasgados e CDs espalhados pelo chão. As janelas estavam escancaradas, mas os olhos dele só enxergavam cortinas.&lt;br /&gt;    A casa era uma gaiola de porta aberta e ele, passarinho estocolmado. Tinha medo demais, era grande demais e tinha as asas amputadas. Mas odiava a gaiola e a ração de alpiste e água. Ele depenava e definhava e sobrevivia. Ele morria.&lt;br /&gt;      Ele não estava ali, não era o seu rosto naqueles reflexos. Perdera a face há muito tempo em algum espelho.&lt;br /&gt;        Ele era desespero e silêncio e uma apatia desgraçada. Seu rosto e sua garganta estavam secos. Ele morria. Ele queria mas não se movia. Ele implorava e seu rosto, impassível. Seu sangue estava frio como os azulejos. Ele morria. Esticou as pernas e sentiu o peso sob as meias. Levantou-se. Alguém abriu a porta.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Enfim, de volta! Perdão pela longa ausência, mas o rojão tá duro pra mim e principalmente pro Feto, então paciência aí =) Esse texto não tem muita a ver coisa comigo - atualmente - e nem com Hugo - acho - mas dedico a ele que me emprestou a caneta e foi o primeiro a l~e-lo - pra variar, no meio da aula.&lt;br /&gt;Saudades do Casulo ^^&lt;br /&gt;Abraços!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-5506665069195725059?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/5506665069195725059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=5506665069195725059&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5506665069195725059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5506665069195725059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/09/oficina-do-diabo.html' title='Oficina do Diabo'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SrwWAKuFFWI/AAAAAAAAAIg/z1DzLZbUUvY/s72-c/bhxfdw.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-5309463713933732814</id><published>2009-08-09T19:12:00.000-07:00</published><updated>2009-08-09T19:27:59.054-07:00</updated><title type='text'>Das minhas utopias - conselhos pra mim, pra todos, pra ninguém</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/Sn-ErQTSAHI/AAAAAAAAAIQ/DsR-OmfUfXM/s1600-h/OgAAADU4SzDlGbAKv_xsHY0Ypyo4MsJ0hOWPjicLvhu4rFQG202mn-MBhwiGtQWbFjWcw-Ge0b57hLa0r7led80CwzoAm1T1UFulC7XHWZHgNPC4PE5ZWSmBwkLk.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368155159494000754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/Sn-ErQTSAHI/AAAAAAAAAIQ/DsR-OmfUfXM/s320/OgAAADU4SzDlGbAKv_xsHY0Ypyo4MsJ0hOWPjicLvhu4rFQG202mn-MBhwiGtQWbFjWcw-Ge0b57hLa0r7led80CwzoAm1T1UFulC7XHWZHgNPC4PE5ZWSmBwkLk.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em uma palestra, Marina Colasanti, quando perguntada sobre o Amor, falou de um gravatá que havia sobre a mesa em que estava. Ela disse que achou lindo o gravatá. Mas só quando passa a sentir amor por ele, Marina derrama um pouco da água da sua taça na planta, porque viu que o gravatá estava meio seco. O amor, segundo a escritora, é a capacidade de sentir a felicidade dos outros ser para quem ama tão ou mais importante que a sua própria – a ponto de ela preferir ficar com sede a vê-la seca.&lt;br /&gt;Aí em outra palestra, escuto outra pergunta: “o que eu posso fazer para mudar a situação em que a sociedade se encontra?”.&lt;br /&gt;Nem sei o que responderam pra essa pessoa – nem lembro se era ele ou ela. Pensei na pergunta. Mas o que fazer mesmo, hein? E eu faço algo pra mudar essa situação? E eu quero fazer?&lt;br /&gt;Eu quero fazer. Eu faço? Sei lá se eu faço. Mas eu quero fazer, apesar de tudo. Apesar de mais e mais fileiras caindo, menos vozes gritando palavras de ordem, menos mãos estendendo panfletos, menos ainda para apanhá-los – mas sempre mais panfletos lotando latas de lixo ou, pior, emporcalhando as ruas. Estou cansado e nem iniciei minha luta. Vejo lutadores cabisbaixos e abandonando fronts. Tenho os pés doendo, dores na coluna, braços cansados, voz rouca e testa suada. Mas de pé, erguido, braços sacudindo e gritando.&lt;br /&gt;Você me pergunta como lutar, eu calo. Sua luta é sua. A minha é minha. Podemos estar lado a lado na rua e nossas vozes podem quase alcançar o mesmo tom. Mas cada um de nós é um, ainda que juntos sejamos muitos em um. Eu sei de minhas capacidades e de superá-las. Ou não sei, e todo dia procuro saber. Você também precisa aprender a procurar. Mas tem um conselho que posso lhe dar – aliás, que posso nos dar. É algo que ouvi de Piaf e que sei que está dentro da sua capacidade.&lt;br /&gt;Ame.&lt;br /&gt;É nisso que consiste a luta. Amar. Sem amor, toda luta é vã e vazia, sem sentido, selvageria. Sem amor, a luta não vai longe. Porque você só luta de verdade por aquilo que ama, porque é algo que lhe é tão caro que você quer proteger a todo custo, algo em quem você derramaria sua taça, ainda que estivesse com sede. Só o amor fortalece a luta.&lt;br /&gt;Mas amar é difícil. Quão difícil é dizer “eu te amo”? Então não vá dizendo “só isso?” quando eu lhe disser “ame”. Pelo que ou por quem você lutaria a todo custo? Amores, amigos? Sua terra? Sua Terra? Liberdade, prazer, educação? Você lutaria a todo custo pela paz?&lt;br /&gt;Não, amar não é fácil. O amor é um sacrifício, o amor é um sacerdócio, como diria Chico Buarque. Amar então um desconhecido! Uma mulher que é despejada na favela. Um camponês que luta pela sua terra. Um estudante massacrado pela polícia. Um quilombola que vê sua lavoura destruída. Por que você deve amar essas pessoas?&lt;br /&gt;A resposta é: não deve. Mas a luta, assim como o amor, acaba se tornando uma opção, depois de uma fase de grande arrebatamento. Se você preferir, escolha não alimentar aquele amor, ou aquela luta, ou aquele gravatá e ele vai minguar e definhar até morrer – mais dia, menos dia, mesmo que lhe doa um tanto. Então, se você escolhe, mais que lutar por essas pessoas, lutar ao lado delas, é necessário, é extremamente importante que você as ame. E alimente sua luta, a cada decepção, a cada piquete vazio, a cada corpo ou barricada que cai, alimente sua luta com ainda mais amor. Porque se o amor vive, ele se reinventa a cada dia. Mas se o amor morre, a luta morre. E eu pessoalmente, sem amor e sem luta, não seria muito diferente de um gravatá seco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Invertendo: isso é uma crônica, provavelmente estaria no editorial, mas por razões de ordem que discuti com Márcia, resolvi colocar em um post normal. Esse texto surgiu durante um encontro de estudantes do qual participei recentemente, mas os sentimentos e ideias que me levaram a ele estão se consolidando a algum tempo dentro de mim, graças a pessoas que todo dia me ensinam mais e mais sobre o amor e sobre luta. O texto não tá lá muito rico literariamente falando, mas tenham certeza de que fui completamente transparente e sincero nele e por isso ele tem muito significado pra mim. Espero que tenha pra algum de vocês :) Desculpem a ausência, muitas tarefas acumuladas nessa faculdade... Abraços.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-5309463713933732814?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/5309463713933732814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=5309463713933732814&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5309463713933732814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5309463713933732814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/08/das-minhas-utopias-conselhos-pra-mim.html' title='Das minhas utopias - conselhos pra mim, pra todos, pra ninguém'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/Sn-ErQTSAHI/AAAAAAAAAIQ/DsR-OmfUfXM/s72-c/OgAAADU4SzDlGbAKv_xsHY0Ypyo4MsJ0hOWPjicLvhu4rFQG202mn-MBhwiGtQWbFjWcw-Ge0b57hLa0r7led80CwzoAm1T1UFulC7XHWZHgNPC4PE5ZWSmBwkLk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-2976499138558040180</id><published>2009-07-13T19:40:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T19:51:30.443-07:00</updated><title type='text'>Multidão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SlvwxSsHRjI/AAAAAAAAALw/mpCNUxiUxYw/s1600-h/ECJ+-+multid%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 304px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SlvwxSsHRjI/AAAAAAAAALw/mpCNUxiUxYw/s320/ECJ+-+multid%C3%A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358140911308457522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcham os dias rumo ao limite. Em formação de combate seguem os ponteiros a cercar as horas. O tempo pirraça, moleque malicioso que se diverte à custa da nossa existência.  Não se sente mais. Vazios, passamos sem reagir, sem ruído, sem odor, sem pudor. Os batimentos cessaram, calaram-se os pensamentos.  E não se ouve mais. Nem as vozes interiores que sempre desnortearam a tantos. O caos transgrediu o alcance da sanidade, a ordem surgiu como que por instinto e por instinto seguimos sem saber pra onde. Vamos em frente, ordenados pela intuição. Indivíduos planejados para existir, seguir e mais nada. Roldanas giram nossos passos. Delimitam nosso espaço. Não há tristeza, só equilíbrio. Cancelados os vetores opostos. Estático. Quando o barulho é tanto que dele se faz silêncio. A dor abissal se faz apatia. O homem animal se fez máquina. No fim, deitam-se os corpos enfadados, enfileirados em retas perfeitas, a luz e esvai e ninguém percebe que passou o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SlvySv59M5I/AAAAAAAAAL4/t72TIPXtL9k/s1600-h/human-herd.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 249px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SlvySv59M5I/AAAAAAAAAL4/t72TIPXtL9k/s320/human-herd.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358142585598456722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desculpem pela reta não ser tão perfeita assim! Foi o melhor que encontrei =]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-2976499138558040180?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/2976499138558040180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=2976499138558040180&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2976499138558040180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2976499138558040180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/07/multidao.html' title='Multidão'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SlvwxSsHRjI/AAAAAAAAALw/mpCNUxiUxYw/s72-c/ECJ+-+multid%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-5986435860140140234</id><published>2009-07-05T20:25:00.001-07:00</published><updated>2009-07-05T20:35:15.743-07:00</updated><title type='text'>Singularidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SlFww5GYDWI/AAAAAAAAAIA/80YzIm8NVfg/s1600-h/giacomo_balla_luzdarua.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355185417183825250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 202px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SlFww5GYDWI/AAAAAAAAAIA/80YzIm8NVfg/s320/giacomo_balla_luzdarua.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acordou, praguejou, levantou, lavou, escovou, comeu, fechou, trancou, apertou, esperou, esperou, esperou, praguejou, desceu, cumprimentou, dispensou, correu, correu, saiu, atravessou, parou, subiu, sentou, suou, praguejou, desceu, saiu, correu, subiu, cumprimentou, sentou, sorriu, praguejou, murmurou, ligou, digitou, analisou, trabalhou, trabalhou, suspirou, implorou, comemorou, saiu, conversou, aceitou, acompanhou, chegou, sentou, bebeu, encontrou, conversou, sorriu, mentiu, levou, chegou, deitou, despiu, trepou, suou, gozou, suspirou, virou, dormiu e acordou.&lt;br /&gt;(Nas nuvens, um anjo sorria enquanto o outro tripudiava. E nas autovias as pessoas ainda se ocupavam de nascer e morrer).&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu sei que não é nada original, mas foi o que a inspiração me trouxe, o que eu poderia dizer á ela? =)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-5986435860140140234?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/5986435860140140234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=5986435860140140234&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5986435860140140234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5986435860140140234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/07/singularidade.html' title='Singularidade'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SlFww5GYDWI/AAAAAAAAAIA/80YzIm8NVfg/s72-c/giacomo_balla_luzdarua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-2882955540177392980</id><published>2009-06-28T20:36:00.000-07:00</published><updated>2009-06-28T20:57:14.041-07:00</updated><title type='text'>Uma vez na vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/Skg6bp7W-3I/AAAAAAAAALY/bXIVoP6qHR8/s1600-h/4655_b.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/Skg6bp7W-3I/AAAAAAAAALY/bXIVoP6qHR8/s320/4655_b.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352592403915537266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momentos assim são raros. Ali na minha frente estavam elas, as pessoas mais importantes da vida que vivi. As que eu mais amei e pelas quais mais fui amada. Não estavam envoltas em gargalhadas como de costume. Alguns sussurros aqui, outros acolá, mas nada comparado aos discursos inflamados nas rodas de amigos. Os casos contados e recontados que não cansamos de relembrar. O clímax, o segundo de silêncio entre o fim da narração e a explosão de comentários e risos simultâneos. Risos prolongados ao máximo pelo contentamento da companhia. E encadeados, um sorriso puxa outro, contamina um por um de quem estiver por perto. Sensação deliciosa de uma boa epidemia. Que bom seria se não existissem curas pra felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas iam e vinham. Uns amigos, outros nem tanto. Um ou outro não encontrado na memória. Mas os que a mente selecionara, gravados na essência dos dias, esses estavam todos ali ao lado. A maioria deles abraçados entre si, uns mais apoiados que abraçados. Não eram muitos, mas o suficiente pra comprovar que vida tinha valido a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O choro de minha mãe era constante, e cansado. Não tinha o mesmo vigor do início, não que lhe faltassem motivos para o lamento, faltavam-lhe forças. Enquanto isso as mãos do meu pai se estendiam sobre as minhas em um silêncio gritante. Queria eu enxugar suas lágrimas e retribui seu afeto. Queria ainda mais substituir aqueles soluços pelo riso. Aquele carinho tímido pelo abraço ilimitado. Mas o que podia eu fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muitos cumprimentos discretos as pessoas deram as mãos e organizaram-se em um círculo mal feito ao meu redor. E assim puseram-se a recitar a mais verdadeira das poesias. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pai nosso que estais no céu.&lt;/span&gt; Nunca fui a mais religiosa das criaturas. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Santificado seja o vosso nome. &lt;/span&gt;Muitos dos presentes ali também não. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vem a nós o nosso reino.&lt;/span&gt; Mas em momentos raros como este. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Seja feita a vossa vontade.&lt;/span&gt; Algum tipo de fé dormente desperta no peito. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Assim na terra como no céu.&lt;/span&gt; E é possível sentir nas mãos entrelaçadas. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O pão nosso de cada dia nos daí hoje.&lt;/span&gt; Um pulso mais forte e mais seguro do que o habitual. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Perdoai-nos as nossas ofensas.&lt;/span&gt; É a oração feita junto à cama com as pequenas mãos espalmadas. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Assim como nos perdoamos a quem nos tem ofendido.&lt;/span&gt; A certeza permitida pela pureza de ser criança.&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Não nos deixei cair em tentação.&lt;/span&gt; Quando ainda não sabíamos solidificar tudo, até nossas almas. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mas nos livrai-nos do mal.&lt;/span&gt; Morrer não dói, mas deixa saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Amém.&lt;/span&gt; Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre tento me responder o porquê dos meus textos e nunca consigo. Eles surgem assim do além. Do subconsciente talvez. Um dia eu ainda descubro como e pq.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-2882955540177392980?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/2882955540177392980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=2882955540177392980&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2882955540177392980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2882955540177392980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/06/uma-vez-na-vida.html' title='Uma vez na vida'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/Skg6bp7W-3I/AAAAAAAAALY/bXIVoP6qHR8/s72-c/4655_b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-875062388013854269</id><published>2009-06-16T07:39:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T08:07:25.704-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/Sje1BeMr9hI/AAAAAAAAAH4/L7K472dr3ds/s1600-h/untitled.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347942119416526354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/Sje1BeMr9hI/AAAAAAAAAH4/L7K472dr3ds/s320/untitled.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele só sabia que chovia. Como chegaram ali, como obtivera a imensa coragem de segurar a mão dela, como começara a falar heroicamente, quase sem gaguejar, como se tivesse ensaiado - isso ele não sabia. Mentira; lembrava de quase tudo, mas o importante mesmo era que chovia. Havia um silêncio de bomba - bomba não-lançada - entre cada frase. Ele falava, cada palavra um passo a mais em lago coberto de gelo fino, vendo o precipício no final de cada caminho (tão articulado o achavam e quando ele precisava falar, diacho, as palavras saíam cuspidas, sem sentido). E depois das palavras, mais silêncio, e ele ficava olhando pros olhos dela (quando ela lhe permitia vê-los) e espreitando a bomba naquele céu castanho - caía ou não caía? Aí ela falou - rápida, nervosa, quase desconexa. Mas nem tanto, as palavras dela talvez teriam feito sentido se ele a deixasse terminar. Mas ele a beijou e só soube dos lábios dela contra os seus e tudo fez sentido - as palavras dela, as palavras dele, o lugar, a chuva, o silêncio. E depois do beijo, foi outro silêncio de bomba. De bomba lançada, certeira, de bomba que acerta o alvo. E depois ele só sabia dos seus sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber agora, ele não sabe de muita coisa. Não sabe quanto vai durar, não sabe quantas chuvas e quantos pôr-de-sóis. Mas ele sabe sim, que cada uma e cada um valeu a pena. Ele ainda não sabe o que é, mas é bom. Ele não sabe o que detonou aquela bomba. Ele só sabe que desde aquele dia ele, que só sabia ser feliz em parte, prova todos os dias as delícias de ser feliz por inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu só posso dizer que espero que essa história ainda demore muito pra acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tu sabes que é pra ti, bonita.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-875062388013854269?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/875062388013854269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=875062388013854269&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/875062388013854269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/875062388013854269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/06/ele-so-sabia-que-chovia.html' title=''/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/Sje1BeMr9hI/AAAAAAAAAH4/L7K472dr3ds/s72-c/untitled.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-7728700961326922397</id><published>2009-06-05T20:18:00.000-07:00</published><updated>2009-06-06T03:52:31.267-07:00</updated><title type='text'>Lembrem-se das borboletas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SinqkLSNRvI/AAAAAAAAAHw/bcYFAeID7K4/s1600-h/Digitalizar0001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344060340077151986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SinqkLSNRvI/AAAAAAAAAHw/bcYFAeID7K4/s320/Digitalizar0001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"O amor de um cura o ódio de milhões"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Gandhi)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dos poucos luxos aos quais se dava na vida, um era aquele belo canteiro de flores. Mas não era um luxo que guardava pra si; tão logo as flores estavam no seu período mais bonito, ele as colhia, colocava-as num cesto e ia para o centro da cidade. E lá as distribuía para quem passasse. Sim, distribuía; muitos achavam que ele estava vendendo, outros tantos que ele estava ligado a alguma seita, mas a maioria pensava que ele era um maluco mesmo. E com razão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A dona de casa passava com sua sacola de compras e o homem do escritório carregava uma pasta preta, mas ambos se incomodaram com a vadiagem do senhor. E mesmo ocupados como eram, resolveram ir até o homem e interpelá-lo:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Escuta, moço, o senhor não tem mais o que fazer? - essa peróla de sutileza foi cuspida pela dona de casa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O velho, doido, distribuidor de flores (e que também tinha algo de poeta, desconfio eu) também adorava conversar. Riu-se da pergunta da mulher e respondeu:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Tenho, mas o que faço aqui é muito mais importante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Entregar flores às pessoas? &lt;em&gt;De graça? - &lt;/em&gt;inquiriu a mulher, incrédula.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Sim. Consegues pensar em algo mais importante?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O homem de negócios riu:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Nesse momento me ocorrem pelo menos umas duzentas coisas de uma vez...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Entendo... é uma pena... - disse o velho e parecia realmente apiedado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E ele não parou de entregar as flores enquanto falava. Eram flores grandes, vistosas, bonitas. A dona de casa irritava-se cada vez mais:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Mas por que diabos o senhor faz isso?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Simples. Cada vez que entrego uma flor e alguém sorri, ganho uma batalha contra o ódio e a tristeza.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os dois ficaram estupefatos. O homem continuou:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Entendo o espanto. Também acho que o ódio e a tristeza devem existir no mundo. Mas penso que eles existem para podermos combatê-los e derrotá-los a cada dia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele claramente interpretara erradamente os rostos dos dois. Mexendo incomodado na sua gravata, o homem de negócios falou:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Não vês que estás empenhado em uma batalha vã?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Sim! - concordou a dona de casa - De que adianta esse sorriso agora no rosto das pessoas se mais tarde essa flor vai murchar e eles voltarão a ser tristes - talvez antes disso, até. Talvez até joguem a flor fora, uma vez que estejam fora das suas vistas. De toda maneira, esse sorriso não ficará lá para sempre!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Diga-me, minha filha, acaso não lembras das borboletas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Como?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- As borboletas... passam tanto tempo rastejando como lagartas e depois se fecham num casulo do qual lutam ferozmente para sair. Muitas morrem no caminho. Depois que viram borboletas, não duram mais que alguns dias. Porém eu não conheço muitas existências tão belas assim neste mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A mulher arregalou os olhos, mas logo dissimulou a admiração. Fez cara de pouco caso e de caso perdido, agarrou a sacola e foi embora. O homem de negócios sorria. A afirmação daquele velho senil era bonita, mas e daí? Beleza e só, quem ligava pra isso?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Achas mesmo que conseguirás vencer nessa revolução de flores, meu bom homem?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Quem sabe, meu filho? Essas flores, eu só as distribuo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- E acreditas que pode comover alguém? Que alguém continuará essa sua luta depois que o senhor se for? O que acontecerá quando o senhor partir deste mundo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Quando eu morrer, meu filho, meu corpo há de ser adubo para que nasçam ainda mais flores por aqui.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O homem sorriu. Disse ao velho que precisava ir e este entregou-lhe uma flor. Enquanto se afastava, o homem de negócios prendeu a grande, vistosa e bonita flor na sua pasta. O velho sorriu ao observá-lo de longe. Conseguira mais um soldado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;A todos que acreditam na utopia e no poder das flores sobre as armas e a todos aqueles que me ensinaram e continuam ensinando a acreditar nisso também. Muito obrigado a todos por existirem.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Foto: Pietro Cenini, extraída do calendário da ECOOS.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-7728700961326922397?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/7728700961326922397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=7728700961326922397&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7728700961326922397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7728700961326922397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/06/lembrem-se-das-borboletas.html' title='Lembrem-se das borboletas'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SinqkLSNRvI/AAAAAAAAAHw/bcYFAeID7K4/s72-c/Digitalizar0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-7215442822509657434</id><published>2009-05-31T10:16:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T12:10:45.866-07:00</updated><title type='text'>Bola de Sabão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SiLT84GTpiI/AAAAAAAAALI/EOjzyqh_AVc/s1600-h/bola+de+sabao.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342065150819280418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SiLT84GTpiI/AAAAAAAAALI/EOjzyqh_AVc/s320/bola+de+sabao.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Contornos de um cintilante cru&lt;br /&gt;Invisíveis como fronteiras de ideais&lt;br /&gt;Disfarçados em pureza ao olho nu&lt;br /&gt;Turvas plumas ao vento&lt;br /&gt;Flexível como a masmorra de uma mente&lt;br /&gt;No cárcere privado do pensamento&lt;br /&gt;Sua existência eternizada em segundos de leveza&lt;br /&gt;A subida magistral de uma realeza&lt;br /&gt;No ápice que a energia lhe permite&lt;br /&gt;Em um instante de inércia&lt;br /&gt;Uma virada de sentido emite&lt;br /&gt;Queda livre&lt;br /&gt;Ventre livre&lt;br /&gt;Livre!&lt;br /&gt;Implodem os confins inflexíveis&lt;br /&gt;Expandem anseios inóspitos&lt;br /&gt;Respiram ares impenetráveis&lt;br /&gt;Maduros, abandonamos a bolha&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Eu não sou muito (nem um pouco na verdade hhe) familiariza em escrita de poemas e poesias. Entao vcs perdoem ai minha ousadia. Eu não ia postar esse, mas não resisti. Preciso da opinião de vcs. Podem esculhambar, se preciso. Acabei pisando num terreno desconhecido. Mas a vale a nova experiência =)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-7215442822509657434?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/7215442822509657434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=7215442822509657434&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7215442822509657434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7215442822509657434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/05/bola-de-sabao.html' title='Bola de Sabão'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SiLT84GTpiI/AAAAAAAAALI/EOjzyqh_AVc/s72-c/bola+de+sabao.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-2216592859472647531</id><published>2009-05-17T14:31:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T15:27:37.019-07:00</updated><title type='text'>Conselho</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/ShCOYq25jvI/AAAAAAAAALA/eQH6g_py1Og/s1600-h/utopia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336922112906596082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/ShCOYq25jvI/AAAAAAAAALA/eQH6g_py1Og/s320/utopia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por um segundo perdi a noção do tempo, submergi em meio à desonra. Meus valores, por tanto tempo escondidos, decidiram se expor. Surgiram como carrascos ferozes prontos para executar o condenado. Sede de vingança. Vingar-se de si mesmo talvez seja a mais fria das refeições. Até o ar tornou-se intimidador. Impossível encarar as paredes. Os olhos molhados chicoteavam meu orgulho, minha moral. Que moral? Não era preciso gastar palavras, eu era capaz de sentir na pele cada pensamento amargurado que se passava por aquelas mentes. Cada dolorosa acusação.&lt;br /&gt;O que eu fiz pouco importa para quem não presenciou o feito. Mas o que eu senti muito vale para quem algum dia pensar em fazê-lo. Não me interessam ameaças, mas cabe a mim a advertência. Pensem. Faça o que fizer, ou não faça. Mas pense. Pense que o que é feito hoje ecoa pela eternidade e que os ecos tornam-se enfadonhos com o tempo.&lt;br /&gt;A decepção é algo intrigante. Reflete em todas as direções possíveis, atinge a todos no caminho. Acende uma dor fina e infinita, em algum recinto entre a razão e a emoção. Mesmo lugar onde dói o remorso. No qual lateja a infâmia do próprio reflexo. Tudo isso se coagula em mágoa, petrifica-se em prantos. Úmida rejeição de quem se ama. Curvar-se em volta de perdões é o que lhe resta. Ajoelhar-se aos pés da vergonha.&lt;br /&gt;E tudo pesa no mais íntimo que se pode ser, no eu mais nosso, onde somos mais sinceros, mais puramente impuros. Consciência. Um pedaço do eu que se esconde aqui por dentro, sempre pronto pra apunhalar nossas fraquezas. O calcanhar de Aquiles interior. O arrependimento. E esse homenzinho fujão percorre nossos espaços mais guardados, camuflados por nossos atributos. Expõe o obscuro impedindo que atos caiam no esquecimento e que o esquecimento nos faça cair em novos atos.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Esse mês as coisas por aqui ficaram meio desnortiadas ne? Mas a gente ja ta se organizando de novo. Acho que ja deu tempo de decorarem o editorial do Velho shuahsa. Perdoem gente, eu sugeri duas semanas e acabei deixando o texto la três!&lt;br /&gt;Sobre o texto, nem eu sei o pq dele. Surgiu do além =)&lt;br /&gt;Bjão!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-2216592859472647531?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/2216592859472647531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=2216592859472647531&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2216592859472647531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2216592859472647531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/05/conselho.html' title='Conselho'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/ShCOYq25jvI/AAAAAAAAALA/eQH6g_py1Og/s72-c/utopia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-2196212876560607252</id><published>2009-05-10T17:41:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T19:15:36.042-07:00</updated><title type='text'>A mais bonita</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SgeKLAi9WoI/AAAAAAAAAHo/t-GzXY-omqA/s1600-h/P5020020.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334384205373463170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SgeKLAi9WoI/AAAAAAAAAHo/t-GzXY-omqA/s320/P5020020.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SgeFuDhj0LI/AAAAAAAAAHg/sZ6C3PI2Zvs/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Era linda. Ele procurava outros adjetivos, mas encerrá-la em palavras era criminoso e ele não tinha vocabulário suficiente para isso. Mas era linda, em todos os aspectos, e ele não conseguia se acostumar a ver ela chegar todos os dias de olhos espertos e um sorriso gigante. Ele a tomava nos braços com carinho e cuidado, mas com força, como se não quisesse mais soltá-la, como se precisasse daquele abraço com a mesma necessidade do oxigênio. Como se precisasse gravar nele a impressão da pele macia dela, sentir suas bochechas apertadas contra as suas, pra não esquecer nunca mais, pra enfrentar mais aquele dia naquele mundo que nada interessava. Pra que trabalhar, pra que estudar, do que correr atrás, se a felicidade cabia naquele abraço, naquele olhar? A felicidade estava naquele riso, naqueles filmes vistos centenas de vezes a cada dia, nas músicas repetitivas e repetidas à exaustão - dos outros, não dela. E os pulos, e as danças, e os prédios inteiros construídos no chão da sala. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É tanta sonho, tanta graça que os dias realmente se tornaram dias e não sucessões de datas. Ela o fez entender que não se sorri só com a boca e os dentes, e ele ficou extasiado quando percebeu seus olhos, seu nariz, cabelos, orelhas, estômago, mãos, todos sorrindo em coro. Ele vê a cada dia ela curar seu coração cansado ou partido. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele chora, porque tem medo. Sabe que o abraço dele não poderá segurá-la para sempre, porque ela tem asas. Seria outro crime amarrá-las. Ela precisa voar e ele tem medo porque o céu tem é cheio de perigos, mas tem mais medo que ela não queira mais voltar. Tem medo que o abraço dele se torne demasiado incômodo para as asas dela que já são grandes e ah, hão de ser muito maiores. Ele quer que elas sejam maiores porque asas tão pequenas não conseguirão aguentar sonhos e sorrisos tão imensos por tanto tempo. E quando ela puder abraçar o mundo, será que lembrará do abraço dele?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele não sabe. Mas aí ela sorri pra ele e o medo some por agora. Ele está em paz e o corpo todo sorri.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Para Maria Gabriela.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;PS: Sim, o nome do post é por causa do Chico. Mas é porque quando escuto "Beatriz" também lembro da minha sobrinha =)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-2196212876560607252?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/2196212876560607252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=2196212876560607252&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2196212876560607252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2196212876560607252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/05/mais-bonita.html' title='A mais bonita'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SgeKLAi9WoI/AAAAAAAAAHo/t-GzXY-omqA/s72-c/P5020020.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-8849922046937645968</id><published>2009-04-26T18:15:00.001-07:00</published><updated>2009-04-26T19:22:50.612-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SfUH8Z5NJAI/AAAAAAAAAKo/QRWsQUDsUTM/s1600-h/IMGP0894.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329174468387218434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SfUH8Z5NJAI/AAAAAAAAAKo/QRWsQUDsUTM/s400/IMGP0894.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela levantou a cabeça e o encarou com aquele olhar intenso, típico de grandes amigos. Amigos inerentes, desde sempre. Eram incapazes de lembrar o dia que se viram pela primeira vez, eram pequenos demais pra isso. Cresceram juntos, ela sempre ali ao lado vivendo exclusivamente em função da espera, do momento que ele retornaria para casa, que lhe daria a atenção tão desejada. Os dois deitados no chão da sala, de barriga pra cima. O olhar nostálgico dele, típico de momentos de solidão, chamou-a em silêncio. Obediente, levantou e caminhou até seu dono, ergueu as patas dianteiras ao alcance da beirada da cama e encostou o focinho gelado nas mãos quentes do homem. Empurrou uma, duas, três vezes. Até que ele tivesse a reação esperada, acariciando o seu pêlo macio. Os dois haviam perdido pessoas importantes, as mais importantes. Ela muito provavelmente não sabia o que estava acontecendo, o porquê daquilo. Ele também não. Nunca estiveram tão próximos, nunca foram tão iguais. Deixando o copo que segurava apoiado em cima do criado-mudo, suspendeu a amiga pela barriga para cima da cama. Ela aconchegou-se nos braços dele. Ele aconchegou-se na inocente companhia dela. E lá ficaram os dois, com seus olhares vazios de sentido e cheios de lágrimas, até a dor passar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A Bia (o ser lindo e chamoso da foto) é um dos seres mais humanos que eu conheço! &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Então aqui fica um texto pras minhas pretas ( Bia, Foca e Tita). Cadelas da minha vida =D&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Ah e outra coisa pessoas, queria pedir pra quem lê o blog comente, nem que seja um "eu leio" (viu ferpa? haha). É importante pra gente saber quem passa por aqui =)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Abração!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-8849922046937645968?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/8849922046937645968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=8849922046937645968&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/8849922046937645968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/8849922046937645968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/04/ela-levantou-cabeca-e-o-encarou-com.html' title=''/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SfUH8Z5NJAI/AAAAAAAAAKo/QRWsQUDsUTM/s72-c/IMGP0894.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-6813357794597767313</id><published>2009-04-18T21:03:00.000-07:00</published><updated>2009-04-18T21:16:43.556-07:00</updated><title type='text'>Labirinto</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/Seqllm_yHuI/AAAAAAAAAHQ/POXF5SbMgug/s1600-h/fechadura.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326251574860848866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 297px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/Seqllm_yHuI/AAAAAAAAAHQ/POXF5SbMgug/s320/fechadura.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Havia medo nas unhas daquela mulher e ela as devorava na esperança também de triturar o pavor entre os molares. O veneno do medo, porém, só se entranhava mais. Era uma calda viscosa e amarga que ela sentia na língua, violava a sua garganta e gelava o estômago. E ela exalava o fedor do medo por todos os poros, o seu suor impregnado daquele cheiro acre que a embriagava. Tinha medo do que fizera, tinha medo do que faria.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O homem estava absorvido por aquele romance. Há tempos havia perdido a paciência para a televisão e precisava de algo que o distraísse depois de um dia exaustivo no escritório. Banho, jantar, pijama, poltrona reclinável de couro amarelo. Paraíso. Seria se o bebê não chorasse tanto. A mulher reclama que ele é um imprestável que não ajuda em anda. Como se engordar a conta bancária dela fosse pouco. O sexo costumeiro havia sido abandonado por causa do bebê, não era culpa dele – se bem que... - ele que pagava a camisola de dentro da qual ela confortavelmente pragueja contra ele. E era de seda.&lt;br /&gt;Podia se dar ao luxo de gastar a noite consigo mesmo, descansando do seu trabalho fatigante, se a mulher podia se dar ao luxo mais exorbitante de fazer sumirem rios caudalosos de seu dinheiro em poucos dias. Ela enchia o exterior de supérfluos, ele o interior. Ora essa.&lt;br /&gt;Certas histórias bobas tem magia. Ele sempre desprezara Agatha Christie e Stephen King, mas aquele romance... podia sentir nos dedos as poucas páginas que faltavam, mas ele não podia acreditar que ia terminar assim... a mulher acabara de assassinar seu filho, sufocando-o com o travesseiro e se dirigia ao revólver do gaveteiro. Porque ela fizera aquilo ele não sabia compreender. Louca, pressupunha. Uma história boba, mas as tintas melodramáticas que o autor usava para pintar as cenas tornava-as atrativas demais para que ele desviasse o olhar delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A mulher pegou o revólver. O coração ela podia sentir tentando sair pela garganta, tolhendo-lhe a respiração. As mãos não tremiam, mas pelas unhas devoradas ainda escorria medo. Mas ela sabia que precisava seguir. Pôs uma das mãos na maçaneta, segurando a arma com força na outra. Girou o trinco. Podia ver a ponta da cabeça dele por cima da poltrona reclinável de couro amarelo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem virou-se assustado. Da porta do quarto do filho, a mulher encarava-o. Havia medo em seus olhos. Havia um revólver em suas mãos.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Hoje estou dividido. Há uma intensa alegria em mim, mas também uma imensa revolta. A revolta, creio que bem obviamente, é por nossa nova velha governadora, Roseana Sarney. Mas não falarei disso agora. É algo de que pretendo falar em um futuro editorial.&lt;br /&gt;Mas tô feliz por causa do show do Monobloco! ^^ Sei que muita gente vai achar que eu sou um alienado por isso. Não sabem o quanto me fez bem, o quão lavada minha alma saiu daquela Batuque nesta madrugada se sexta para sábado! E eu que achava que ia sozinho ainda tive companhias especialíssimas, especialmente de Juliana e Thaís - desde o começo até o último suspiro dos tambores. Feliz eu sou com vocês, como diria o Mestre Yoda xD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merdas à parte, boa noite pra todo mundo!&lt;br /&gt;(cara, Feto, esse é um dos únicos blogs que eu conheço que as pessoas colocam essas coisas toscas depois do texto. Mas fazer o que se a gente é tosco mesmo... o/)&lt;br /&gt;Abraços.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-6813357794597767313?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/6813357794597767313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=6813357794597767313&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6813357794597767313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6813357794597767313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/04/labirinto.html' title='Labirinto'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/Seqllm_yHuI/AAAAAAAAAHQ/POXF5SbMgug/s72-c/fechadura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-1559506025170158453</id><published>2009-04-10T20:59:00.000-07:00</published><updated>2009-04-10T21:09:53.936-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SeAXYWwHD7I/AAAAAAAAAKg/ztiEmKEcoXk/s1600-h/codigo_barras.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323280466743594930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SeAXYWwHD7I/AAAAAAAAAKg/ztiEmKEcoXk/s400/codigo_barras.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O que no início era um armazém de esquina e sem importância se converteu no maior e mais requisitado mercado mundial. Quem um dia foi tachado de louco, trapaceiro e macumbeiro virou o mais famoso cientista que a terra já conheceu. O que era apenas uma crença de família, passada de pai pra filho há séculos, um costume caseiro e dogmático transformou o rumo da história. Onde antes se vendiam verduras, frutas e enlatados, hoje se encontrava prateleiras repletas de pacotinhos intitulados com os mais variados sentimentos. Exatamente. Carrinhos lotados de orgulho, de amor com uma pitadinha de ciúmes. Uma senhora, velha demais pra perder tempo procurando, decide comprar algumas paixões. Pega uns pacotinhos vermelho-sangue, de 100g cada e discretamente põe embaixo dos demais produtos na cesta. Agora é só presentear alguém do seu interesse e esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Era dia de promoção e o lugar estava congestionado. “São 3000 kg de sorte, embrulhar para presente, por favor.” “Queremos 246g de amizade, em seis fatias”. “Moça, quanto ta custando a auto-estima?”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os porões das casas estocavam o máximo de emoções possíveis. Caixas e mais caixas de sucesso eram encomendadas. O serviço de telemarketing atendia 24 horas por dia, 365 dias ao ano.&lt;br /&gt;- Sentimentos Cia, bom dia.&lt;br /&gt;- Alô, gostaria de fazer uma encomenda.&lt;br /&gt;- Qual o seu pedido?&lt;br /&gt;- São 5000 Kg de paz e 3000 litros de compaixão. Vocês fazem entrega para o exterior?&lt;br /&gt;- Fazemos sim. Vou passá-la para a linha de exportação. La a senhora poderá solicitar sua encomenda e mandá-la para onde quiser.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Filas descomunais esperavam por produtos escassos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- 765g de coragem, 600g de ódio e 350g de desumanidade, é hoje que pego aqueles dois desgraçados.&lt;br /&gt;- Desculpe senhor, mas não vendemos esse tipo de mercadoria. Apenas sentimentos virtuosos são comercializados neste estabelecimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O homem descabelado deixou aparecer discretamente o bolo de notas azuis dentro de sua jaqueta e a vendedora, mais discretamente ainda, deu-lhe um cartão com um número de telefone. O homem pegou o cartão e se dirigiu para a saída, ligaria mais tarde para pegar a mercadoria em um local combinado. Um local seguro. O contrabando de sentimentos julgados tortuosos era censurado, sujeito a pena de morte. Mas nada que impedisse o comércio paralelo dos mesmos. Ainda tentou-se ocultar o método tradicional de capturar os sentimentos e transformá-los em matéria. Era tudo separado por tipo e intensidade. Pela cor, textura e estado. Mas esconder o processo não foi possível. O método foi logo descoberto, desmembrado, multiplicado, desenvolvido. Pessoas felizes demais começaram a desaparecer, voltando apáticas demais para se expressar. Demonstrar amor em público? Que absurdo! E antes que alguém percebesse o vetor da censura se desviara, sentimentos virtuosos viraram luxo e perigo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Tio, dá um trocado pra eu comprar tiquinho de felicidade aí.” “Vai procurar trabalhar moleque!” Respondeu o homem que tinha acabado de comprar um pacote de carinho, mas que tinha esquecido em cima do balcão. Esquecer era a única ação que ninguém esquecia de fazer.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso deveria ser um editorial, mas acabei me empolgando hehe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois que terminei de escrever que percebi que no fundo a gente compra e vende nossos sentidos todo dia, traduz cada sentir nosso em matéria...Como se isso fosse possível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bjao =) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-1559506025170158453?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/1559506025170158453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=1559506025170158453&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/1559506025170158453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/1559506025170158453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/04/o-que-no-inicio-era-um-armazem-de.html' title=''/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SeAXYWwHD7I/AAAAAAAAAKg/ztiEmKEcoXk/s72-c/codigo_barras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-121880027148194870</id><published>2009-04-01T20:39:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T22:18:43.283-07:00</updated><title type='text'>O último ato do Homem das Mil Máscaras</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SdRKkHmuLTI/AAAAAAAAAGo/J_Ncd_6kw9o/s1600-h/foto-teatro1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319959044208602418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SdRKkHmuLTI/AAAAAAAAAGo/J_Ncd_6kw9o/s320/foto-teatro1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O teatro estava lotado, mas não era à toa. O rapaz era um prodígio. Daqueles que fazia com que qualquer um pudesse dar uma de crítico dizendo "ele tem talento!" sem medo de errar. Ainda assim, anunciara que aquela seria a sua última apresentação. Claro, poucos levaram isso a sério. Afinal, tantos artistas anunciam uma última aparição antes de voltar alguns anos depois e além disso ele era tão novo... ninguém duvidava que seria uma pena se ele resolvesse realmente abandonar os palcos assim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O ator esbanjava talento em sua suposta última peça, uma obra chamada "O Homem das Mil Máscaras", um monólogo que ainda por cima era escrito e dirigido por ele mesmo! Cada ato da peça conduzia a uma face do ser humano - como explicava o prospecto - e a platéia passeava extasiada por tantas variações de suas próprias personalidades que reconheciam ali encenadas. Uma obra que já nascera clássica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os atos se seguiam: o Engraçado, o Louco, o Bobo, o Falso, o Trabalhador, o Entristecido, o Maldito, o Encolerizado, o Amante. Eram atos curtos e fulminantes. Em cada um, o ator usara máscaras ou maquiagens bem caricatas para representar o personagem que queria. Só faltava mais um; no prospecto lia-se "o homem último". Isso não dizia tanto quanto os nomes dos atos anteriores e a platéia se remexia em polvorosa ante a proximidade do tal último ato. E as cortinas se abriram... para a surpresa de todos, o rapaz apareceu sem máscaras:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Boa noite, senhoras e senhores. Espero que estejam confortáveis em seus assentos. Peço perdão se os fiz esperar: eis-me aqui, o homem último.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"No homem último, não se permitem máscaras, pois todas elas caíram. O homem último não esconde suas dores, suas alegrias ou sua indiferença atrás de rostos falsos. O homem último é o mais humano dos homens e contudo conseguiu superar tudo que o liga à humanidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pois eis-me aqui, senhores: sou eu o homem último! Fui eu quem restou de todos que eu tinha ao meu lado. Envergonho-me de dizer que nada foi tirado de mim: eu que arranquei tudo e joguei fora. Eu representei e esqueci de sair do papel depois. Faz muito tempo que não sou eu. Nem sei se ainda posso ser. Sei que sou o homem último, mas ele não sou eu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O homem último se vê no alto de uma montanha de corpos que ele escalou con sapatos de sola de ferro, sem piedade. Ele acreditava piamente que precisava chegar ao topo e agora que lá está, ele contempla estarrecido uma paisagem doente, algo muito distante da Canaã de seus sonhos. O homem último se pergunta se de fato ele sonhou e sequer consegue chorar pois seu coração está seco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O homem último tem poder, dinheiro e glória. Mas senteque nenhum dos três lhe pertence porque não foram por ele conquistados e sim pelos corpos da montanha. Ao homem último só restou o medo de sua própria ultimidade. O homem último teme a solidão mais que qualquer coisa e no entanto ela é sua única companhia, além da sombra e do escárnio da morte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E é a sombra da morte que o homem último abraça nesta noite, sendo este seu último ato. O homem último se entrega a sua sombra derradeira no palco, a única casa que lhe restou dos muitos lares que destruiu. Orai por ele em seu leito de morte".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abriu trêmulo um vidro que puxou de dentro do paletó e bebeu seu conteúdo. Caiu no chão em um acesso de tremores. A platéia prorrompeu em aplausos. E esperaram. E esperaram. E esperaram. Dez minutos depois, alguém fechou as cortinas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desculpem mesmo pela demora para postar, estou péssimo com prazos ultimamente! Abraços a todos =D Fóssil.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-121880027148194870?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/121880027148194870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=121880027148194870&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/121880027148194870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/121880027148194870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/04/o-ultimo-ato-do-homem-das-mil-mascaras.html' title='O último ato do Homem das Mil Máscaras'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SdRKkHmuLTI/AAAAAAAAAGo/J_Ncd_6kw9o/s72-c/foto-teatro1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-662492170267144757</id><published>2009-03-21T06:52:00.000-07:00</published><updated>2009-03-21T07:12:56.577-07:00</updated><title type='text'>Avesso do avesso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/ScT0s0te7QI/AAAAAAAAAKY/lLDBKb2xfJA/s1600-h/YINYANG.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/ScT0s0te7QI/AAAAAAAAAKY/lLDBKb2xfJA/s400/YINYANG.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315642511104863490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-indent: 35.4pt;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BRfont-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;O ódio é confortante, ele aquece. Vagarosamente expande o calor pelos sentidos e instintos. Chega calmo e lento, como não quer nada. Aloja-se num canto, germina calado e mais que de repente amadurece em uma explosão pretensiosa, porém maliciosa. Ódio estrondoso não passa de uma exaltaçãozinha dos nervos, zanga de sentimentos mimados. Ódio, que é ódio, é discreto. Nenhum ego enfurecido explode inconseqüentemente. A verdadeira ira, a raiva sincera e pura, exige sagacidade pra ser saciada. Não basta jorrar insolências. É preciso recebê-las. O maior desejo do raivoso é gerar raiva, quem odeia não quer nada além de ser odiado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-indent: 35.4pt;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BRfont-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;O ódio consome. Suga toda energia possível. Desgaste. Cansa. Mata e morre, em cada segundo da sua existência. Alimenta, fortalece cada objetivo e enfraquece todos os objetos. É tão contraditório quanto sua aversão. Tão magnífico e enigmático quanto a afeição. Às vezes tem motivos, por vezes não. Uns passam como rajadas de vento. Outros fazem a curva e voltam pra onde vieram. Declarados ou camuflados. Retribuídos ou não. No fim das contas amor e ódio acabam por ser o mesmo ser, apenas caminham em sentidos contrários. Um é tão confortante e alucinante quanto o outro. Provocantes, envolventes e perturbadores quanto suas ausências. Quem ama saberá odiar, quem odeia já amou um dia. Logo, o ódio é a maior prova de amor..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-indent: 35.4pt;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-indent: 35.4pt;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-indent: 35.4pt;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-indent: 35.4pt;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Talvez muitos não concordem comigo, mas cheguei a essa conclusão ontem. Tanta gente escreve sobre amor e não percebe como o ódio é tão magnífico quanto. Mas não aquela raiva passageira, to falando do ódio de verdade, que se sente la no fundo. Poucas pessoas ja sentiram isso, assim como poucas amaram sinceramente. É fácil confundir gostar e amar, raiva com odio, mas quem ja sentiu essas duas coisas sabe a diferença. Talvez eu ja teha sentido, talvez nao. Quem sabe eu so nao sou mais uma confusa? Mas no meio da minha confusao acabei chegando nessa conlusão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-indent: 35.4pt;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Ah espero que vcs tenham gostado das novidades do Casulo...ele ta se desenvolvendo aos pouquinhos =) A gente aguarda comentarios, opiniões! Tanto dos textos quanto dos editorias que estão por vir. Como o Fóssil ja disse os posts ficram as sextas, a partir da semana que vem a gente regula tudo. Beijão pessoas!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-662492170267144757?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/662492170267144757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=662492170267144757&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/662492170267144757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/662492170267144757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/03/avesso-do-avesso.html' title='Avesso do avesso'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/ScT0s0te7QI/AAAAAAAAAKY/lLDBKb2xfJA/s72-c/YINYANG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-4555698359379076812</id><published>2009-03-15T18:41:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T19:00:14.693-07:00</updated><title type='text'>Fábula do assoprador e da tecelã</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/Sb2vTn3kNoI/AAAAAAAAAGY/jCiG06igRbM/s1600-h/plate4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313595887021471362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 210px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/Sb2vTn3kNoI/AAAAAAAAAGY/jCiG06igRbM/s320/plate4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Escurecera, mas não fazia diferença porque antes já não conseguia ver o fim da estrada. Ela apenas estava nela e seguia andando. Andara por horas e não tinha mais certeza de que porque estava ali ou para onde ia, e o lenço rendado que usava pra enxugar o suor estava empapado. Não havia ninguém para pedir informações. Mas e daí? Ela não sabia aonde ia. Estava pensando sandices... Era a noite escura, que ficava mais escura, rapidamente e aos poucos. Ouviu uma voz resmungando e sentiu medo junto com uma curiosidade infantil.&lt;br /&gt;            Era um homem numa escada americana daquelas em V. Era uma escada alta e ele soprava num cano muito longo, tanto que ela nem podia ver o final. O cano apontava pro céu e a cada vez que ele soprava, fazendo um barulho engraçado, a noite ficava mais escura – ou assim parecia à moça. Apesar da cara de rabugento do homem, ela se aproximou:&lt;br /&gt;            - O que o senhor está fazendo?&lt;br /&gt;            - Estou apagando as estrelas – grunhiu.&lt;br /&gt;            A resposta espantou-a, mas lembrou-se da sensação que teve de que os sopros dele deixavam a noite mais escura. Ergueu a cabeça e comprovou que os pontinhos lá em cima se apagavam a cada sopro.&lt;br /&gt;            - Mas por que o senhor quer apagar as estrelas?&lt;br /&gt;            - Elas me incomodam – respondeu, impaciente – A claridade delas, quero dizer. Não me deixam dormir em paz.&lt;br /&gt;            - As estrelas clareiam a noite! Elas nos guiam!&lt;br /&gt;            - Clareiam demais. E se você precisa de guia, arranje uma bússola.&lt;br /&gt;            - E você quer apagar todas?&lt;br /&gt;            - Evidentemente! Venho desde o começo da estrada até aqui e todas as noites monto acampamento. Eu praticamente não tenho descansado. Trabalho muito pelo bem de todos.&lt;br /&gt;            - De todos? Como assim? Quem lhe deu esse direito?&lt;br /&gt;            - Minha filha, sou um homem de negócios! Tenho dinheiro e tenho sono e meu sono vale ouro. Isso me deu o direito. Então pare de me perturbar e deixe-me trabalhar em paz. O mundo será bem melhor sem esses vaga-lumes gigantes.&lt;br /&gt;            Assustada, a moça foi embora. Assustada e entristecida. Como alguém podia ter uma idéia daquelas? Ela correu, queria se afastar daquele homem que fabricava trevas. Quando já estava arfante, reparou que a noite tornava a clarear. Coisa estranha! O homem não disse que já havia passado por ali? Andou mais e escutou uma voz cantando.&lt;br /&gt;            Era uma mulher sentada no tear. A viajante dessa vez, por algum motivo, não sentiu medo (talvez porque canções sejam bem mais atrativas que resmungos). Aproximou-se. Tinha o rosto cansado e as mãos calejadas, mas era tão bela... estava sentada em um tear fiando... fiando... luz? Tecia um fio dourado que se enrolava em uma bola e subia, subia, subia, até alcançar o céu.&lt;br /&gt;            “Estrelas! Ela está tecendo estrelas!”.&lt;br /&gt;            Aproximou-se da tecelã. Ainda não tinha visto a moça, mas assim que desviou o rosto para ela, parou de cantar. A voz dela ainda era macia, embora pálida, quando ela falou:&lt;br /&gt;            - Boa noite. Perdida?&lt;br /&gt;            - Estou andando meio sem rumo... acho que isso poderia se chamar de estar perdida... estou nessa estrada, mas não tenho muita certeza de para onde vou ou o que farei.&lt;br /&gt;            A tecelã sorriu: - É normal. Essa estrada confunde todos.&lt;br /&gt;            - Escuta, você está tecendo estrelas?&lt;br /&gt;            - Sim, estou. Por quê?&lt;br /&gt;            - Vi um homem na estrada que as estava apagando.&lt;br /&gt;            A mulher baixou a cabeça, triste.&lt;br /&gt;            - É verdade. Há muitos deles por aí. Não entendo como podem se incomodar com as estrelas. É por isso que eu teço. Precisamos de mais estrelas, ainda mais com esses seres por aí.&lt;br /&gt;            - E como você consegue isso?&lt;br /&gt;            - O tear é feito das minhas lágrimas. A agulha, do meu suor. A linha, dos meus sonhos.&lt;br /&gt;            A viajante olhou maravilhada para o trabalho da tecelã. Era difícil. As estrelas demoravam a ficar prontas; com certeza, o homem conseguia apaga-las a uma velocidade bem maior. E ela se furava a todo momento com a agulha. Mas as linhas das estrelas em que seu sangue pingava ficavam ainda mais bonitas e brilhantes.&lt;br /&gt;            De repente, a moça entendeu que sua caminhada não fazia sentido. Que tudo o que fizera ali era inútil, perto do que aquela mulher fazia ali. Andara tanto e para quê? Só conseguiu fugir com medo do homem que fazia escuridão e ficar ali contemplando a mulher que tecia luz. O sentimento de derrota que sentiu foi tão grande que sentou-se ali mesmo no chão e chorou.&lt;br /&gt;            - Por que você chora, minha querida? – disse a tecelã.&lt;br /&gt;            - Porque eu estava assustada e com medo e tão preocupada em continuar minha estrada que não procurei trazer as estrelas de volta.&lt;br /&gt;            - Não é tarde. Olhe.&lt;br /&gt;            A viajante ergueu os olhos. Um tear, o seu tear, esperava ao lado da tecelã. Ela remexeu os bolsos e encontrou o lenço que usava pra enxugar o suor e havia agulhas nele. E viu que o carretel estava cheio da linha azul dos seus sonhos.&lt;br /&gt;            Ela sentou-se no tear. E ela e a mulher teceram estrelas e mais estrelas, noites e noites afora, na estrada sem fim...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Relendo esse texto agora, fiquei até espantado. Ele surgiu completamente do nada, mas diz muito sobre mim. Perdoem-me pela infantilidade dele. Parece que quanto mais sincero eu sou num texto, mais fracos eles ficam haha&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Falando agora do nosso (bem , pelo menos é meu =P) amado Casulo! Estamos fazendo algumas reformas estruturais, afinal é um ano de blog, cara! Então estamos inaugurando novas seções e abandonando velhas. Finalmente, os perfis estão no ar! E também estamos inaugurando a seção "Editorial", um espaço pra escrevermos nossas opiniões sobre qualquer assunto (veja bem, QUALQUER) e ficarmos mais próximos dos leitores. Embora não seja um post regular, essa seção trará novos textos a cada semana, no mesmo dia do post e agradeceríamos muito se vocês comentassem também nos comentários do texto da semana sobre o editorial. O Editorial e o Post serão feitos em regime de alternância. Exemplo: se eu estiver postando, o Editorial será do Feto. E as postagens agora serão feitas às sextas. Pelo menos, é isso que pretendemos. Se houverem semanas em que isso não for possível, paciência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Como podem ver, de início, estou postando no domingo. E o editorial também é meu. Bom, começamos com uma exceção XD &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até mais ver, leitores! o/&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-4555698359379076812?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/4555698359379076812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=4555698359379076812&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/4555698359379076812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/4555698359379076812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/03/fabula-do-assoprador-e-da-tecela.html' title='Fábula do assoprador e da tecelã'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/Sb2vTn3kNoI/AAAAAAAAAGY/jCiG06igRbM/s72-c/plate4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-8216371220952188319</id><published>2009-02-26T12:56:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T13:07:09.930-08:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SacEbODo77I/AAAAAAAAAKA/zRMlJ3C_vnU/s1600-h/BXK20759_paisagem-marinha800.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SacEbODo77I/AAAAAAAAAKA/zRMlJ3C_vnU/s400/BXK20759_paisagem-marinha800.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307215551555760050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A vida é finita. Ela acaba todos os dias, mas nossa ingênua existência persiste em não aceitar o ponto final que crava em nossos olhos o ser admensional da dor. Ser que faz sangrar nossa fé, até nossa ilusão ser diluída em lágrimas amargas de incertezas.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pra onde vai o sorriso? Queria mais uma vez a face exuberante do teu cantar, mas a fúria cega da minha revolta não me deixa sonhar meus sonhos e muito menos superar meus pesadelos reais. Queria poder arrancar teu corpo do gelo crucial da inércia, reanimar tua alma, reanimar um sorriso sincero. Pórem os músculos dessa face impedem um límpido movimento de felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sinto falta do mundo que ja partiu. E medo de partir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tinha esquecido desse texto. Ele ja tem mais de dois anos, tava perdido por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Feito pro meu tio Paulo, meu saudoso tio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse Meme de Carlos me deixou chocada shuahsusa. Mil e uma revelações. Não sabia desse passado negro do velho hahahaha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bjao =]&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-8216371220952188319?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/8216371220952188319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=8216371220952188319&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/8216371220952188319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/8216371220952188319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/02/blog-post.html' title='...'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SacEbODo77I/AAAAAAAAAKA/zRMlJ3C_vnU/s72-c/BXK20759_paisagem-marinha800.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-4968473684327676088</id><published>2009-02-12T21:26:00.000-08:00</published><updated>2009-02-12T21:50:50.218-08:00</updated><title type='text'>Meme</title><content type='html'>Mais um Meme proposto pela Gerusa, dessa vez muito mais lascativo. Tenho que contar 7 (deduzi isso, Gerusa!) pequenos segredos. Vai ser difícil porque acho que muitos leitores do blog (leia-se, amigos meus) já conhecem a maioria. Mas vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Fico deprimido depois de festas. Quanto mais eu gostar das pessoas que lá estiverem e quanto melhor for a festa, mais deprimido eu fico. Doidice!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Sou falso, mentiroso, burro, tenho dificuldades enormes em fazer análises e interpretações (sabe aqueles best-sellers importados prontos pra serem consumidos? Já li a maioria! masnão "Crepúsculo", aí é baixar demais ¬¬") (só pra constar: Harry Potter pra mim não é um desses best-sellers semi-prontos! ¬¬). Mas acho que finjo muito bem porque quase ninguém acredita nisso. Espero que dessa vez eu convença alguém =]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Eu era fã de Sandy e Júnior (putaquepariu, meu passado me condena). "Fã", mas só tive dois cds, e um era daquela série Millenium. Indabem XD Mas depois eu virei fã de Avril Lavigne, Evanescence (até que eu gosto mais ou menos das duas coisas hoje, mas é mais por uma questão de saudosismo; agora, tem coisas que eu gostava naquela época que hoje me são intragáveis. Exemplo? Linkin Park ¬¬").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Não sou praticante em nada: religião, política, música... ou seja, segundo Seoane, um dos meus mestres em piadas péssimas: "tu, praticamente, ...."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - Já tive diarréia no colégio. Foi horrível T.T&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - De vez em quando eu perco devaneando um monte de coisas sem noção. Uma delas que é recorrente é como seria minha vida como herói, desses de anime. Até hoje tenho esperança de um dia descobrir poderes que eu ainda não conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 -  O significado do meu email dos 13 anos: cjhpsccaleha &gt; cj = carlos josé; hp = harry potter; scc = sakura card captors; al = avril lavigne; e = evanescence; ha = holy avenger. E olha que depois eu queria acrescentar cdzn (cavaleiros do zodíaco e nightwish) mas nunca o fiz. Lastimável, né? XD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem responder a esse Meme (no comentário ou em seus blogs): Caio, Anau, Gabi, Angela, Alanna. Ou quem mais se interessar =] Falou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Decidimos cancelar o concurso para novo layout. Alguns leitores (ok, só Caio) me disseram que o layout atual já está perfeito e que se mudar vai ser um merdelê só. Eu e Márcia concordamos e agora só o da logomarca está mantido. ^^ Arbaços e feliz aniversário pro Casulo! Obrigado a todos que nos lêem (vai lá, falou o pop ¬¬").&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-4968473684327676088?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/4968473684327676088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=4968473684327676088&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/4968473684327676088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/4968473684327676088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/02/meme.html' title='Meme'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-2031263514725353229</id><published>2009-02-04T17:38:00.000-08:00</published><updated>2009-02-04T18:16:12.911-08:00</updated><title type='text'>PARABÉNS PRA VOCÊ...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SYpLuS8MXJI/AAAAAAAAAJw/1pJG2raAKP0/s1600-h/bolo20aniversario20color.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299131170285182098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 382px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SYpLuS8MXJI/AAAAAAAAAJw/1pJG2raAKP0/s400/bolo20aniversario20color.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SYpLJ9EpgGI/AAAAAAAAAJo/CV_2Gi95QxM/s1600-h/bolo_de_aniversario.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Post Número Zero =]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bom, esse primeiro post é só pro blog não ficar vazio até nós decidirmos o que postar nele \o/A criação do blog foi uma iniciativa do Feto, vulgo Márcia, para nós postarmos os nossos textos para amigos, inimigos e quem mais se interessar em ver. E também uma forma de nós trocarmos textos agora que eu saí da escola (e ela vai se matar com o terceiro ano XD).Justamente porque a Márcia ainda está na escola, é provável que eu vá postar mais que ela. A proposta inicial é postar somente textos nossos, mas se der na telha, podemos postar qualquer coisa =D. Então sejam legais e leiam e comentem depois ^^.&lt;br /&gt;Por enquanto é isso, esse é o post nº0. Aguardem o primeiro post!Valeu!&lt;br /&gt;Carlos, o Velho(não gosto dessa alcunha =P)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tinta a escorrer,&lt;br /&gt;idéias a jorrar;&lt;br /&gt;Poesia é gardenal"(verso de poema que fiz numa aula chata =])&lt;br /&gt;(só pro post não passar em branco =]) &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Post Número 39 =]&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Bom, esse trigésimo nono post é só pra festejar o primeiro ano do nosso enclausurado Casulo! A criação do blog foi uma iniciativa de dois seres deslumbrados por letras. Escritas, lidas, ditas, cantadas e além de tudo pensadas. Feto, vulgo Márcia e Fóssil, vulgo Carlos José. Isso para que possamos compartilhar nossas mentes com aqueles que gostam de perder tempo pensando. O que pode não ser motivo de perda, dependendo do que foi pensado. E também para mantermos nossa amizade efetivamente viva e não restrita a mensagens em datas comemorativas ou encontros por acaso. Podemos nos ver muito raramente, mas duvido que alguém nos tem visto mais do que nos vemos por nossos textos. Agora o Velho virou veterano e eu virei vagabunda (shuahsa, de ferias e esperando o resultado do vestibular). Agora a proposta é fortalecer ainda bem esse vínculo, escrever mais, postar mais, publicar mais, se dedicar mais. Portanto a gente agradece exorbitantemente todos os comentários que acompanharam nossas humildes publicações e continuamos a pedir que "sejam legais, leiam e comentem depois" ^^.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs1: Não sei se as pessoas perceberam as novidades na coluna ao lado. Deem uma olhada la =P Tem enquetes para serem respondidas e o Quadro Negro (ou Espaço em Branco) traz algumas notícias importante hahaha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Obs2: Pensei em terminar o post com um poeminha legal como o do Fóssil no primeiro post...Mas sou péssima pra poemas, seria uma forma horrível de começar o novo ano do Casulo.&lt;br /&gt;Beijão pessoas!!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-2031263514725353229?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/2031263514725353229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=2031263514725353229&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2031263514725353229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2031263514725353229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/02/parabens-pra-voce.html' title='PARABÉNS PRA VOCÊ...'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SYpLuS8MXJI/AAAAAAAAAJw/1pJG2raAKP0/s72-c/bolo20aniversario20color.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-8534130704712318125</id><published>2009-01-29T12:04:00.000-08:00</published><updated>2009-01-29T13:24:15.058-08:00</updated><title type='text'>Um chão em um divã</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SYId-wH0VOI/AAAAAAAAAJY/HgRFRyLHqqE/s1600-h/Freud_Sofa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296829075647911138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SYId-wH0VOI/AAAAAAAAAJY/HgRFRyLHqqE/s400/Freud_Sofa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje eu acordei diferente. Meio sem destino, sem um rumo pra seguir. Olhei pro quarto e até me espantei com o seu estado catastrófico. Que zona! Pensei. Como deixei isso chegar a esse ponto? Logo eu que abomino bagunça, sujeira e derivados. Logo eu que sempre planejo meus dias com séculos de antecedência. Logo eu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Demorei um pouco até criar coragem suficiente pra enfrentar o batalhão de desordem a minha frente. Levantei tonta e cambaleando cheguei ao banheiro, escovei os dentes, lavei o rosto com sabonete líquido lavanda (muito agradável por sinal), prendi os cabelos terrivelmente inchados e voltei pro quarto. Era uma grande batalha, mas tava na hora de voltar pra mim. Chega de fingir que é possível tirar férias de si mesmo. Comecei pelos lençóis embolados aos montes na cama. Cesto de roupa suja. Colchas novas. Poeira pra fora. Dobrar roupa por roupa. Duas gavetas de blusas, outra de shorts, a quarta pra saias, a de baixo pra peças íntimas e a última de roupas inúteis futuramente doadas. Cada móvel, cada artefato dos meus dias, cada livro, cada lembrança... Limpos um por um, minuciosamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Joguei meu corpo exausto ao pé da cama. O chão me parece um ótimo transmissor de calma. Assim como o teto me transmite sabedoria. Vai entender! Cada um vê o mundo como pode. Mas não tenho o costume de ver o quarto por este ângulo. Estranho. Por trás dos meus óculos manchados só consigo perceber as revistas empilhadas na estante, a janelinha fechada (por onde deveria entrar rajadas de vento frio), o tapete preto e branco, o lixeiro lotado de borrões com cálculos e reclamações e lá no canto mais distante a tarraxa brilhante que eu tanto procurei. Fazia tempo que não tinha tempo para mudar meus costumes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Nunca tinha reparado na minha mania de revistas guardadas e não lidas, nem o quanto o vento acalma, como o tapete é macio, o quanto preciso de árvores e o precioso tempo que perco procurando coisas que não preciso achar. Fazia tempo que não tinha tempo de reparar nas coisas. É sempre assim, momentos de euforia continuamente são seguidos por momentos de nostalgia. É o que propicia equilíbrio ao mundo. Alguém precisa chorar pra outro alguém ter motivos pra sorrir. A totalidade não passa de deslumbramentos, e fascínios não podem ser tocados, apenas cobiçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tocar a tarraxa entre os dedos roídos, mal pude sentir sua existência apática e miúda, confrontada a sua dinâmica utilidade. Mas não pude deixar de perceber a ferrugem em sua volta, a oxidação explicada pelos papéis amassados no lixeiro, agora a sua inutilidade. Chega de fingir que o ócio inútil pode ser útil. Chega de fingir que descansar da vida serve pra se viver melhor. Chega de desculpas pra mania de perder tempo, a maciez do vento, a perda do momento, Quero a vista do mundo pela janelinha fechada, quero empilhar os papéis esquecidos, ler a essência dinâmica do fato de ser. É uma grande batalha, mas ta na hora de voltar pra mim&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Ahh, quanto tempo =P&lt;br /&gt;Bem, esse texto surgiu no auge de uma crise pré-vestibular. Mas agora que o vestibular passou, acho que realmente chegou a hora de voltar pra mim e pro que eu gosto realmente de fazer. Ele é bem informal, não me preocupei com regras gramaticais e tal. Simples. Pq as vezes a complexidade tb cansa.&lt;br /&gt;O velho ta numa boa viajando, eu to de ferias... Ta tudo lindo shauhsa. Muito bom! Mas depois que ele voltar teremos algumas breves novidades por aqui... Afinal o Casulo vai fazer aniversário! Então ate mais pessoas, voltem sempre =D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-8534130704712318125?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/8534130704712318125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=8534130704712318125&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/8534130704712318125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/8534130704712318125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/01/hoje-eu-acordei-diferente.html' title='Um chão em um divã'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SYId-wH0VOI/AAAAAAAAAJY/HgRFRyLHqqE/s72-c/Freud_Sofa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-5077006559762813021</id><published>2009-01-12T19:22:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T19:42:51.904-08:00</updated><title type='text'>Um Delírio</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SWwNkdeUCLI/AAAAAAAAAFE/tnzc5biMe2Y/s1600-h/gp-lnd03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290618582291712178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SWwNkdeUCLI/AAAAAAAAAFE/tnzc5biMe2Y/s320/gp-lnd03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Era um lugar lindo, tanto que só podia ter saído de um delírio. Eles pararam extasiados diante das flores de tantas cores, do capim alto e verde, de tanto vento, de tanta vida de uma vez só.&lt;br /&gt;- Vamos correr?&lt;br /&gt;- Quer brincar de alguma coisa?&lt;br /&gt;- Não, só quero correr. Vamos!&lt;br /&gt;E saiu em disparada pelo campo. Ela, que já estava acostumada às loucuras dele, apenas sorriu e o acompanhou na corrida.&lt;br /&gt;Corriam rápido e sem pressa, amassando a vegetação ou ocasionais e azarados insetos que passassem debaixo dos pés. Corriam sem nenhuma linha de chegada, sem um percurso a cumprir, em círculos ou outra forma qualquer. Corriam pelo único motivo que se deveria correr, para sugar todo aquele ar puro, para abarrotar os pulmões com ele, para sentir o sol no rosto, para sentir cada músculo se esticando e vibrando e sentir essa vibração explodir nas gargalhadas que se espalhavam em seus rostos. Corriam para extravasar a alegria, aquela alegria intensa e cristalina, aquela alegria sem peso que os preenchia por estarem ali, naquele oásis de beleza, aquele oásis que não pertencia a ninguém e no entanto era só deles.&lt;br /&gt;Quando caíram lado a lado no capim fofo, ainda riam. Conversaram longamente pelo tempo de um olhar e ele se apoiou em um cotovelo e beijou-a nos lábios.&lt;br /&gt;- Por que isso, assim de repente?&lt;br /&gt;- É que estou transbordando de felicidade e precisava te passar um pouco antes que derramasse. Felicidade não se estraga.&lt;br /&gt;Ela, que já estava acostumada às loucuras dele, apenas sorriu e olhou pro céu. Naquele lugar sem tempo, era difícil dizer se era meio da manhã ou da tarde. Era certo, porém, que o sol nem nascia nem se punha. Mas ela nunca vira o sol mais bonito.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Fiz esse texto domingo passado na prova do vestiba (fiquei morrendo de vergonha dos meus irmãos pegarem a prova pra corrigir e olharem o texto, mas é a vida...). Tá bem bobinho e curtinho ^^ &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;De qualquer modo, eu queria desejar a melhor sorte do mundo aos meus amigos que vão fazer a prova da segunda etapa no domingo agora. Pessoal, vão com tudo que vocês merecem! Isso é pra ti também, Guria! "Detona essa prova nojenta!".&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ah, povo, o Casulo tá quase fazendo um ano de existência '\o/ Claro que eu e a Feto não vamos deixar a data passar em branco. Aguardem e verão.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;That's all, folks!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-5077006559762813021?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/5077006559762813021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=5077006559762813021&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5077006559762813021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5077006559762813021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/01/um-delrio.html' title='Um Delírio'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SWwNkdeUCLI/AAAAAAAAAFE/tnzc5biMe2Y/s72-c/gp-lnd03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-3677917130992080143</id><published>2009-01-01T00:27:00.000-08:00</published><updated>2009-01-01T00:49:17.093-08:00</updated><title type='text'>Direito ao Delírio</title><content type='html'>&lt;em&gt;de Eduardo Galeano&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;               &lt;/em&gt; Está a nascer o novo milénio. Não dá para levar o assunto demasiado a sério: ao fim e ao cabo o ano 2001 dos cristãos é também o ano 1379 dos muçulmanos, o 5114 dos maias e o 5762 dos judeus. Além disso, o novo milénio nasce no primeiro de Janeiro por obra e graça de um capricho dos senadores romanos, que em determinada altura decidiram romper com a tradição que mandava celebrar o ano novo no começo de cada primavera.&lt;br /&gt;                A contagem dos anos da era cristã provém ainda de outro capricho: um belo dia o papa de Roma decidiu datar o nascimento de Jesus, mesmo que ninguém pudesse precisar então em que data tinha ele nascido. O tempo ri-se dos limites que inventamos para construirmos a ficção de que ele nos obedece, mas o mundo inteiro celebra e teme essa espécie de fronteira. Milénio vai, milénio vem, a ocasião é, assim, propícia para que oradores de inflamada verve possam perorar acerca do destino da humanidade, e para que os arautos da ira de Deus possam anunciar o fim do mundo. O tempo, esse, lá continua sossegado a sua caminhada ao longo da eternidade e do mistério. Verdade seja dita, porém, a uma data assim, por mais arbitrária que ela seja, não há quem resista, e ninguém escapa afinal à tentação de tentar saber como será o tempo que será.&lt;br /&gt;                    Vá-se lá saber porém como será. Possuímos uma única certeza: no século vinte e um, ainda que possamos estar aqui, seremos todos gente do século passado e, pior ainda, seremos gente do passado milénio. Não podemos todavia tentar adivinhar o tempo que será sem que tenhamos, pelo menos, o direito de imaginar aquele que queremos que seja. Em 1948 e em 1976, as Nações Unidas proclamaram extensas listas de direitos humanos, mas a imensa maioria da humanidade não tem senão o direito de ver, de ouvir e de calar. Que tal se começássemos a exercer o nunca proclamado direito de sonhar? Que tal se delirásemos por um pouco? Vamos então lançar o olhar para lá da infâmia, tentando adivinhar outro mundo possível.No próximo milénio o ar estará limpo de todo veneno que não venha dos medos humanos e das humanas paixões. Nas ruas, os automóveis serão esmagados pelos cães. As pessoas não serão programadas por computador, nem compradas no supermercado, nem espiadas por televisor. O televisor deixará de ser o membro mais importante da família e será tratado como o ferro de engomar ou a máquina de lavar a roupa. As pessoas trabalharão para viver, em vez de viverem para trabalhar. Será incorporado nos códigos penais o delito de estupidez, que cometem todos aqueles que vivem para ter ou para ganhar, em vez de viverem apenas para viver, como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca. Em nenhum país serão presos os jovens que se recusem a cumprir o serviço militar. Os economistas não chamarão nível de vida ao nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida à quantidade de coisas. Os cozinheiros deixarão de considerar que as lagostas gostam de ser cosidas vivas. Os historiadores deixarão de crer que existiram países que gostaram de ser invadidos. Os políticos não acreditarão mais que os pobres adoram comer promessas. A solenidade deixará de se julgar uma virtude e ninguém tomará a sério nada que não seja capaz de assumir. A morte e o dinheiro perderão os seus poderes mágicos, e nem por disfunção ou por acaso será possível transformar o canalha em cavalheiro virtuoso. Ninguém será considerado herói ou louco só porque faz aquilo que acredita ser justo, em vez de fazer aquilo que mais lhe convém. O mundo já não se encontrará em guerra contra os pobres, mas sim contra a pobreza, e a indústria militar não terá outro caminho senão declarar a falência. A comida não será uma mercadoria, nem a comunicação um negócio, porque a comida e a comunicação são direitos humanos. Ninguém morrerá de fome porque ninguém morrerá de indigestão. As crianças de rua não serão tratadas como se fossem lixo, porque não haverá crianças de rua. Os meninos ricos não serão tratadas como se fossem dinheiro porque não existirão meninos ricos. A educação não será um privilégio apenas de quem possa pagá-la. A polícia não será a maldição daqueles que não podem comprá-la. A justiça e a liberdade, irmãs siamesas condenadas a viverem separadas, voltarão a juntar-se, bem unidas ombro com ombro. Uma mulher, negra, será presidente do Brasil e outra mulher, negra também, será presidente dos Estados Unidos da América; uma mulher índia governará a Guatemala, e outra o Peru. Na Argentina, as loucas da Praça de Maio serão um exemplo de saúde mental, porque se negaram a esquecer em tempos de amnésia obrigatória. A Santa Madre Igreja corrigirá os erros das tábuas de Moisés, e o sexto mandamento mandará festejar o corpo. A Igreja ditará também outro mandamento que havia sido esquecido: "Amarás a natureza, da qual fazes parte". E serão reflorestados os desertos do mundo e os desertos da alma.&lt;br /&gt;                 Os desesperados serão esperados e os perdidos serão encontrados, porque eles são aqueles que desesperaram de tanto esperar e os que se perderam de tanto procurar. Seremos compatriotas e contemporâneos de todos os que tenham desejo de justiça e desejo de beleza, tenham nascido onde tenham nascido e tenham vivido quando tenham vivido, sem que importem as fronteiras do mapa e do tempo. A perfeição continuará a ser o aborrecido privilégio dos deuses, mas, neste mundo imperfeito e exaltante, cada noite será vivida como se fosse a última e cada dia como se fosse o primeiro.&lt;br /&gt;Dez.99&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Dessa vez o texto não é nem do Fóssil nem da Feto. Eu fiquei de fazer essa 'postagem de Ano Novo' e resolvi não colocar um texto meu (resolvi do nada, eu ia, o texto tá até aqui...). Adoro esse texto aí em cima, já mostrei pra Márcia e acho que ele tem tudo a ver comigo. Isso porque eu sou um sonhador inveterado. E cada vez mais eu me convenço que preciso continuar sonhando e que nós somos feitos da matéria dos nossos sonhos e somos do tamanho daquilo que sonhamos. Com tantos choques e injeções de realidade, meus sonhos ainda não se desfizeram e eu diria que eles já não são mais castelos de areia. Eu espero que esses castelos continuem firmes onde estão pois é neles que eu me abrigo quando preciso de proteção.&lt;br /&gt;        CARA! 2008 passou tão rápido (ou serei eu que estou ficando velho demais, meu Deus?)! Esse foi um ano divisor de águas pra mim... pela primeira vez eu praticamente só tive incertezas na minha frente, pela primeira vez eu não tinha tudo planejado, pela primeira vez as coisas não estavam no meu controle. E a sensação disso é ótima... É como quando se salta de pára-quedas. A pessoa morre de medo e não quer ir, mas quando salta a sensação é maravilhosa (ou deve ser, nunca saltei). Eu tive medo. Mas já não tenho mais. Ou tenho, mas sei que posso enfrentá-lo.&lt;br /&gt;        Esse ano eu também descobri de novo algo além dessa história dos sonhos. Descobri de novo que as pessoas que amamos estão sempre conosco. Sair da escola pra mim representava perder a convivência diária com a minha segunda família. Quando entrei na faculdade, eu estranhava tudo e todos e tinha plena certeza de que não seria feliz ali como era com meus amigos. Mas que idiota que eu fui.&lt;br /&gt;        Descobri que a felicidade não é feita de pedra nem de metal. A felicidade não tem uma forma só e aparece tão disfarçada que às vezes deixamos passar. Minha busca incessante é segurá-la quando passar na minha frente. Mas só se pode fazer isso com o coração aberto. É perigoso: um coração aberto é também um coração exposto. É preciso cercar-se de outros corações que estarão prontos pra socorrer o seu se algo machucá-lo. Graças aos céus, eu tenho tido sorte em achar corações generosos assim.&lt;br /&gt;         E eu descobri que havia felicidade também aonde eu estava indo. Descobri que minha avó pode ter deixado nosso convívio, mas continua bem perto de nós. Descobri que minha segunda família pode ser maior ainda, mesmo que alguns membros não se conheçam. E tudo isso porque sonhei e porque meu coração estava aberto, esse coração que há muito tempo eu resolvi fechar.&lt;br /&gt;      E é por isso que tanto escrevi. Para agradecer a vocês, das minhas famílias, de tantos anos ou de tão poucos meses de convivência. É graças a vocês que minha cabeça hoje pulula de sonhos. E é graças a vocês que uma parte há muito fechada em meu coração se reabriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz 2009! Muitos sonhos na cabeça e corações abertos pra felicidade chegar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-3677917130992080143?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/3677917130992080143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=3677917130992080143&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3677917130992080143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3677917130992080143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2009/01/direito-ao-delrio.html' title='Direito ao Delírio'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-542110337391117393</id><published>2008-12-18T09:54:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T10:12:43.599-08:00</updated><title type='text'>"Mas é claro que o sol vai voltar amanhã. Mais uma vez, eu sei."</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SUqSdt5qfiI/AAAAAAAAAI4/xgYfpw5DVG8/s1600-h/amizade!!.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281194552280645154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 361px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SUqSdt5qfiI/AAAAAAAAAI4/xgYfpw5DVG8/s400/amizade!!.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SUqR0xucIOI/AAAAAAAAAIw/EOop0m5qXGI/s1600-h/amizade!!.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;Hoje vou inverter as coisas... Esse texto surgiu de uma conversa nostálgica com minha irmã. E ele foi feito integralmente pra ela, Jéssica Braga Monteiro. Só uma forma singela de agradecer todos os sois que ela me proporcionou nesses dez anos de amizade.&lt;br /&gt;Desculpem por ele ser longo demais...hehe.&lt;br /&gt;Bjão pessoas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As duas senhoras andavam vagarosamente, não se sabe ao certo se por não terem condições de caminhar mais depressa ou se queriam prolongar ao máximo aqueles passos. Passaram um bom tempo caladas, apenas contemplando o rugido do mar e sentindo a companhia uma da outra. Mais a frente decidiram, ainda em silêncio, sentar-se num banco de madeira para apreciarem o sol, agora se pondo. Até que uma delas, a mais magra, decidiu romper o silêncio:&lt;br /&gt;- Quantas vezes vimos o nascer e o poente do sol juntas?&lt;br /&gt;- Inúmeras. - Sorriu a outra.&lt;br /&gt;Naquele dia o sol decidiu esconder-se sob uma mancha laranja turquesa com gosto de suco de laranja. E não me venham dizer que laranja turquesa não existe e que cores não tem gosto. Naquele dia ela existiu e naquele domingo o gosto do suco das manhãs de sábado foram sentidos. Gosto de infância.&lt;br /&gt;Não posso afirmar que todos o viram ou puderam sentir seu sabor, mas as duas velhas ali sentadas conheciam bem aquele pôr-do-sol, não era o fim do mundo como pensaram há muitos anos. Era apenas uma graça que o céu havia lhes oferecido mais uma vez.&lt;br /&gt;Da calmaria da velhice emergiu a euforia de outros tempos e suas pernas antes tão censuradas arrastaram-nas sobre a areia. O mar em bonança deu lugar a ondas intermináveis. As mãos não mais enrugadas, as vestes não mais ajuizadas, seus cabelos em tom juvenil, o tempo em regressão.&lt;br /&gt;As duas meninas correram em um impulso, tão rápido que ameaçavam cair em desequilíbrio que era restaurado pelas mãos da outra. E o vento cortante! Aquela deliciosa sensação de liberdade eterna! De poder irrestrito! De felicidade latente, daquelas que pulsa ate escapar pelos olhos. Sem falar do encontro com as águas, a chuva feita pelas mãos e pelos chutes nas ondas. Delirante euforia de outros tempos. Depois o frio. Deitadas de “papos pro ar” puderam roubar o calor da terra e surpreenderam-se com som vindo do além. As melodias que acalentavam suas conversas intermináveis. Assuntos que pendiam do vizinho à Vênus, do amendoim a Deus, do riso ao choro, dos dez anos passados aos dez futuros. E por fim a pergunta que nunca quis calar:&lt;br /&gt;- Como que a gente começou a falar disso mesmo?&lt;br /&gt;Lágrimas correram simultaneamente nos rostos das mulheres. Gotas tão calmas e saborosas como pingos dos chuviscos tomados na porta de casa. Tão lentas quanto as tardes e tardes nas quais não se tinha nada pra fazer. Tão densas quanto as risadas extravagantes abafadas pelo travesseiro no meio das noites. Tão salgadas quanto o mar. Tão sincronizadas quanto as danças sem compasso. Tão saudosas quanto os devaneios de criança.&lt;br /&gt;- Quantas vezes mais veremos o nascer e o poente do sol juntas?&lt;br /&gt;- Inúmeras. - Sorriu a outra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-542110337391117393?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/542110337391117393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=542110337391117393&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/542110337391117393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/542110337391117393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/12/mas-claro-que-o-sol-vai-voltar-amanh.html' title='&quot;Mas é claro que o sol vai voltar amanhã. Mais uma vez, eu sei.&quot;'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SUqSdt5qfiI/AAAAAAAAAI4/xgYfpw5DVG8/s72-c/amizade!!.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-3104436792564942201</id><published>2008-12-10T20:40:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T20:55:21.795-08:00</updated><title type='text'>Os moinhos de Dom Quixote</title><content type='html'>- Pai!&lt;br /&gt;Não devia ser o primeiro, mas era de tal forma prolongado que ele não saberia dizer onde terminava um grito e começava outro. O menino berrava a plenos pulmões... e que pulmões tinha ele! O homem correu vendo o rosto assustado da mulher e chegou ao quarto do filho escancarando a porta e ligando a luz:&lt;br /&gt;- O que foi?!&lt;br /&gt;- E-eu... tive um sonho ruim.&lt;br /&gt;Um alívio percorreu todo o corpo do homem. Preparou-se para ir embora, dizendo ao garoto:&lt;br /&gt;- Não é nada, foi só um sonho. Vai dormir, vai.&lt;br /&gt;- Pai, espera! Será que o senhor... poderia dormir comigo?&lt;br /&gt;O pai encarou o filho, incrédulo:&lt;br /&gt;- Que história é essa, agora? Tamanho marmanjo... sete anos, já! Eu não vou alimentar essa bobagem, moleque.&lt;br /&gt;- Então o senhor pode olhar embaixo da cama? – e sussurrou – É que tem monstros lá.&lt;br /&gt;- Minhas costas doem quando eu me abaixo, não faço isso a não ser que seja estritamente necessário – respondeu o pai, irredutível – Vai dormir.&lt;br /&gt;- O senhor também tem medo dos monstros? – indagou o menino, ainda num sussurro.&lt;br /&gt;- Não! – disse o pai já aborrecido – Monstros não existem! Vai dormir!&lt;br /&gt;Rodou nos calcanhares para ir embora e quando sua mão chegou ao interruptor, o menino gritou:&lt;br /&gt;- Pai!&lt;br /&gt;Ele olhou para o filho, que disse:&lt;br /&gt;- Então deixa a luz ligada?&lt;br /&gt;O homem perdeu a cabeça:&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;- Mas, os monstros...&lt;br /&gt;- NÃO EXISTE MONSTRO PORCARIA NENHUMA! VAI DORMIR!&lt;br /&gt;E desligou a luz.&lt;br /&gt;"Não posso passar a mão na cabeça dele", pensava o homem enquanto andava pelo corredor escuro. Não iria criar nenhum frouxo ou pior, um boiola! Medo do escuro? Monstros? Quanta merda de uma vez!&lt;br /&gt;- Não era nada – disse à mulher ao se deitar.&lt;br /&gt;Lembrou-se de seu finado pai. Nunca lhe fizera acreditar no Coelhinho da Páscoa, Fada do Dente, Papai Noel, nada. Desde pequeno aprendera o que era a vida, a crueldade e a dureza da realidade. Fadas e monstros não existem. Só existe o sangue, o suor e as lágrimas. Era preciso trabalhar, muito, o dia todo, para depois cair na cama exausto e dormir sem sonhar.&lt;br /&gt;Mas ele sonhava... se não conseguia sonhar à noite, sonhava acordado. Com o pó de giz flutuando na escola, na enxada que sulcava a terra na lavoura, vendo a manteiga derreter no pão quente à mesa do café. Levou tempo para que matasse essas quimeras. Era difícil contê-las com as aulas de literatura na escola, que incentivavam as recaídas. Aos 10 anos ele achava que já as havia controlado. Foi quando a professora pediu que ele lesse Dom Quixote.&lt;br /&gt;Era um livro grosso, sem figuras e o menino chiou quando a professora lhe entregou aquele trambolho no meio da biblioteca pública. "Eu não vou ler isso tudo!". A mulher sorriu: "Dê uma chance ao livro. Você tem o tempo que quiser. Se mesmo assim não gostar, pode trazê-lo de volta e deixá-lo aí".&lt;br /&gt;O menino podia não ser o mais voraz dos leitores, mas nunca recusava um desafio. E foi um desafio. Tropeçando na linguagem de Cervantes, vencendo cada página com grande esforço, ler aquilo parecia um sacrifício. A sua professora, porém, era sábia. Explicava as palavras complicadas e ás vezes pedia que ele recontasse o que lia com suas próprias palavras, ajudando-o sempre que precisava.&lt;br /&gt;Em pouco tempo, ele já cavalgava em Rocinante com Dom Quixote. Conhecia Sancho Pança e Dulcinéia como amigos. Transformava calangos em dragões, filetes de água em rios tortuosos e um dia... um dia encontrou o moinho.&lt;br /&gt;Ele não sabia que aquela estranha construção se chamava moinho de vento. Tão logo descobriu, contudo, os moinhos deixaram de ser moinhos para se tornarem gigantes. Em uma tarde, ele colocou um balde virado na cabeça, armou-se com uma vassoura e partiu para o moinho.&lt;br /&gt;Na lavoura, o pai estranhou a demora do filho. Voltou em casa e a mulher lhe contou que o menino saíra com uma vassoura e um balde, provavelmente iria limpar algo. Inconformado com tal explicação, o homem saiu a indagar nas redondezas e findou por achar o moleque a atacar a base do moinho com a vassoura.&lt;br /&gt;- Que diabo está acontecendo aqui?&lt;br /&gt;O sangue do menino gelou&lt;br /&gt;- Estou brincando, pai. Fingindo que o moinho é um gigante...&lt;br /&gt;O rapaz praticamente não terminou a frase. De um safanão, o pai fez o balde voar longe e arrancando a vassoura da mão dele, começou a bater com ela nas costas do filho:&lt;br /&gt;- Essas...porcarias...não...existem! – agarrou a orelha do menino e fez com que ele voltasse o rosto para o moinho – Me diz o que você vê aqui! Anda, me diz!&lt;br /&gt;- Ai...um moinho.&lt;br /&gt;- Quê?!&lt;br /&gt;- Um moinho!&lt;br /&gt;- Um moinho, não um gigante moleque! Agora, se eu te pegar com essas loucuras de novo eu te dou a maior surra da sua vida. E vamos pra roça, anda!&lt;br /&gt;Com as costas e a dignidade doloridas, o menino caminhou. Haviam lágrimas no seu rosto, de fúria, de vergonha, de rancor do pai. E uma dessas lágrimas atravessou tempo e espaço e foi brotar no rosto de outro pai, em uma cama longe dali.&lt;br /&gt;Esse pai levantou de um pulo, sobressaltando pela segunda vez naquela noite a sua mulher. Correu para o quarto do filho, acendeu a luz. O menino choramingava. O pai abaixou-se debaixo da cama e ralhou com alguém que estava lá, mandando ir embora. Depois levantou-se e dirigiu-se para seu quarto. Parou na soleira da porta, virou o rosto para o menino e disse:&lt;br /&gt;- Filho, nunca deixe que ninguém lhe diga que moinhos de vento não são gigantes. Me perdoa, tá? Boa noite.&lt;br /&gt;O menino assentiu e o pai saiu, deixando a luz ligada. O filho enrolou-se nas cobertas com um sorriso no rosto. Agora sabia que monstro nenhum iria lhe perturbar.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Porra Carlos, tá doido, que texto grande é esse? Eu sei meu povo, mas não posso fazer nada =P (ok, eu posso, mas não quero u.u).&lt;br /&gt;O blog tá meio abandonado, eu e a Feto andamos ocupados mas estamos nos esforçando ao máximo pra que isso aqui não fique parado ^^&lt;br /&gt;Vocês tão assistindo "Capitu"? Espero que sim. Cara, tô amando... *_*&lt;br /&gt;Então... o texto é tão grande que é melhor eu não falar mais nada mesmo =P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hasta la vitoria siempre o/ (ridículo!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-3104436792564942201?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/3104436792564942201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=3104436792564942201&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3104436792564942201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3104436792564942201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/12/os-moinhos-de-dom-quixote.html' title='Os moinhos de Dom Quixote'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-4305644850989874922</id><published>2008-11-22T16:24:00.000-08:00</published><updated>2009-02-03T18:09:05.479-08:00</updated><title type='text'>Sem muitas perguntas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SSi1wFx96ZI/AAAAAAAAAIg/76awjmQ1Edk/s1600-h/original-pieta-hand-s.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271663201627269522" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SSi1wFx96ZI/AAAAAAAAAIg/76awjmQ1Edk/s320/original-pieta-hand-s.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Passaram-se segundos até que ela percebera que eu a encarava e desviara os olhos encabulados. Já havia me acostumado com tais olhares, pelo menos teoricamente. Dizem que nós humanos nos acostumamos com tudo, mas eu particularmente desconfio que esse tudo seja tão abrangente assim. Eu nunca me acostumei com a pena, nem com as perguntas. Sempre achei a curiosidade humana magnífica, mas nunca havia reparado como ela é intensa. Todos que olham querem mais que apenas olhar, depois de segundos hipnotizados sempre tentam disfarçar, mas nunca conseguem. Parece uma necessidade incontrolável de saber o porquê e o como das desgraças alheias, como se isso fosse fazer alguma diferença na vida deles ou na do desgraçado. &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Com ela não foi diferente, depois de abaixar os olhos chamou discretamente a senhora ao seu lado, provavelmente sua mãe, e foram para fora do quarto. Da minha cama profetizava a conversa: “O que aconteceu com ele? Oh minha filha foi um acidente de carro. Coitado...” Doía na alma cada vez que ouvia essa palavra em meio aos sussurros... Coitado. Como se atrevem a condenar-me como infeliz? Alguém já me perguntou se sou digno de pena? A pena que tantos dizem sentir não trará minhas pernas de volta, nem meus braços, meu tato, nem meus sonhos, meus amores, os odores opostos ao do detergente intragável que insistiam em passar todos os dias naquele chão o qual eu não podia sequer sentir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ao voltar do corredor colocou-se de costas para minha cama, como forma de obrigar-se a não olhar. Consegui ver o movimento das suas mãos acariciando a cabeleira branca do velho que ela acompanhava. Era perceptível o carinho que ela possuía por ele. Aquele senhor já estava mais para lá do que para cá. No dia anterior, sem que percebesse minha presença, pude flagrá-la junto com todos os outros pacientes do quarto aos soluços do lado do homem desacordado. Hoje com os olhos abertos ele gritava pelas pupilas a felicidade em vê-la. Naquele pequeno e choroso ser, havia algo peculiar, eu só não pude identificar o que era.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois de muito cafuné, beijou a testa enrugada com uma delicadeza rara e saiu novamente dizendo que voltaria no dia seguinte. O velho logo se entristeceu e por mais que odiasse seu comportamento ordinário, sua pena por conta de minhas limitações sentia o mesmo e ansiava pela sua volta. Não era bonita, nem sedutora, fascinante ou algo do tipo. Não me despertava o instinto masculino que tanto me causava sofrimento, aguçava em mim uma espécie de calmaria. Não me perguntem o porquê. Mas aqueles olhos lacrimejantes que me lançaram um último suspiro antes de desaparecer no corredor permitiram que eu me deixasse levar pelo sono, e então pude descansar em paz. Sem mais perguntas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olá pessoas =)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse texto ja tava em projeto faz um tempo, mas só hoje saiu da idéia pro papel com muitas modificações. A ideia inicial era escrever na visão da menina e não dele. Mas ai acabou saindo assim, quem sabe não escrevo depois na outra visão. Pensar com pontos de vista diferentes é divertido e ate útil, então talvez.&lt;br /&gt;Sinceramente não gostei desse final, mas não saiu nada melhor e ficar mil horas pensando acaba quebrando o processo, então preferi deixar assim. Um dia surge uma idéia e ai eu modifico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obs: Amanhã, prova da UEMA, boa sorte e calma pra quem for fazer!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obs: Quase um mês pro Natal e eu me empolguei e ja fiz um texto natalino, rsrs, mas só vou postar mais perto. Eu que to muito afobada. Não vejo a hora de sair por ai dando feliz Natal e Ano Novo pra todo mundo =D&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bjao povo!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-4305644850989874922?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/4305644850989874922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=4305644850989874922&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/4305644850989874922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/4305644850989874922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/11/blog-post.html' title='Sem muitas perguntas'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SSi1wFx96ZI/AAAAAAAAAIg/76awjmQ1Edk/s72-c/original-pieta-hand-s.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-8461121268487350867</id><published>2008-11-14T21:44:00.000-08:00</published><updated>2008-11-14T21:57:08.175-08:00</updated><title type='text'>O labirinto e o carretel</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SR5kawFz81I/AAAAAAAAACk/hsfa17xuOPQ/s1600-h/2775.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268759024818713426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SR5kawFz81I/AAAAAAAAACk/hsfa17xuOPQ/s320/2775.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele já não sabia se aquilo era o coração ou o seu pomo-de-adão, mas a garganta parecia prestes a se romper. O nervosismo fazia a saliva colar seus lábios e ele tinha certeza que sua voz estaria rouca se ele tentasse falar. Mas não havia por que ou para quem falar. Naquele labirinto maldito eram ele e aquele carretel, e a esperança (não, a certeza!) de reencontrar a princesa na outra ponta daquele imenso fio.&lt;br /&gt;Havia outra certeza: ele era inocente, e os inocentes recebem proteção divina. Sua inocência não o salvou da loucura do rei, mas tinha certeza de que fora aquilo o que atraíra a atenção da princesa. Há alguns anos o rei mandara construir aquele labirinto para trancafiar uma fera monstruosa (que ninguém sabia o que era, pois ninguém nunca havia visto). O que parecia um alívio para os súditos se converteu em pesadelo quando o rei desenvolveu um estranho hobby: jogar pessoas vivas no labirinto para que, sozinhas, encontrassem o caminho de volta ou morressem nas garras do monstro. Claro, ninguém nunca havia voltado (embora um homem do reino jurasse ter visto uma figura humana com asas voando para além do mar).&lt;br /&gt;O passatempo do pai não incomodava a princesa, até que ele apareceu. Quando o rapaz respondeu à convocação real, a moça sentiu sua fútil e vazia vida palaciana ser sacudida pelo desejo. À noite, procurou-o em sua cela e ali encontrou delícias. Não podia deixar morrer aquele homem.&lt;br /&gt;Acompanhou-o até a entrada do labirinto e sorrateiramente lhe entregou o carretel e segredou-lhe “esse carretel é mágico. Ele parece pequeno mas se estende até o infinito. Deixe uma ponta comigo e leve a outra. Quando for sair, basta seguir a linha”. Pela condenação real, o jovem deveria andar por seis horas, a esmo, no interior do labirinto. Quando o sol iluminasse a torre mais alta do castelo, ele poderia voltar.&lt;br /&gt;Encantado com o plano da princesa, o rapaz seguiu confiante pra dentro do labirinto. Andou bastante, depois decidiu se sentar. Queria deitar, mas tinha medo de dormir e ser encontrado pelo monstro. Mesmo sentado, porém, acabou cochilando.&lt;br /&gt;Por quanto tempo? Quem saberia? O certo é que o sol já havia passado pela torre e por isso era melhor recomeçar a andar, dessa vez no caminho inverso, de volta para os braços da sua princesa.&lt;br /&gt;A fina linha do carretel cortava a sua mão e ele suava. Quantas esquinas virara, quantas bifurcações escolhera? Passara realmente por ali? “Pare com isso”, pensou. Tinha nas mãos o carretel da princesa, bastava segui-lo. Não era hora pra distrações. Precisava focar o pensamento no colo que o aguardava e ir mais depressa, muito mais depressa. Tão depressa foi que não tardou muito a sentir que a linha não cedia. Olhou para frente. Uma esquina e encontraria sua amada.&lt;br /&gt;Virou a esquina. O horror decepou-lhe o grito pelo meio. Um monstro segurava a outra ponta do carretel. E sorria, obscenamente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;..&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caros leitores! Nem eu me entendo. Eu havia dito à Guria que essa semana eu não posatria nada pois estou atolado de coisas pra fazer. Acontece que do nada esse texto veio à minha cabeça e achei melhor trazê-lo à vida antes que me fugisse, como tantos outros. Estranho, mas achei ele legalzinho =] Não sei se vocês perceberam, mas ele é um amarrado de metáforas (ou pelo menos essa foi minha inteção). O que vocês acharam? Dessa vez eu gostaria de ler as viagens de todos também ;)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(meu Deus, eu praticamente não sei terminar uma sentença sem usar um emoticon. Que ridículo XP).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De qualquer modo, o texto me distraiu da minha mui grande frustração: não fui pro show da Ceumar T.T Uma das minhas cantoras preferidas por milagre vem pra São Luís (quem mora aqui sabe a dificuldade que é pra ter um show bom, nem Zeca Baleiro faz show na ilha mais =P) e eu não tenho dinheiro pra ir ver! T.T *inconsolável* &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas C'est la vie.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Até mais ver! o/&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-8461121268487350867?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/8461121268487350867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=8461121268487350867&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/8461121268487350867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/8461121268487350867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/11/o-labirinto-e-o-carretel.html' title='O labirinto e o carretel'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SR5kawFz81I/AAAAAAAAACk/hsfa17xuOPQ/s72-c/2775.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-3412206459181528855</id><published>2008-11-04T07:33:00.000-08:00</published><updated>2008-11-04T08:23:50.937-08:00</updated><title type='text'>Natureza morta</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SRB2zC_k99I/AAAAAAAAAIA/bQ1Sr3hNAGI/s1600-h/ghjj.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264838583745050578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SRB2zC_k99I/AAAAAAAAAIA/bQ1Sr3hNAGI/s400/ghjj.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu derramei uma lágrima por cada cova ali cavada. Solucei a saudade de cada família, cada mãe, cada amor, cada amante, cada dor. Estremeci por cada momento de medo e desespero. Rebelei-me por cada sentimento de desprezo. E desprezei cada réplica por tolerância. Tropecei em cada fim, por cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As flores pálidas gracejavam sob o sol, suas pétalas debatiam-se contra o vento e exalavam um odor doce de paz. As árvores sombreavam meu corpo, a grama úmida amortecia meus lentos passos. O uivo do vazio era cativante, confortante. Naquelas horas que o isolamento é uma sincera companhia. A paisagem congelara e acalentando o íntimo do meu descontrole, abafou minhas lamentações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tua voz invadiu minha mente em forma de melodia. Em minha volta, sonhos puseram-se a dançar. A realidade adormeceu e a imortalidade despertou para me guiar nos passos ritmados da existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu chorei, e não foi por falta de sorrisos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não eram seres, nem corpos, nem almas. Eram a eternidade personificada em anjos que voavam tão alto e tão longe. Asas que se debatiam com o ar, transformando-o em hamônica ventania. Olhos que gargalhavam a liberdade, vozes que em coro celebravam a beleza da verdade, mãos que me elevaram aos céus e me soltaram tão alto e tão longe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meio surreal, eu entendo. Mas foi um dia surreal entao perdoem =)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bjs&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Obs: Não sei bem o pq dessa imagem, teoricamente ela nao tem nada a ver com o texto, mas tudo bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-3412206459181528855?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/3412206459181528855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=3412206459181528855&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3412206459181528855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3412206459181528855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/11/natureza-morta.html' title='Natureza morta'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SRB2zC_k99I/AAAAAAAAAIA/bQ1Sr3hNAGI/s72-c/ghjj.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-6180663285888230639</id><published>2008-10-27T20:24:00.000-07:00</published><updated>2008-10-27T20:48:45.766-07:00</updated><title type='text'>História de asa quebrada</title><content type='html'>&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/77/164550535_c40d50c923.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 500px; CURSOR: hand; HEIGHT: 375px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/77/164550535_c40d50c923.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Para Amália Costa Abreu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Baixo, rouco, cansado. Mas inconfundivelmente um gemido. O menino virou a cabeça em todas as direções. “Ta ouvindo isso, pai?”. O pai assentiu e procurou também a origem do som. Encontrou-a, caída, atrás de um poste.&lt;br /&gt;Era um passarinho com a asa esfolada. Certamente vítima de alguma briga com uma ave mais forte ou um predador ou um menino com estilingue, o maior dos predadores. Condoído, o menino aninhou a pobre ave nas mãos. Era grande, mas tão leve... ao se ver resgatado, ele abriu os olhos devagarinho e tornou a piar. “Temos que cuidar dele, pai”. O homem, que ainda se lembrava de sua época de menino, concordou. Tirou do bolso um lenço, envolveu o passarinho e lá foram os três para casa.&lt;br /&gt;A palestra entre os pais foi grande. “Não temos como cuidar dele, homem! Leva esse bicho pra algum veterinário e deixa ele lá!” “Veterinários são caros, como vou pagar?”. Afinal, a mulher viu que o filho realmente se afeiçoara ao passarinho e que seria uma maldade abandonar o bichinho à mercê de sua própria sorte (que pelo visto não estava sendo das melhores). “Será filhote?” “Acho que não, olha o tamanho dele! Ao contrário, acho que ele está bem velhinho”. “Damos um nome pra ele?”. O menino, porém, não quis; disse que não precisava chamá-lo de nada além de “passarinho”.&lt;br /&gt;Era verdade, porém, que eles não faziam idéia de como cuidar daquele animal. Não comia frutas, sementes e nem a ração que o pai fez esforço pra comprar. A mãe, que nunca guardava rancor e se afeiçoava rápido, ficava com os olhos marejados nas longas conversas que tinha com a ave para que comesse, como se falasse ao filho doente: “Come, senão não fica bom, não vai poder ir brincar lá fora...”. O menino, porém, passava longas horas ao lado do passarinho. Em silêncio. Os pais estranhavam; aquele menino era tudo, menos quieto! Mas tão logo chegava da escola, prostrava-se ao lado do seu passarinho e velava-o. Às vezes lhe dava comida e eram nessas raras vezes que o passarinho comia uma semente, um pequeno naco de goiaba. Mas a asa não dava sinal de movimento e os piados do passarinho eram cada vez mais desgostosos.&lt;br /&gt;Um dia, antes que o menino chegasse da escola, antes que o homem voltasse do trabalho, antes que a mãe terminasse o almoço, o passarinho morreu.&lt;br /&gt;Foi um choque para mãe, que se recusou a acreditar. Cutucava a avezinha, tentava levanta-la, falava com ela, inutilmente. Ligou para o pai (ela realmente se afeiçoara pelo passarinho, vejam vocês!) que se apressasse na volta para casa - ele chegava antes do filho, mas não custava prevenir. Os dois juntos pensaram sobre o que deveriam fazer e decidiram enrolar o pássaro num lindo pano de cetim azul claro, da cor do céu, e esperar o filho para sepultá-lo.&lt;br /&gt;Quando o menino chegou em casa e lhe contaram o ocorrido, novo choque: o menino sorriu. Foi com os pais cavar uma covinha no quintal, ao pé de uma velha jabuticabeira, e lá eles enterraram o passarinho com todas as honras fúnebres. Terminados os ritos, o menino saiu e foi brincar na rua, como fazia todas as tardes.&lt;br /&gt;Nos dias que se seguiram, os pais o observavam tensos, como se ele fosse uma bomba que a qualquer momento pudesse explodir. Mas ele vivia como sempre vivera, estudando, brincando e rindo, aquele riso gostoso de criança que sempre tivera. A mãe procurava algum vestígio de lágrima em seus olhos e não achava; o pai procurava um vestígio de soluço em suas palavras, mas era inútil. “Estou preocupada”, disse a mãe. “Bom, suponho que seja melhor do que se ele estivesse se debulhando em lágrimas, não?”, rebateu o pai. “Sim, mas ele gostava tanto do passarinho... isso não é... não é normal!”.&lt;br /&gt;Para trazer sossego à esposa (e a si próprio, embora não admitisse), o pai procurou o menino. Estava brincando na rua, como f azia todas as tardes. Chamou-o.&lt;br /&gt;- Filho, vocês está bem?&lt;br /&gt;O menino pareceu estranhar a pergunta:&lt;br /&gt;- Sim, estou, por quê?&lt;br /&gt;- Bom – começou o homem, desconcertado – o passarinho morreu...&lt;br /&gt;- É, eu sei...&lt;br /&gt;- E você não fica triste? – disparou a mãe, sem conseguir se conter – Não sente pena dele?&lt;br /&gt;O menino desatou a rir.&lt;br /&gt;- Pena dele? Por quê? Agora finalmente ele pode voar!&lt;br /&gt;E foi correndo brincar, ainda rindo da bobeira dos adultos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu fiz esse texto para minha avó. Ela morreu no dia 18 de outubro desse ano. Se você está descobrindo isso agora, mesmo sendo meu amigo, não se espante; só agora estou falando disso. Talvez porque eu tenha escutado demais Marisa cantar "a dor é minha, não é de mais ninguém" (bobagem, nossa dor nunca é só nossa). Talvez porque falar nisso me faça reviver toda a tristeza de novo. Não importa, só estou dizendo isso para lhes dar um conselho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se alguém lembrar de um texto chamado "Doce" que fiz há pouco tempo, sabe que é a história de um neto e uma avó que estava em estado terminal. Embora minha avó tenha ido pro hospital pouco depois e eu tenha me inspirado em minhas experiências com ela, não foi pra ela que eu fiz o texto, porque eu sequer sabia que ela ia mal naquela época. Mas a minha história é parecida. Eu ainda sou muito egoísta, mas eu era uma criança ainda mais egoísta e ainda por cima, um coraçãozinho de pedra. Nada me comovia e eu tinha uma dificuldade grande em demonstrar carinho. Quando eu fui crescendo e percebi a importância desses gestos, minha avó já perdera a lucidez e a memória dela estancou em uma época em que eu nem havia nascido. Ela morreu sem jamais escutar um "eu te amo" dos meus lábios.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vocês já devem ter lido ou ouvido milhões de vezes que é importante dizer às pessoas que amamos o quanto elas nos são caras. Pois eu venho dizer de novo. Já deixei muita gente embaraçada e constrangida com essa minha mania de demonstrar meus sentimentos com tanta franqueza, mas aí está o motivo pra isso. Essa lição eu já aprendi. Por isso, crianças, não deixem de dizer que amam e se não puderem dizer, demonstrem (mas lembrem-se que nossos gestos nem sempre dizem o que achamos que dizem).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essa história agora foi pra minha avó e, se ela puder ler isso aqui, que saiba o quanto eu a amo. É assim que eu quero imaginar: um passarinho que não podia voar com o fardo pesado que carregava, mas que agora está livre pra voar na imensidão azul.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-6180663285888230639?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/6180663285888230639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=6180663285888230639&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6180663285888230639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6180663285888230639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/10/histria-de-asa-quebrada.html' title='História de asa quebrada'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm1.static.flickr.com/77/164550535_c40d50c923_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-494465278904022696</id><published>2008-10-20T16:59:00.001-07:00</published><updated>2008-10-20T17:16:25.042-07:00</updated><title type='text'>O furto</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SP0elDRDJcI/AAAAAAAAAH4/wmuK9AQFDBQ/s1600-h/maos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259393561719416258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SP0elDRDJcI/AAAAAAAAAH4/wmuK9AQFDBQ/s320/maos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Deixou escapar um riso quando avistou aquele ser desengonçado adentrar a sala como um bichinho assustado. Tentava passar no meio da multidão de alunos, agitados com a volta as aulas, esbarrou em umas três pessoas ate conseguir chegar a uma carteira vazia na qual jogou desajeitada as coisas que segurava. A pilha de livros pendeu pra um lado e antes que estes viessem ao chão ele estendeu os braços e os segurou. Ao vê-lo com seu material nas mãos perguntou imediatamente o que diabos ele estava fazendo. &lt;em&gt;Pensei que isso fosse uma escola, aqui as pessoas não deveriam roubar os outros, seu delinqüente! Como é? Você é louca? Eu só... Não quero saber, devolve meus livros aqui, agora!&lt;/em&gt; E saiu lutando novamente contra a multidão ate o outro lado da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou o resto do ano evitando a presença da “esquisita”, como os outros costumavam chamá-la. Ele não gostava desse apelido. Achava-a engraçada e ate estranha, mas era irritante ouvir o tom com o qual a chamavam. No entanto, assim como os outros não ousava chegar perto. Cada vez que seus olhares se encontravam aqueles olhos escuros transformavam-se em metralhadoras e ele se afastava. Ela o detestava, ele só não entendia o porquê. Mas também não tinha motivos para se importar, ele tinha amigos e não era chamado de esquisito por ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha amigos e um par para a formatura, a mais desejada da escola, diga-se de passagem. Enquanto ela, ela nem ia para festa. E era por isso que chorava encolhida no canto do banheiro vazio. Tudo vazio. Tão vazio que o eco levou aos ouvidos dele o som dos soluços dela. Ao perceber que o delinqüente estava em pé na sua frente, vendo seu momento vergonhoso de fraqueza tratou de se levantar e fechar a cara o mais rápido que pôde. Era sua única forma de defesa contra aquela sensação estranha que formigava no peito cada vez que ele a olhava. Mas dessa vez ele não baixou os olhos, nem se afastou, continuou encarando-a com um olhar diferente do habitual. Não sorria debochadamente como todos, nem sentia pena, nem nada. Simplesmente estendeu a mão: &lt;em&gt;Vem comigo, prometo que dessa vez não vou roubar nada. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa não tinha mais tanta importância assim. E o seu par já não era tão desejado como antes. Afinal, chegou a hora de viverem o que o medo, há tempos, lhes roubara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus Deus vocês não sabem como foi dificil escolher essa imagem. Na verdade nem achei a imagem que eu queria...mas tudo bem. Acho que o aroma do café me embebedou e entrei na onda do romance romântico =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bjao pessoas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-494465278904022696?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/494465278904022696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=494465278904022696&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/494465278904022696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/494465278904022696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/10/o-furto.html' title='O furto'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SP0elDRDJcI/AAAAAAAAAH4/wmuK9AQFDBQ/s72-c/maos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-5572195511924103988</id><published>2008-10-14T20:36:00.000-07:00</published><updated>2008-10-15T21:27:54.166-07:00</updated><title type='text'>Epifania em uma bala de café</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SPbCjw5VIiI/AAAAAAAAAB0/mgh0XBb0lMY/s1600-h/menina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257603534678204962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SPbCjw5VIiI/AAAAAAAAAB0/mgh0XBb0lMY/s320/menina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SPVnxRO1J6I/AAAAAAAAABs/9dbH6PrJZXo/s1600-h/balas_de_cafe.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O som daquela embalagem abrindo geralmente era irritante mas naquele momento a alegrava. Em outros tempos, com as mãos mais firmes, ela tivera grandes dificuldades para romper aquele invólucro mas agora, sentindo as mãos fracas e trêmulas, alcançara o intento facilmente. Ainda lembrava das risadas das amigas quando ela deixava a bala cair – e isso sempre acontecia, tanto que nunca comprava apenas uma. E era obrigada a entregar, derrotada, a segunda bala para que uma das meninas abrisse, com os olhos úmidos de riso. Naquele quarto, não havia ninguém que pudesse ver o sucesso dela. Mesmo quando estava cercada de gente, todos tinham uma cegueira inexplicável para os seus sucessos, enquanto os fracassos pareciam iluminados por holofotes. Mas ela estava divagando. Naquela hora, naquele quarto, só o cheiro de café era real.&lt;br /&gt;Não era incrível que uma bala tão pequena conseguisse exalar seu aroma tão fortemente por todo o cômodo? Ou seria o seu olfato que estava mais apurado? Ela sentia que todos os seus sentidos estavam se aguçando naquele instante e, mesmo com a visão turva, via tudo mais claramente do que em toda a sua vida.&lt;br /&gt;Via que era estúpida. Que entregara seu amor à quem não o merecia. Como em um filme, via a si própria como escrava da mãe, brinquedo do pai e capacho das colegas de escola. Ela que sempre andara tão longe da felicidade, acostumara-se àquela vida como se fosse o mais próximo que pudesse chegar de ser feliz. Até conhecê-lo.&lt;br /&gt;Não queria admitir nem para si mesma, mas era por causa dele que estava ali. Ele trouxera novamente esperança pro seu espírito e ela descobriu uma felicidade viciante e embriagante como aguardente. Ela sentia tanta falta daquela bebida, aquela bebida que só os lábios dele, o peito dele, os braços dele poderiam lhe dar. Ir para casa era uma tortura. Um choque de realidade. Alice abandonando o país das maravilhas.&lt;br /&gt;Naquela manhã, poucas horas antes, porém, o país das maravilhas desmoronara. Chegando mais cedo à escola ela vira o seu amado falando debochadamente em um grupo de amigos:&lt;br /&gt;-... Mania de chupar bala de café! Se ela soubesse como odeio aquele bafo nojento! Só vou ficar com ela até ela fazer o trabalho de história pra mim e aí tchau! Também não suporto mais que isso...&lt;br /&gt;E o paraíso pereceu nas chamas do inferno.&lt;br /&gt;E o inferno era amargo como café, mas sem a doçura da bala. E aquela bala de café era o epitáfio daquela que ela acreditava ser a sua última chance de ser feliz. A única vez em que foi tratado com gentileza, que se sentiu amada. A não ser...&lt;br /&gt;Sim, naquele momento em que sua visão turva via claramente ela lembrava de algo no meio da dor, da raiva e da vergonha. Não era aquele menino que ouvia a declaração do seu ex-amor? O que ele dissera?&lt;br /&gt;“Pois eu adoro o gosto de café”.&lt;br /&gt;Sim! Que tola era fora! Havia ainda uma chance de ser feliz! Agora tudo estava claro! Deixara o amor escapar, mas não o faria de novo. Haveria tempo ainda? Claro que sim. Para o verdadeiro amor sempre havia tempo, ela lera uma vez.&lt;br /&gt;(Mas realmente não havia mais tempo. A sua turva visão se escurecia. E o sangue que escorria dos seus pulsos se avolumava em poças, sob a embalagem da última bala de café).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A respeito da "demora": desculpem. A respeito do texto: idem. E também, blargh, voltei aos textos melosos XP. A respeito da Feira do Livro: muito legal, mas eu tô liso. De novo o/&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;huahuahauhaua&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hasta la vista, baby!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(porra, essa foi a pior =P)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;PS: CARA, como vocês fazem pra achar imagens legais (Márcia e todos os blogueiros que lêem isso aqui)? Olha que coisa triste essa imagem aí do texto! Eu definitivamente não sirvo pra fazer marketing XP&lt;/div&gt;PPS: Melhorou agora, Alanna? =D&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;PPPS: O acento de "lêem" foi abolido, né? T.T&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-5572195511924103988?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/5572195511924103988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=5572195511924103988&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5572195511924103988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5572195511924103988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/10/epifania-em-uma-bala-de-caf.html' title='Epifania em uma bala de café'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SPbCjw5VIiI/AAAAAAAAAB0/mgh0XBb0lMY/s72-c/menina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-5005324775247234646</id><published>2008-10-05T08:35:00.000-07:00</published><updated>2009-02-03T18:06:37.802-08:00</updated><title type='text'>Madura inocência</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SOj05cIk-WI/AAAAAAAAAHw/i8JsAySfrnY/s1600-h/crianÃ§a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253718232969574754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SOj05cIk-WI/AAAAAAAAAHw/i8JsAySfrnY/s320/crian%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde está o encanto? A mágica com sua irrealidade tão autêntica? As bonecas com suas historias irradiantes, os amigos imaginários e a minha incessante vontade de correr? Onde estão minhas pernas e a força com a qual sustentavam minha alma carregada de alucinações? Onde está o ser tolo e infantil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria de volta minha inconseqüência tão perigosa, meu excesso de coragem. Minha inocência ignorante e cômoda. Queria aprender a desaprender o que me detém. Queria cair e me machucar, machucar a todos e não me arrepender. Queria não conhecer o arrependimento, esquecer lembranças indesejadas e não ouvir os gritos do meu inconsciente que insiste em relembrá-las. Queria reencontrar a confortável ilusão de felicidade plena, a cada instante. Deixar de olhar no futuro o buraco da derrota. Seria bom deixar de olhar para o futuro, não pensar no passado ou ainda melhor, não ter um passado. Queria não precisar vencer, não precisando lutar. Voltar a viver os dias como se fossem o únicos, mesmo sem perceber que eles realmente o são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso impedir amadurecimentos, para que endurecer nossas almas? Preciso abrandar valores, desmerecer conceitos, vangloriar devaneios. A imaginação atrofiada carece de estima. É preciso a fuga dessa limitação para o reencontro do ser tolo e infantil, que zombador escondeu-se em algum lugar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A tarde de hoje tá tão bonita. Sem la ta todo mundo domindo, so o barulhinho dos meus vizinhos pulando na piscina, devem ter umas tres crianças aqui na casa ao lado. Ai lembrei desse texto que eu fiz ja faz um tempo, foi antes de eu encarar as mudanças com mais naturalidade. Agora acho que ja deu pra conciliar transformações externas e algumas verdades imutaveis daqui dentro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Beijos a todos =)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Márcia.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-5005324775247234646?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/5005324775247234646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=5005324775247234646&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5005324775247234646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5005324775247234646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/10/onde-est-o-encanto-mgica-com-sua.html' title='Madura inocência'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SOj05cIk-WI/AAAAAAAAAHw/i8JsAySfrnY/s72-c/crian%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-5505028246762457185</id><published>2008-09-26T20:14:00.000-07:00</published><updated>2008-09-26T21:00:39.546-07:00</updated><title type='text'>Doce</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SN2vwx36b8I/AAAAAAAAAA8/VQ1LP1hVLqM/s1600-h/Jabuticaba.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250545993140301762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SN2vwx36b8I/AAAAAAAAAA8/VQ1LP1hVLqM/s320/Jabuticaba.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Alguém me diga o gosto das jabuticabas...&lt;br /&gt;Vinha repetindo isso há dias e, naquele dia em particular, há horas. Havia uma agonia profunda em cada ruga daquele rosto envelhecido. Os longos cabelos brancos, outrora penteados com esmero, agora se espalhavam, desgrenhados, pelo travesseiro. A filha única sofria impotente com a dor da mãe (por que aquilo não acabava de uma vez?). O único genro se compadecia da esposa e olhava com tristeza a mulher que o acolhera tão gentilmente se desmanchar em devaneios febris. A neta mais velha saíra da escola correndo para chamar o médico, mas nada podia ser feito e ela sentia o gosto salgado das lágrimas retidas, que segurava por causa dos pais. Os três então rezavam. Porque sabiam que era a única coisa a fazer. Não para salva-la, mas para trazer conforto (resta saber a quem).&lt;br /&gt;- Alguém me diga o gosto das jabuticabas...&lt;br /&gt;Só um membro da família tinha as mãos livres. Ao neto mais novo tinha sido ordenado que fosse para o quarto e dormisse. Mas nem era noite ainda! O menino então parara à porta do quarto da avó e olhava estarrecido a cena que se passava ali. E o que significa aquela cena? Por que seus pais e sua irmã estavam de mãos dadas enquanto sua avó gemia? O gesto o fez recordar outra cena, de quase um mês antes, e das mãos dos seus pais também atadas, enquanto a mãe dizia algo entre lágrimas.&lt;br /&gt;- Alguém me diga o gosto das jabuticabas.&lt;br /&gt;A verdade lhe atingiu como um tiro seco. Vovó estava morrendo.&lt;br /&gt;E onde estava a tristeza de todos, porque ele não sentia? No alto de seus seis anos, o garoto não conseguia se recordar de outra avó que não fosse aquela, senil. Avó, aliás, que sequer sabia da existência do neto. Neto que, ainda assim, era obrigado a abraçar, beijar e até amar alguém que não lhe conhecia.&lt;br /&gt;A velha parecia na verdade estar alheia a tudo. Como era nojento vê-la comer! A mãe que antes dava a comida para ele na boca, agora tentava enfiar algo pela garganta da avó, que babava e regurgitava boa parte de tudo o que havia no prato (ele era muito mais educado). Tudo era tão cômodo para aquela mulher que ele chegava a se perguntar se tudo não passava de encenação; afinal, mesmo naquele mundo etéreo onde ela parecia viver, ainda se incomodava com o menor barulho que ele pudesse fazer, obrigando o garoto a passar tardes inteiras sem brincar, porque não raro a mãe também o proibia de sair porque “precisava ajudar a tomar conta da vovó”.&lt;br /&gt;- Alguém me diga o gosto das jabuticabas...&lt;br /&gt;Visivelmente a contragosto, ele ia. Em uma dessas tardes, havia lágrimas de raiva brilhando nos olhos dele. Não era uma tarde qualquer; todos os seus amigos iam para a casa de Joaquim, que comprara um videogame novo. Pois a mãe não cedeu mesmo a esse argumento.&lt;br /&gt;- Sinto muito filho, mas precisamos cuidar da sua avó. Sua irmã e seu pai não estão.&lt;br /&gt;- Mãe, por favor, eu cuido dela qualquer dia, mas hoje não!&lt;br /&gt;- As coisas não são assim! Ela precisa de cuidados hoje e você vai me ajudar. E ponto final!&lt;br /&gt;A velha estava sentada em uma cadeira de palha ao lado da janela olhando sonhadoramente para o horizonte. Muito rápido, antes que ele pudesse refrear, ele desejou que ela morresse. Se ela estava quase, porque não ia de uma vez? Só servia para fazer mamãe chorar e brigar com ele. E babar e jogar comida fora e gemer. Nem chorar sabia mais. E ele, que odiava dar aos outros o gosto de lhe verem chorando, derramava lágrimas em frente a avó.&lt;br /&gt;Talvez fosse vergonha por tudo o que pensara, ou só raiva mesmo. Mas ele chorava. E soluçava. O barulho a fez virar a cabeça lentamente, o sol dourando os cabelos prateados. Ela então lhe sorriu um sorriso fantasma, e ele descobriu que ela tinha o sorriso mais doce e os olhos mais ternos que ele conhecia. O menino então correu e chorou copiosamente no colo da avó, que ainda tinha o olhar perdido em frente. Mas pousara a mão trêmula e frágil sobre a cabeça do neto caçula. E agora ela sofria. E outra verdade o atingiu.&lt;br /&gt;- Alguém me diga o gosto das jabuticabas...&lt;br /&gt;Pé ante pé, ele foi até a porta da sala e abriu-a devagar (nunca antes aquela porta abrira sem ranger). Tão logo se viu fora da casa, correu. Aquilo que procurava estava fora da propriedade do sítio, mas ele sabia exatamente onde estava. Por isso correu, para além da porteira, levantando nuvens de terra, o céu virando sangue e a respiração sólida, como sólido era o pensamento em sua avó.&lt;br /&gt;Tão sólido esse pensamento que se assustou ao perceber que as pernas o tinham levado aonde queria mais cedo do que pensara. A pressa se esvaiu. Subiu na árvore com calma (sorte acha-la tão carregada), puxou uma fruta do tronco e pôs na boca. Mordeu, cuspiu fora o caroço e deixou o sumo invadir a língua, pensativo. Subitamente, entendeu. Sorriu e apanhou mais algumas.&lt;br /&gt;- Alguém me diga o gosto das jabuticabas...&lt;br /&gt;A voz implorante se convertera num sussurro rouco. Não iria tardar agora. E por isso os pais e a irmã olhavam assombrados o menino que entrava no quarto. Parecia constrangido, mas determinado. Estava sujo e suado, a boca e as bochechas meladas. O pai tentou levá-lo para fora, mas ele se desvencilhou. Ajoelhou-se ao pé da cama e chamou suavemente:&lt;br /&gt;- Vovó...&lt;br /&gt;Assombrando ainda mais a todos, a velhinha virou o rosto cheio de dor na direção do neto. Ele aproximou os lábios do ouvido dela e disse algo para ela, e somente para ela. Um sorriso emergiu nas feições da avó (o sorriso mais doce e os olhos mais ternos que ele já vira) e ela assentiu. Depois virou a cabeça para o lado, suspirou profundamente e fechou os olhos para sempre. Enfim, em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Acho que vai ser mais difícil pros leitores se identificarem com esse porque eu fiz baseado em coisas bem pessoais. Além disso, tá muito comprido X.X. Mas enfim, ei-lo aí =]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Agradecimentos a Thaís que foi a primeira que leu (porque eu fiz na hora da aula, hehe) e disse que gostou XD Se vocês não gostarem, reclamem com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou o/&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-5505028246762457185?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/5505028246762457185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=5505028246762457185&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5505028246762457185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5505028246762457185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/09/doce.html' title='Doce'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SN2vwx36b8I/AAAAAAAAAA8/VQ1LP1hVLqM/s72-c/Jabuticaba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-2334792779635885395</id><published>2008-09-18T09:42:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T10:18:25.782-07:00</updated><title type='text'>A Maria e a outra</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SNKM92i_r-I/AAAAAAAAAHY/uYcgsSug20k/s1600-h/contraste+social.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247411510082252770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SNKM92i_r-I/AAAAAAAAAHY/uYcgsSug20k/s320/contraste+social.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com os passos apressados, Maria desceu o último degrau da escada e se dirigiu à sala-de-estar. Beijou os rostos dos seus pais, fechou o punho sobre uns bolinhos de queijo e correu cambaleando com o peso dos livros em direção à garagem onde o motorista já a aguardava. Contornado o jardim, ele acelerou em prol dos pedidos frenéticos da menina por rapidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão ou mais apressada, uma outra Maria também corria, com umas das mãos amparando a pesada barriga e a outra acenando com os braços estendidos. Porém, o seu pedido não fora atendido. O ônibus partira segundos antes e não parara. O jeito seria esperar pelo próximo, o que significa que perderia o primeiro horário, isto é, se hoje houvesse primeiro horário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às nove e dez, ambas se dirigiram aos pátios de suas respectivas escolas. A primeira esperou alguns minutos na fila e comprou seu lanche de sempre. A segunda recebeu o lanche primeiro, era norma da direção, grávidas não enfrentavam a fila. O salgado não estava bom como de costume. A gororoba esverdeada lhe deu náuseas como de costume, mas nada pior que a fome que sentia. Maria livrou-se do resto do salgado na lixeira, enquanto a outra Maria livrava-se das náuseas no banheiro ao vomitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o término das aulas, Maria não esperou muito até o motorista chegar e ambos seguiram para casa. Duas quadras adiante, o sinal vermelho obrigou-os a parar e um grupo de jovens mal vestidos investiu sobre os carros pedindo uns trocados. Entre eles, a outra Maria surgiu, dirigiu-se ao carro preto e se preparou para mais uma arrogante recusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se encararem, o espanto. O vidro do carro preto fora abaixado e os olhos redondos e sacados de Maria encararam os olhos redondos e sacados da outra Maria. Eram os mesmos olhos, os mesmos nomes. Entretanto, o que viam e representavam era incrivelmente paradoxal. Idênticas e ao mesmo tempo opostas. O sinal abriu, o motorista acelerou, e como de costume Maria foi e a outra Maria ficou, como se nada houvesse acontecido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É uma redação... Bateu a doida na prova e escolhi fazer narração (eu sempre faço dissertação) . É muito mais feliz fazer uma narração numa prova, a gente se sente mais livre, não tem todas aquelas preocupações com tese, argumentos, conclusão... Aff isso é um saco, a gente não tem nem liberdade pra escrever do nosso jeito. Eu sei que tem que ter um certo padrão pra correção e tal, mas continua sendo chato. Toda vez que eu vou me empolgar em dissertação acaba ficando subjetivo demais... Mas tudo bem. Espero de vcs gostem...tava morrendo de medo de Marineis (professora de redação) não gostar!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;obs: Desculpas pública pra Aninha, hee, eu disse que ia postar ontem e postei hj =)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;obs1: Agradecimento público pra Aninha tb, pelo cd que ainda nao me deixaram ouvir todo mas que ate agora ta divino!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;obs2: Toda vez que eu escrevo aqui, meu coração bate mais forte... Que merda shaushuahsa. Mas é sério eu fico euforia e não consigo parar de escrever... Mas voltando pra vida, vou me arrumar pra aula ¬¬&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bjao pessoas =D&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Márcia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-2334792779635885395?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/2334792779635885395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=2334792779635885395&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2334792779635885395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2334792779635885395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/09/maria-e-outra.html' title='A Maria e a outra'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SNKM92i_r-I/AAAAAAAAAHY/uYcgsSug20k/s72-c/contraste+social.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-313914920554990549</id><published>2008-09-06T22:37:00.001-07:00</published><updated>2008-09-06T22:41:54.426-07:00</updated><title type='text'>Um balão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SMNpaFolkFI/AAAAAAAAAA0/kzn7pgDVbcY/s1600-h/algarve-balao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243150288099315794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SMNpaFolkFI/AAAAAAAAAA0/kzn7pgDVbcY/s320/algarve-balao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cesta de vime e pano remendado com meus amores&lt;br /&gt;Fogo aceso dos meus sonhos e paixões&lt;br /&gt;Dores enchendo os sacos de lastro&lt;br /&gt;Deus soprando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... e lá vou eu flutuar pela vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada a ver né? Eu ia postar outra coisa, mas isso aí me ocorreu nessa horinha justa que eu cliquei em "Nova postagem". Como eu tava com preguiça de digitar o texto que eu fiz, juntou o sono com a vontade de deitar e resolvi postar isso aí antes que a vergonha volte pra minha cara. Não sei quem vai ser o próximo a postar, mas eu prometo criar coragem e digitar o texto pra na próxima vez postar algo melhorzinho que esse negócio aí em cima. Os ocasionais leitores merecem =]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That's all, folks!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-313914920554990549?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/313914920554990549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=313914920554990549&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/313914920554990549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/313914920554990549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/09/um-balo.html' title='Um balão'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SMNpaFolkFI/AAAAAAAAAA0/kzn7pgDVbcY/s72-c/algarve-balao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-3111779297944473854</id><published>2008-08-25T17:10:00.000-07:00</published><updated>2009-02-03T18:05:23.049-08:00</updated><title type='text'>Algemas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLNN7_IGMwI/AAAAAAAAACw/_-JhjGbGeDw/s1600-h/algemas233[1].JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238616484515033858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLNN7_IGMwI/AAAAAAAAACw/_-JhjGbGeDw/s320/algemas233%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Raquel mal abriu os olhos e as pontadas nas têmporas já se apresentaram prontamente. Eficientes lembretes dos incontáveis copos de Martini que se divertira tomando na noite anterior. Antes de poder interligar os flashes que acendiam na sua memória se assustou ao perceber onde estava. Não é possível! De novo não! Mas que droga! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seu vestido curto e exótico encolhido num canto. Seu corpo nu sob os lençóis amarelos claro. O inconfundível cheiro de creme de barbear. Seus sapatos “babelônicos” um em cada extremo do quarto. Seus pés emaranhados com as pernas dele. Perversas pernas. Como conseguiam abranger tanta sensualidade? Não conseguia avistar o resto dos seus acessórios. Precisava se vestir e ir embora antes que ele despertasse, não suportaria o olhar inconseqüente daquele verme sedutor mais uma vez. Por que não conseguia simplesmente resistir? Ela o odiava! Por que o amava tanto? Maldito! A decepção de um alcoólatra com ressaca invadiu sua cabeça ignorando a dor nas têmporas. Sentia-se fraca, incapaz. Uma idiota. Ele não a merecia. Mas ela o queria incessantemente. Que inferno! Ainda dizem que o amor é lindo. Ah, aquilo tava mais para prisão perpétua. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Afastou o braço com o qual ele entrelaçava sua cintura. Sentia arrepios ao tocá-lo. Ameaçou se levantar, a cama rangeu. Prendeu a respiração e sentou-se. A tontura a obrigou a respirar fundo novamente. Recolheu sua roupa e foi para o banheiro se vestir. Lavou o rosto, prendeu os cabelos evitando fitar o espelho, também não suportaria seu olhar covarde. Dessa vez não esqueceria nada, assim não teria desculpas para voltar. Precisa se certificar que ele não estaria nas festas que fosse daqui para frente. E beberia menos, ficava ainda mais vulnerável quando embriagada. Além de que só assim se livraria daquela dor de cabeça insuportável. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ao sair do banheiro deu de cara com o quadro que tanto odiava. Ele insistia em estar sempre lá, perfeitamente equilibrado sobre a parede branca, testemunha dos momentos relâmpagos que passara ali. O homem pintado a tinta óleo fuzilava-a com o olhar severo e acusador. Ele sempre a ouvia jurar e quebrar suas juras. Era humilhante. As duas mulheres perfeitamente pintadas o cercavam implorando por sua atenção. Enquanto ele continuava a encará-la. Você tem que escolher uma das duas! Mas não havia como apagar uma das sedutoras mulheres da pintura. Canalha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Percorreu o caminho até a saída como se aqueles poucos metros tivessem dimensões “maratonísticas”. Ao segurar o trinco sentiu a incontrolável vontade de olhá-lo mais uma vez. O anel reluzia na sua mão esquerda pendurada para fora da cama. Bateu a porta com tanta força que a sentiu tremer. Um estrondo denunciou a quebra do perfeito equilíbrio dentro do quarto. Ainda chegou a ouvir aquela voz malignamente atraente chamando-a. Mas o elevador já havia se fechado e já era hora de apagar-se daquela patética pintura dadaísta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse aí surgiu do nada. Mudei de canal vi uma cena de um filme qualquer e ai escrevi = ) Só que como só vi um pedacinho tive que inventar umas coisas. Me empolguei muito escrevendo isso. Exorbitantemente. Era pra ter postado desde de domingo mas não tinha conseguido termina-lo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obs: O velho ta se achando pq ta na faculdade! shauhsuahsa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obs1: Velho eu só lembro de ti ligar depois das nove...me recuso a liar pros outros na hora da novela. Mas eu vou ligar!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obs2: Eu e o Fóssil juramos que um dia a gente faz os perfis! hee. Um dia...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obs3: Adoro sair procurando imagens por ai que tenha a ver com o texto =D super divertido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bjão povo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-3111779297944473854?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/3111779297944473854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=3111779297944473854&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3111779297944473854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3111779297944473854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/08/raquel-mal-abriu-os-olhos-e-as-pontadas.html' title='Algemas'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLNN7_IGMwI/AAAAAAAAACw/_-JhjGbGeDw/s72-c/algemas233%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-9067621045459784614</id><published>2008-08-11T22:41:00.001-07:00</published><updated>2008-08-11T22:49:20.255-07:00</updated><title type='text'>Fragilidades</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SKEkEAu8njI/AAAAAAAAAAs/WtFuNZfcxW8/s1600-h/boneca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233503893316214322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SKEkEAu8njI/AAAAAAAAAAs/WtFuNZfcxW8/s320/boneca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Antes de ser jogado nesta caixa, creio que me cabe o direito de desabafar. Não sei por que estás tão surpresa, costumavas conversar comigo o tempo todo... Você, que hoje me considera tralha, esquece que um dia eu fui o sonho de uma pessoa, bem antes de ser o seu. Essa pessoa tão generosa quis dividir o sonho dela justamente contigo. Pena. Não se joga em uma caixa o sonho de alguém.&lt;br /&gt;Você ri do tempo em que precisava de mim. Vê a ti mesma como tola naquela época e eu só enxergo uma tola agora. Não eras tola, só feliz. Se for assim, mil vezes a tolice e insensatez, mas com um sorriso nos lábios.&lt;br /&gt;Tolo apenas eu. Deixei que me tratasse como o objeto que nunca fui. Suportei espasmos de raiva e de alegria, suportei ser puxado, rasgado, quebrado, desmembrado e até deixado de lado por algum tempo. Eu sempre tinha a certeza de que irias me pegar de volta; e costumava ser assim, até que as tuas ausências se tornaram mais constantes e duradouras, para o meu completo desespero.&lt;br /&gt;Eu provei do teu amor, mas entreguei o meu próprio além do que devia. Tu ficaste mais forte com ele e eu, sem nada para substituí-lo, fiquei vazio e fraco. Não tenho voz a não ser que dêem corda, não posso andar se não mexeres minhas pernas, não enxergo se não abrires meus olhos (lembras que um dia amaste estes olhos azuis?). Por isso, agora, a caixa.&lt;br /&gt;Mas preciso agradecê-la; finalmente estás fazendo com que eu substitua o amor que havia em mim por algo novo, que eu jamais pensei que sentiria. Não sou mais tão oco e por isso criei voz para lhe dizer.&lt;br /&gt;Vai. Mas lembra que um dia destes os primeiros passos comigo. Antes de cada amante, de cada língua em que encostares a tua, de cada cama em que venhas a te deitar, antes mesmo do teu primeiro filho, lembras que fui eu que te ensinei a amar. Eu fui colo de mãe, ouvido de melhor amigo, face esbofeteada de amor partido. Mas como seguravas as cordas que me manipulavam e sustinham, alguém vai segurar as tuas. Porque eu te ensinei a amar, vais fazê-lo da mesma maneira que eu. E serás jogada em tanta caixa que um dia, no limbo, lembrarás de mim com saudade e mágoa. E haverás de chorar – sem meu corpo de tecido para esconder e enxugar tuas lágrimas.&lt;br /&gt;E eu poderia sentir muito por isso, se não tivesses me ensinado também. Tudo o que em mim era vazio agora se enche de indiferença.&lt;br /&gt;Eu te condeno irremediavelmente ao remorso.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha prometido a mim mesmo que não ia postar dois textos piegas seguidamente. Mordi minha língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Dica para todos nós: ninguém (nem mesmo os brinquedos) merece ser tratado com objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PPS: Como diria Latino, "quem planta sacanagem, colhe solidão"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PPPS: Ignorem o PPS XP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo formato do Casulo já está quase pronto, graças aos esforços conjuntos da sua dupla de Tecedores mais a ajuda incalculável de Alanna Correia! Muito obrigado, pequena! Te amo, saudades. ^^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse primeiro semestre passou muito, MUITO rápido. Até demais T.T&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse post deveria ter sido do Feto no domingo, mas ela se enganou e acabou postando um texto repetido (essa é a velha Márcia XD). Então depois que passar o vestiba da UEMA, ela deve postar algo pra nossa alegria geral =D Aguardem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, por favor, energias positivas e orações pra ela e pra todos os meus amigos que vão prestar vestibular :D Boa sorte galera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No mais, estou indo embora"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-9067621045459784614?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/9067621045459784614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=9067621045459784614&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/9067621045459784614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/9067621045459784614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/08/fragilidades_11.html' title='Fragilidades'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NDqhE_a6Pnc/SKEkEAu8njI/AAAAAAAAAAs/WtFuNZfcxW8/s72-c/boneca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-6057648878187654635</id><published>2008-08-06T21:36:00.000-07:00</published><updated>2008-08-06T21:48:37.633-07:00</updated><title type='text'>Esclarecimentos</title><content type='html'>Olha só, não sei tem alguém entrando no blog esses dias, mas se tiver, deve ter percebido como as coisas mudaram aqui. O blog tá assim, meio "pelado", por artes desse jumento que atende por Carlos. Sabe como é, Fóssil, não tá acostumado a tecnologia, fui tentar mudar o template do Casulo e apaguei tudo e não consegui colocar de volta os elementos de página. Aí mudei de volta pra um template padrão do blogspot. Só que refazer tudo com a minha internet discada é crudelíssimo, então aguardem até o final de semana e o Casulo estará de volta e com novidades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos fazendo o melhor pra deixar o Casulo com a sua cara! =D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mentira XP)&lt;br /&gt;(e ainda por cima é coisa de TV Xuxa isso, que merda XP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra não passar em branco (como de praxe), um poema, que na verdade é uma música. Esqueci o nome do compositor (o/) mas ela foi interpretada no álbum "Vagabundo" por Ney Matogrosso &amp;amp; Pedro Luís e A Parede (por sinal eu tenho escutado bastante, muito bom o álbum). E acho que é muito boa pra se falar do trabalho do "fazer literário". Aproveitem ;D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transpiração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inspiração vem de onde?&lt;br /&gt;Pergunta pra mim alguém&lt;br /&gt;Respondo talvez de longe&lt;br /&gt;De avião, barco ou ponte&lt;br /&gt;Vem com meu bem de Belém&lt;br /&gt;Vem com você nesse trem&lt;br /&gt;Nas entrelinhas de um livro&lt;br /&gt;Da morte de um ser vivo&lt;br /&gt; Das veias de um coração&lt;br /&gt;Vem de um gesto preciso&lt;br /&gt;Vem de um amor, vem do riso&lt;br /&gt;Vem por alguma razão&lt;br /&gt;Vem pelo sim, pelo não&lt;br /&gt;Vem pelo mar gaivota&lt;br /&gt;Vem pelos bichos da mata&lt;br /&gt;Vem lá do céu, vem do chão&lt;br /&gt;Vem da medida exata&lt;br /&gt;Vem dentro da tua carta&lt;br /&gt;Vem do Azerbaijão&lt;br /&gt;Vem pela transpiração&lt;br /&gt;A inspiração vem de onde, de onde ?&lt;br /&gt;A inspiração vem de onde, de onde ?&lt;br /&gt;Vem da tristeza, alegria&lt;br /&gt;Do canto da cotovia&lt;br /&gt;Vem do luar do sertão&lt;br /&gt;Vem de uma noite fria&lt;br /&gt;Vem olha só quem diria&lt;br /&gt;Vem pelo raio e trovão&lt;br /&gt;No beijo dessa paixão&lt;br /&gt;A inspiração vem de onde, de onde ?&lt;br /&gt;A inspiração vem de onde, de onde?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-6057648878187654635?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/6057648878187654635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=6057648878187654635&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6057648878187654635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6057648878187654635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/08/esclarecimentos.html' title='Esclarecimentos'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-7111909944638990713</id><published>2008-07-29T07:11:00.000-07:00</published><updated>2008-08-10T17:02:41.687-07:00</updated><title type='text'>Enfim, silêncio.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SJ-BmyHpnQI/AAAAAAAAACo/OTXteam1h4M/s1600-h/solidao1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233043795316677890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SJ-BmyHpnQI/AAAAAAAAACo/OTXteam1h4M/s320/solidao1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As lágrimas deslizaram rosto abaixo. Desviando dos obstáculos atingiram os lábios que saboreavam o gostinho amargo e salgado da dor. Dor moral, muito mais intensa do que qualquer estridente dor corpórea. Com os dedos finos enxugou os olhos inchados, limpou os óculos na bainha do pijama depositando-os sobre o criado-mudo ao seu lado. Deitou-se aninhada entre os travesseiros de seda, companheiros nesses momentos de ausência malígna. Macios preenchiam entre seus braços a falta de alguém, de algo a abraçar como objetivo. Algo no qual despejar seu tédio. A solidão prendia-a às lesões mal cicatrizadas. Macios e afáveis envolviam seu corpo encolhido em forma fetal, a qual ansiava retornar. O aconchegado aposento escuro e aguado onde anos antes descansara em plena paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preenchiam a ausência de um mundo perdido em meio ao vazio. Seus passos lentos ecoavam ao longo das ruas desertas, entre os prédios altivos e a grandeza assustadora. Seus pés magros e descalços tremiam ao sentirem o frio do chão onde pisavam. Mármore no lugar do costumeiro asfalto. Ao parar, silêncio. E só. &lt;em&gt;Onde? O que? O que é isso? Sonho, só pode ser.&lt;/em&gt; Silêncio. Só pode ser. &lt;em&gt;Respira e acorda. Respira. Acorda. Acorda! &lt;/em&gt;Silêncio. &lt;em&gt;Mas que diabos é isso?!? Alguém? Alguém?!? Que droga de sonho maldito!&lt;/em&gt; Silêncio. &lt;em&gt;Era só o que me faltava, ficar com medo como uma criancinha idiota por causa de um sonho. É castigo todo poderoso? Juízo final? Vou ser condenada ao inferno pelos meus pecados? É isso? ALGUÉM!&lt;/em&gt; Silêncio. Enfim, pleno silêncio. Cala-te criatura, engole teu ego. Não é um sonho. Nem juízo final. Muito menos um todo poderoso. Quanta audácia a sua. Não é nada mais do que você mesma. Nada mais do que se tornou em prol dos teus objetivos. És tu, seca, gélida, só. Quantas conquistas! Olha a tua volta. Lindo não? Conquistou o mundo. Está ai, todo seu! Senhora toda poderosa. Não é nada mais do tu mesma. Só. Exclusivamente só. Tu e tua consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lágrimas secas marcavam seu rosto bem feito. Subitamente levantou-se em direção ao closet onde cabides pendiam vazios de um lado e super abarrotados do outro. Na parede coberta por um espelho seu reflexo estremecia ritmado com os soluços da sua dor. Dor moral, muito mais intensa do que qualquer estridente dor corpórea.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Credo, esse texto saiu do nada. Sonhei com alguma coisa parecida de ontem pra hoje. Acordei e escrevi. Entao te fresquinho haha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Eu e o velho estamos fazendo umas mudanças aqui... E aceitamos opiniões! Aqui quanto mais críticas melhor, quanto mais esculhambação melhor. Adoro gente que esculhamba = ) Então fiquem a vontade.&lt;br /&gt;Abraços! Feto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obs: eu fiquei até constrangida de pôr abs aqui, alguém disse que parece absorvente! hahaha&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-7111909944638990713?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/7111909944638990713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=7111909944638990713&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7111909944638990713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7111909944638990713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/07/as-lgrimas-deslizaram-rosto-abaixo.html' title='Enfim, silêncio.'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SJ-BmyHpnQI/AAAAAAAAACo/OTXteam1h4M/s72-c/solidao1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-6290415638731142042</id><published>2008-07-22T20:35:00.000-07:00</published><updated>2008-07-22T20:37:59.725-07:00</updated><title type='text'>Ciranda</title><content type='html'>Tinha mania de poetisa. Por isso sempre insistia em marcarem os encontros naquela praça. Achava aquele lugar lindo e inspirador. O namorado não via nada de especial ali e sempre dizia que marcar encontros em praças era coisa do século passado, mas acabava concordando. Tinha que convir, ele não tinha sensibilidade alguma, ainda mais sua aguçada sensibilidade poética! Ela, sim, era uma artista.&lt;br /&gt;            Naquele dia, ela era uma artista ansiosa. Adriana não via Samuel há duas semanas por causa da droga do trabalho dele. Apoiara-o quando ele quis aceitar o emprego, mas não gostava nem um pouco de ver o garoto colocando colares luxuosos nos pescoços daquelas madames emplumadas... Mas o salário era muito bom considerando que Samuel abandonara a escola no segundo ano do ensino médio. E, ela não podia negar, foi graças ao desconto para funcionários que ele conseguira comprar o anel.&lt;br /&gt;            Adriana levantou a mão para vê-lo, pela milésima vez. Uma beleza! Ela não sabia que pedra era aquela, mas bastava olhar para se saber que era muito valiosa. Beijou-a com carinho. Era vermelha, como os lábios de Samuel. Sua mãe não gostava que ela saísse exibindo o anel – tinha medo que pudesse atrair assaltantes. Mas a moça queria mostrar que valorizava o presente do namorado, afinal, deveria ter sido comprado à custa de grandes sacrifícios.&lt;br /&gt;            Mas, pensou levemente irritada, Samuel não era o único a fazer sacrifícios. Era ela que tinha de suportar todas aquelas manias horríveis. A última e pior de todas aparecera de uma hora para outra: fumar. Sabe-se lá de onde tirara isso. Provavelmente algum daqueles odiosos colegas de trabalho. Da última vez que se viram haviam discutido feio porque Adriana se recusara a beijá-lo ao sentir o gosto das cinzas na boca do namorado, mesmo que ele alegasse não ter fumado.&lt;br /&gt;            Ela fechou os olhos e pensou “o amor tudo crê, tudo suporta”. Tinha um verso pronto para rebater cada desdita que o namoro lhe causava. Naquele dia, ela não queria brigar. Sempre que ele reclamava quando ela saía sem lhe avisar, quando ficava zangado porque ela se recusava a transar, sempre que ele perdia a cabeça quando ela dizia que não podia sair pois precisava estudar e que ele deveria fazer o mesmo, ela suspirava. “Amo-te enfim, de um calmo amor prestante, e te amo além, presente na saudade”. Ela sabia muito do sofrimento que o amor implica, mesmo quando a dois. Mas acima de tudo, lembrava a sim mesma, conhecia suas delícias.&lt;br /&gt;            Sacou da bolsa o caderninho que sempre levava consigo e um lápis. Resolveu compor uns versos para seu amado, mais versos para acrescentar a tantos outros que ele jamais vira ou veria. Olhou o papel por alguns segundos e ergueu a cabeça, concentrada. A inspiração, porém, teimava em não vir. Ao seu redor, buscava algo que lhe lembrasse o namorado. Então um pensamento como que lhe bateu à testa: o anel!&lt;br /&gt;            Tirou lentamente a argola do dedo e pôs-se a rola-la na mão. O anel... o anel... o amor... o amor.... o amor...&lt;br /&gt;            Foi então que o anel lhe escapou dos dedos.&lt;br /&gt;            Abaixou-se para pega-lo. Para sua surpresa, a pedra se partira. E de repente, Adriana compreendeu que já sabia o que escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Samuel chegou com uma bala de hortelã na boca para disfarçar o hálito de cigarro. Estranhou não ver a namorada, ela sempre chegava tão cedo... aproximou-se  sobre o banco em que combinaram de se encontrar avistou o anel que lhe dera envolvendo uma folha de caderno. Abriu-a e leu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;em&gt;“O amor que eu te tinha era pouco e se acabou”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;            Nunca conseguira entender aquela menina. Tinha mania de poetisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Não gostei desse, tá uma pieguice dos diabos =P&lt;br /&gt;Tava com um monte de coisas na cabeça pra escrever aqui, mas esqueci tudo XD Então aproveitem o txto e como diria a Guria, "leiam e esculhambem".&lt;br /&gt;Té mais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-6290415638731142042?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/6290415638731142042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=6290415638731142042&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6290415638731142042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6290415638731142042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/07/ciranda.html' title='Ciranda'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-6585008838063121496</id><published>2008-07-11T12:04:00.000-07:00</published><updated>2008-07-29T08:33:05.077-07:00</updated><title type='text'>"Livróide"</title><content type='html'>Já passavam das 5 da manhã e os bolachudos olhos de Sofia ainda mantinham suas pálpebras repelidas observando o teto. Ah o teto! Como um dia disse um amigo, “aquele grande conversador”. Sofia fitava-o acima do seu corpo confortavelmente deitado, desenhando sobre a tinta branca as cores de sua imaginação fértil e madura. Estas respondiam refletidas em pensamentos, tagarelavam o que Sofia queria ouvir e divertiam com sua tonalidades graciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não hoje... Agora o teto escurecia acima do seu corpo contorcido, seus olhos esbugalhados ao passo de sacarem da órbita. Seu coração padecia aos pulos como se tentasse escapar da prisão perpétua do peito ofegante. Braços incontroláveis espancavam a si mesmos e ao ar. Maldito ar que fugia dos seus pulmões enfraquecendo todo seu corpo. Da sua boca espumante súplicas imploravam por liberdade. Desesperadamente era possível distinguir entre os movimentos bruscos um grito em consciência. Enfim delírio. O solo desertificou-se. O teto escurecido calou-se e Sofia pairou sobre as cores vivas do sangue escorrido.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Caramba como é relaxante escrever =D ufa!&lt;br /&gt;Esse texto pode parecer meio sem nexo, mas é pq é uma parte de um "livróide", uma ideia só. Ai queria testar-la, vê se vcs gostam pra saber se vale a pena continuar. Não gostei muuuuito dele, nao desgostei, mas ainda quero mudar umas coisas. Aceito opinioes! Críticas sao sempre bem recebidas =P&lt;br /&gt;Abs!&lt;br /&gt;Márcia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-6585008838063121496?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/6585008838063121496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=6585008838063121496&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6585008838063121496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6585008838063121496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/07/j-passavam-das-5-da-manh-e-os.html' title='&quot;Livróide&quot;'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-9144650783594668084</id><published>2008-07-02T21:43:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T22:13:26.201-07:00</updated><title type='text'>A recusa</title><content type='html'>- Com licença, a senhora gostaria de se sentar?&lt;br /&gt;- Não, meu amor, muito obrigada.&lt;br /&gt;- Tem certeza?&lt;br /&gt;- Sim, não se preocupe, estou bem.&lt;br /&gt;Dei de ombros e voltei para o meu lugar. Então a velhinha era orgulhosa. Portava-se com uma altivez incomum, que destoava de suas roupas simples e olhava pela janela com tal seriedade que parecia encarar alguém com quem estivesse prestes a ter uma conversa importante. Talvez enxergasse o seu próprio reflexo? Não, aquela não era uma recusa motivada por simples orgulho. Era resolução de alguém acostumado a sofrer.&lt;br /&gt;O que continha essa resolução? Resignação? Força? Coragem? Eu podia ver os nós dos dedos dela embranquecerem com a força que fazia para segurar as barras de ferro nas curvas. Quantos trancos, barrancos e solavancos já teria enfrentado aquela senhora, meu Deus? Quantas vezes crispara aqueles punhos sem poder usá-los, quantas vezes ela juntara aquelas mãos e caíra de joelhos para pedir que Sua Santa Mão viesse em seu socorro? E, no entanto, ali estava ela: os nós dos dedos e os lábios pálidos, sustentada apenas por sua fé, essa fé cega que remove montanhas mas não enche o prato de comida. E os lábios pálidos, dois riscos alvos em uma pele já violentamente castigada pelo sol.&lt;br /&gt;Olhei para os meus braços e senti uma onda de vergonha pela minha pele clara. E eu, pelo que lutei em minha vida? Eu, que me vanglorio de conquistas alheias, quando obterei as minhas próprias? Aquela velhinha, apesar do corpo frágil e dos cabelos brancos, aquela era uma guerreira. E talvez nem soubesse disso. Talvez pensasse ser apenas mais uma na multidão, talvez sequer tenha pensado alguma vez sobre sua ínfima condição de ser humano neste mundo. Contudo, aquela mulher era uma vencedora. Ainda que não tivesse chegado a lugar algum, ainda que nunca tivesse conquistado nada. Era uma vencedora por estar viva e por ter algo que a fizesse continuar a viver.&lt;br /&gt;Olhei para mim mesmo de novo. De que servia minha camisa de marca, meu tênis da moda, meu celular último tipo? Aquele ônibus para mim era uma aventura; para ela, mera locomoção, talvez até um corriqueiro incômodo cotidiano. “Não se preocupe, estou bem”. Era uma vencedora e foi a mim que ela venceu. Porque vivia, ainda que com menos posses. E acreditava, sem ter motivos para isso. E eu que em nada acredito e minhas conquistas, que são apenas castelos de areia.&lt;br /&gt;A mão dela puxando a corda do ônibus me informou que ela desceria no próximo ponto. Olhei pela janela. Era um bairro pobre da cidade e estava bem deserto para um fim de tarde de segunda. Não vi ninguém nas imediações, nem os tradicionais bêbados ou as crianças brincando de sempre.&lt;br /&gt;Ela ficou em frente a porta e, quando o ônibus parou, ela desceu vagarosamente. De súbito, tomei uma decisão. Puxei a alça da minha mochila e a segui porta afora.&lt;br /&gt;Eu a segui quando ela dobrou a esquina, entrando em uma rua mais deserta ainda, composta quase que exclusivamente por casarões abandonados ou estabelecimentos que àquela hora já estavam fechados. Eu joguei a mochila para frente do meu corpo com um movimento ligeiro, abri o zíper e pus a mão lá dentro.&lt;br /&gt;- Com licença, senhora.&lt;br /&gt;Ela se virou. Antes que eu ou ela pudéssemos pensar qualquer coisa, assassinei-a com cinco tiros. .&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Eu até gostei desse textinho aí. Raro eu gostar de um texto meu. Acho que é porque esse foi um dos únicos que eu li e não consegui associar diretamente com nenhum outro XP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adelaide indo pro Canadá T.T Minga vindo pra São Luís =DD Tempo de vagabundagem acabando T.T Eu quero ir ao cinema! Tive que ver 'Principe Caspian' pirata porque não arranjei companhia pra ir ao cine! Oo'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, tava sem muitas idéias pra escrever besteiras aqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-9144650783594668084?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/9144650783594668084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=9144650783594668084&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/9144650783594668084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/9144650783594668084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/07/recusa.html' title='A recusa'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-9089582648247811733</id><published>2008-06-12T20:39:00.000-07:00</published><updated>2008-06-12T21:05:04.174-07:00</updated><title type='text'>Sem título</title><content type='html'>Para Thainara Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio. A quietude pode ser bem inquietante às vezes. Nós chegamos e nos sentamos lado a lado. Acho que nunca fiamos tanto tempo juntos em silêncio. Somos dois notórios tagarelas, sabíamos, e ainda assim não falávamos. Claramente, algo havia de errado. Mas, engraçado; nada parecia haver de errado. Será que havia? Estaria zangada? Triste? Chateada? Simplesmente cansada de falar o dia todo? Ou estaria levantando teorias semelhantes a meu respeito? Não sabia e o silêncio ainda imperava.&lt;br /&gt;Mas, silêncio? Enquanto eu pensava nos seus pensamentos, pensava também que talvez o silêncio esteja em nós e parta de nós. O silêncio é centrípeto. Porque havia o motor, havia o pedinte, havia o moleque, os solavancos e as frutas rolando pelo chão de alumínio (ou seria outro metal?). Havia barulho, mas o silêncio entre nós calava o mundo. Não sei se somos íntimos o bastante para conversarmos calados. Mas somos o suficiente para aquietarmos lado a lado.&lt;br /&gt;Desconheço o que pensavas – se pensavas -, o que se passava em ti, o que pensavas de mim ou de tudo. Mas sei calar a boca, embora não saiba calar a mente (e não posso, ah!, como eu gostaria de poder calar o que quer que te inquiete). E talvez meu silêncio seja mais precioso que minhas palavras. Portanto, não se preocupe amada; estarei aqui sempre que precisares do meu silêncio. E quando quiseres quebrá-lo também.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Fiquei muito feliz de achar esse texto, não pelo conteúdo dele, mas porque eu o fiz em homenagem a uma pessoa muito especial por uma situação que nós vivemos (te amo, Nara! =D). Foi uma ótima oportunidade de pensar um pouco sobre o silêncio.&lt;br /&gt;CARA. TRAGÉDIA. 12 de junho e eu, "mais um nerd sem vida social" (definição de Ana Áurea), fóssil na fossa, resolvi e ir jogar video game - não que isso seja de hoje, nem que seja video game de verdade, é só emulador pra PC, mas tanto faz. Bom, quem já jogou 'Castlevania - Symphony of the Night' pra PS1 sabe a desgraça que é pra achar todas as relíquias, itens, armas, familiares, etc. Estava eu revirando o diabo do castelo do Drácula ao avesso e já estava quase pronto pra batalha final. E aí, o que eu faço? DELETO O ARQUIVO! PORRA! CARA, QUE ÓDIO! Eu tava em 84%! 84! E agora eu vou começar do ZERO! Dá vontade de morrer e matar! Video game é quase tão injusto quanto a vida (aliás, venho fazendo observações sobre os video games, ainda vão me render um texto pro Casulo, espera só). Mas enfim, lá vou eu de novo. Deprimente isso! Feliz dia dos namorados (um pouco atrasado) pra todo mundo!&lt;br /&gt;PS: É, talvez mais deprimente seja eu ficar deprimido por causa de  VIDEO GAME em pleno dia dos namorados. Ana, tu tem toda razão XD&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-9089582648247811733?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/9089582648247811733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=9089582648247811733&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/9089582648247811733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/9089582648247811733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/06/sem-ttulo.html' title='Sem título'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-945049086325476287</id><published>2008-06-03T20:23:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T20:29:46.694-07:00</updated><title type='text'>Segunda</title><content type='html'>Ouvi um barulho e fui ver&lt;br /&gt;Era o mundo que se abria&lt;br /&gt;Sol nascendo com trombetas&lt;br /&gt;E cores de algodão no céu&lt;br /&gt;Mas não, não é sobre isso que quero falar hoje&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi um tiro e fui ver&lt;br /&gt;Era o mundo que chorava&lt;br /&gt;Graves senhoras vestidas de preto&lt;br /&gt;E procissões intermináveis de velas acesas&lt;br /&gt;E preces e pragas e mais tiros&lt;br /&gt;Mas não, não é sobre isso que quero falar hoje&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi um estrondo e fui ver&lt;br /&gt;Era o mundo que caía&lt;br /&gt;E caíam exércitos inteiros, inertes,&lt;br /&gt;De homens, de árvores, de estrelas, de anjos&lt;br /&gt;E a chuva e o mar ficaram vermelhos&lt;br /&gt;E discos voadores fugiam apavorados...&lt;br /&gt;Mas não, não é sobre isso que quero falar hoje&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero falar da risada que ouvi e fui ver&lt;br /&gt;Era o mundo que nascia&lt;br /&gt;Mas e agora, quem vai olhar pelo mundo bebê?&lt;br /&gt;Não o poeta, que não pôde renascer&lt;br /&gt;Mas talvez a poesia, que nunca deixou de viver&lt;br /&gt;O certo é que precisam cuidar do mundo&lt;br /&gt;Mas não eu, não hoje&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu prefiro olhar a lua&lt;br /&gt;E me aconchegar nos braços da solidão&lt;br /&gt;Hoje não quero falar sobre isso&lt;br /&gt;Que hoje não é dia de fazer poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos, pára de usar tóxicos e aprende a fazer finais XP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-945049086325476287?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/945049086325476287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=945049086325476287&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/945049086325476287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/945049086325476287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/06/segunda.html' title='Segunda'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-7583651437370885832</id><published>2008-05-14T20:59:00.000-07:00</published><updated>2008-05-14T21:16:23.223-07:00</updated><title type='text'>O homem que ouvia</title><content type='html'>O Sr. José chegou em casa e ouviu todas as coisas sussurrando.&lt;br /&gt;No mesmo instante, milhares de clichês surgiram em sua mente e ele os foi descartando um a um. Não estava doente, não tivera um dia cheio de trabalho, não sentia fome, cansaço ou sono nem muito menos bebera demais – de fato, sequer havia bebido. Mas os sussurros ainda persistiam, ainda que ele dissesse a si mesmo (ou será que dizia a eles?) que era cético, que sua mente lhe pregava uma peça – embora até aquele momento ela nunca tivesse mostrado predisposição para tais bobagens.&lt;br /&gt;Rapidamente, o medo que deu lugar à incredulidade cedeu vez à impaciência. Por quanto tempo mais continuaria a ouvir aquelas vozinhas ininteligíveis, mesmo convencido de que não existiam? Que fazer numa situação daquelas? Lentamente dessa vez, o Sr. José de impaciente foi ficando curioso. Que será que diziam os sussurros? Sentou-se então num banco de sua sala-cozinha, mal se atrevendo a respirar, na esperança de entender as vozes – que, é claro, eram produtos da sua até então infértil imaginação.&lt;br /&gt;Então ele ouviu as coisas... e as coisas lhe contavam tudo sobre elas próprias.&lt;br /&gt;O Sr, José descobriu estarrecido que havia beleza na água do copo e na fruteira; no tapete macio e nos azulejos da parede; na geladeira e no fogão elétrico; havia beleza nas cebolas, nos tomates e nas batatas. Ele soube dos guinchos de protesto da panela de pressão, das lágrimas das cebolas e dos maracujás rabugentos, que viviam de cara fechada.&lt;br /&gt;O Sr. José ouviu tudo e tapou os ouvidos porque decididamente perdera o juízo.&lt;br /&gt;Tomou um banho às pressas, enfiou-se no pijama e deitou-se. Uma noite de sono e esqueceria tudo aquilo. Mas... como dormir? Como ignorar tudo o que agora sabia? Como conseguiria dormir com todos os sussurros ecoando por cada neurônio seu? E, maldição, as coisas do seu quarto começavam a falar também. Não havia alternativa.&lt;br /&gt;Pegou uma caneta e arrancou uma folha de um velho caderno. Escreveu febril, a mão trêmula, mas consciente de que aquilo era necessário. Mais de uma hora depois, largou a caneta sobre a folha e voltou para a cama. O rosto, tranqüilo. As coisas, quietas.&lt;br /&gt;Não apenas ficara louco: ficara poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um pra série 'textos toscos e sem-noção de Carlos'. Só uma coisinha leve que eu escrevi outro dia =] Aí como tava sem nada pra postar e o blog não pode ficar abandonado resolvi postar. A propósito, o Casulo estava abandonado porque minha net não tava prestando, voltou hoje! \o/ Então vou tentar escrever mais e postar mais. ^^ Falou, pessoar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-7583651437370885832?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/7583651437370885832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=7583651437370885832&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7583651437370885832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7583651437370885832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/05/o-homem-que-ouvia.html' title='O homem que ouvia'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-3314633727831461702</id><published>2008-04-18T18:18:00.000-07:00</published><updated>2009-02-03T17:59:09.336-08:00</updated><title type='text'>Confissão do dia</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;Adoro mentiras bem contadas. Por isso confesso as minhas.&lt;br /&gt;Confesso que enganei e manipulei tudo que pude. Cuspi na tua cara, no teu chão, sujei tua rua. Nua e crua fui puramente cruel. Derramei lágrimas enquanto muitos morriam de cede, brinquei na chuva, sem culpa. Fui tão repugnante quanto fui capaz de ser, o seria mais se tivesse tempo, pois essas palavras não traduzem arrependimento, muito menos lamento. Não prezo por absorção, apenas confesso minhas mentiras.&lt;br /&gt;Confesso cada flecha lançada, cada ferida não cicatrizada. Roubei aqueles que me achava no direito de roubar. Aniquilei tudo que me condenada. Calei cada grito que me afligia. Beijei cada boca que me enlouquecia. Por amor, por prazer, por nada, pelo simples ato de ser. Fui sórdida! Lambuzei-me nos braços da vida, suei meu corpo e acalantei minha alma obscena. Entreguei-me perdidamente aos pecados. Da carne, do espírito, todos possíveis e imagináveis.&lt;br /&gt;Inventei vidas e destruí sonhos, sufoquei esperanças e desmenti confianças. Julguei os justos e condenei benevolências. Assassinei santidades e enterrei suas “pseudo-glórias”. Fui eu quem te fez caluniar, difamar. A culpa do tudo é exclusivamente minha. Grandiosamente minha. Por isso orgulho-me densamente de meus feitos.&lt;br /&gt;Sou a pedra no sapato furado dos santos, o calo de sangue dos deuses. De vaidade em vaidade aprendi a arte de ser cruel. Afinal futilidades são tão estúpidas e divertidas! Ao contrário dos corretos sou verdadeiramente feliz. Não finjo sorrisos superficiais, me divirto com lágrimas abissais. Não aborto sortes, apenas dou-lhe na dor do parto o embrião da real fortuna, a aptidão de bolar mentiras bem contadas... E confessá-las.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Ahhhhhhhh aleluia! Finalmente consegui terminar esse texto. Tudo bem que ele não ficou La grandes coisas mas só a sensação de postar já alivia a alma. Queria ate pedir desculpas pelo sumiço, é que a vida ta agitada. Mas vou tentar me programar melhor pra não deixar o velho na mão sozinho por aqui.&lt;br /&gt;Abs medonhos pra todos!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obs: Saudade suprema de Marc. Fiquei muito feliz de te ver aqui homem!&lt;br /&gt;obs': Caramba que feliz ta escrevendo!!&lt;br /&gt;obs''; O velho odeia meus "obs" hsuahsuahhsuas.&lt;br /&gt;=D&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-3314633727831461702?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/3314633727831461702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=3314633727831461702&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3314633727831461702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3314633727831461702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/04/confisso-do-dia.html' title='Confissão do dia'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-7067732273116485800</id><published>2008-04-14T20:54:00.000-07:00</published><updated>2008-04-14T21:21:59.383-07:00</updated><title type='text'>Das Almas Gêmeas</title><content type='html'>Nenhuma alma é inteira. Antes de vir ao mundo, a alma se parte e cada pedaço encontra abrigo em um corpo diferente. Nenhuma vida é inteira até que esses corpos se encontrem, até que as almas se completem.&lt;br /&gt;            Não é uma tarefa fácil. É possível que algumas de suas almas gêmeas já tenham vindo ao mundo quando você chegou. Também é possível que outras ainda estejam por nascer. É possível que não as reconheça da primeira vez que as vir. Talvez leve tempo também para admitir o quão importante elas são para você e você para elas.&lt;br /&gt;             Paciência. O tempo nem sempre é inimigo do homem. O tempo, que destrói monumentos, não destrói almas. Você não precisa perder a vida procurando. A vida se encarregará de te colocar frente a frente com os outros pedaços da tua alma. Nesse momento, caberá a ti a parte mais difícil:&lt;br /&gt;             Enxergá-las.                        &lt;br /&gt;            Vais reconhecer nelas algo de ti e algo que lhe falta. E vais sentir que não poderá mais ser completo sem estas pessoas. Vais sentir que a partida delas te dilacera.&lt;br /&gt;             Mas também deves lembrar que medidas, distâncias, são aflições que só o corpo conhece. Almas são estágios superiores, vivendo em mundos superiores. Mundos perfeitos onde não há distâncias, nem tempo.&lt;br /&gt;              Deves lembrar que tens a responsabilidade de carregar este mundo dentro de ti, o mundo em que estão todas as tuas almas gêmeas. Se o perderes, nada restará. Serás uma concha vazia, uma casca. Oco.&lt;br /&gt;            Tu és o único que pode separar tuas almas gêmeas de ti. Se queres um conselho, não o faça. Uma alma partida torna-se irremediavelmente incapaz de encontrar felicidade inteira. E uma alma plena nunca precisará conhecer o horror de se viver pela metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não queria postar esse texto ainda porque ele tem uma série de coisas que me desagrada, especialmente o final. Talvez por não tê-lo escrito todo em um só dia, eu perdi a linha de raciocínio e a inspiração. Se um dia eu as recuperar, prometo refazer o texto e postá-lo novamente.  Por ora, eu precisava postar alguma coisa senão Bitenco atentaria contra a minha integridade física. Afinal, eu estou "vagabundando até o segundo semestre" XD&lt;br /&gt;   Pra encerrar, convite: galera, vamos no show do Nando Reis e Zeca Baleiro que vai ter na Batuque Brasil dia 25 de Abril (notaram a rima entre Brasil e Abril? XD)! Vai ser massa! E também é aniversário da aqui já mencionada Bitenco! XD Vamos!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-7067732273116485800?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/7067732273116485800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=7067732273116485800&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7067732273116485800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7067732273116485800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/04/das-almas-gmeas.html' title='Das Almas Gêmeas'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-7763617730990769246</id><published>2008-04-02T21:42:00.000-07:00</published><updated>2008-04-02T21:55:20.913-07:00</updated><title type='text'>Inetrlúdio.</title><content type='html'>Galera, sei que esse blog tá meio bagunçado, mas tudo tem sua razão de ser. A pobrezinha da feto tá se matando com esse terceiro ano - que uma hora ou outra chega para quase todos - estuando de dia, de noite e também nas outras horas =/ Daí´vocês não estarem vendo muito o nome dela por aqui ultimamente. E eu não tô achando a maldita pasta com meus textos e não tenho mais nenhum digitado. Se bem que não tô fazendo muito esforço pra achar a pasta, afinal eu tô de férias XD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só por post não passar em branco, aqui vai um poema de um livro do Fernando Pessoa ("Conversa com Fernando Pessoa" do Carlos (nome bonito! XD) Felipe Moisés [nossa, agora que eu reparei, são três primeiros-nomes Oo] - ALTAMENTE RECOMENDADO =D). Li esse ainda agora e achei muito legal, apesar de nem ser de um dos meus heterônimos preferidos. Ei-lo (e até o próximo post, seja meu ou do Feto!):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim, sei bem&lt;br /&gt;     Que nunca serei alguém.&lt;br /&gt;Sei de sobra,&lt;br /&gt;      Que nunca terei uma obra.&lt;br /&gt;Sei, enfim,&lt;br /&gt;      Que nunca saberei de mim.&lt;br /&gt;Sim, mas agora,&lt;br /&gt;      Enquanto dura esta hora,&lt;br /&gt;Este luar, estes ramos,&lt;br /&gt;      Esta paz em que estamos,&lt;br /&gt;Deixem-me crer&lt;br /&gt;     O que nunca poderei ser."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Reis&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-7763617730990769246?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/7763617730990769246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=7763617730990769246&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7763617730990769246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7763617730990769246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/04/inetrldio.html' title='Inetrlúdio.'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-7087473617310698662</id><published>2008-03-23T16:30:00.000-07:00</published><updated>2008-03-23T16:34:30.074-07:00</updated><title type='text'>Diálogo - Parte 2 (Final)</title><content type='html'>Obrigado pela paciência, aqui está  a parte dois do miniconto. Eu resumi um bocado pra caber em dois posts sem ficar muito chato, mas creio que não houve prejuízos. Eu ia falar sobre o texto, mas é melhor não me alongar. Eis a parte dois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe, existem muitos como você por aí. Entram no quarto com a faca da mãe em punho e rasgam os pulsos, lamentando por serem tragicamente incompreendidos pelo mundo. Ou se afogam em drogas – riu, um riso tão frio que até me assustou – E ainda acham que o que fazem exige muita coragem da parte deles. Pois sim! Precisam é ser muito egoístas para fazê-las!&lt;br /&gt;            - Quem você pensa que é pra julgar alguém? Aliás, é fácil julgar de fora...&lt;br /&gt;            - Eu penso que sou alguém esperto o suficiente pra ficar de fora, panaca. Esses caras são fáceis de ler. Tem aqueles que ainda dizem que se drogam por causa da sua ideologia né? Porque estão desafiando o sistema! Deus os abençoe. – acrescentou, sempre irônico - Acham que são espertos, mas são ingênuos o suficiente pra não enxergarem que são eles que alimentam o sistema.&lt;br /&gt;            Gargalhou. Os piores pensamentos já haviam passado pela minha cabeça e eu estava a ponto de fazer uma loucura. Mas ele, é claro, ainda não tinha cessado fogo:&lt;br /&gt;            - E você? Já fuma o seu baseado?&lt;br /&gt;            - Eu?! Ficou maluco?!&lt;br /&gt;            - Não sei, você também é desses que acham que desafiam o sistema, que vão fazer uma revolução. Que monte de bosta! E ainda anda por aí com uma camisa de Che Guevara... Se ele soubesse o tipo de gente que diz ter herdado seus ideais...&lt;br /&gt;            - Que tipo de gente? – desafiei&lt;br /&gt;            Ele se calou de repente. Estava escuro, mas eu poderia jurar que me fitava atentamente.&lt;br /&gt;            - Esse tipo. Um covarde, um merda. Fica pregando a revolução, mas não tem coragem de enfrentar nem a si próprio.&lt;br /&gt;            - Ah, cala a boca.&lt;br /&gt;            - É muito fácil, cara. Sair por aí sentindo pena dos pobres que tu olha do lado de dentro do vidro fume do carro do teu pai. E o que tu faz por eles, me diz?&lt;br /&gt;            - Cala a boca.&lt;br /&gt;            - Tu acha mesmo que tu vai mudar o mundo? Que vai fazer a diferença? QUE DIFERENÇA, SEU IMBECIL? Nasceu aquele bebê lindo, orgulho da mãe. Cresceu ótimo aluno, sempre com um boletim exemplar na escola. Aí ele sai do colégio e vai fazer um curso bem tradicional na faculdade. Se Deus quiser, vai ser um jurista ou até um doutor! Que orgulho, um médico na família.&lt;br /&gt;            - Cala a boca!&lt;br /&gt;            - ... e ganhar rios de dinheiro, esquecer quem um dia lhe ajudou e terminar seus dias atrás de uma mesa escritório. Que diferença, hein? Isso sim que eu chamo de revolução! Uma vida brilhante...&lt;br /&gt;            - Cala a boca! – que droga, meus olhos começavam a ficar marejados.&lt;br /&gt;            - E, adulto, vai ser corrompido do mesmo jeito que todos antes de ti, os mesmos que hoje condena. E vai dar risada daquilo que chamará de “euforia adolescente”.&lt;br /&gt;            - Cala a boca!&lt;br /&gt;            - E vai olhar no espelho e se achar bem-sucedido. Cercar-se de ouro de tolo. Vai morrer tranqüilo porque alcançou tudo aquilo que desejava, tudo com o que sempre sonhou. Aliás, uma vida inteira de tranqüilidade, longe daqueles sonhos de levante armado contra a burguesia.  Vai casar, ter filhos e censurar qualquer “barulho” ou “baderna”... e vai infectar a tua prole com o mesmo germe da comodidade pra que eles continuem com o grande projeto da raça humana! Não é uma beleza?&lt;br /&gt;            - Cala a boca, cala a boca, CALA A BOCA!&lt;br /&gt;            A luz do quarto acendeu, de repente. Da porta, minha mãe me olhava assustada:&lt;br /&gt;            - Filho, com quem você estava falando?&lt;br /&gt;            Meu olhar correu rapidamente pelo teto, antes que se detivesse na minha mãe eu respondesse:&lt;br /&gt;            - Ninguém, mãe. Foi só um pesadelo.&lt;br /&gt;            - Ah...certo. – o tom de voz dela não parecia convencido – Tenta dormir agora, ta bom, filho?&lt;br /&gt;            Enrolei-me nos lençóis. Minha mãe ia fechando a porta mas tornou a escancará-la:&lt;br /&gt;            - Escuta, filhote, eu estava pensando... que tal amanhã depois da escola nós darmos uma passada no shopping? Lá quem sabe podemos comprar alguma coisa pra você...uma roupa nova ou outra coisa que você esteja querendo. Não é uma boa idéia?&lt;br /&gt;            Assenti. Ela sorriu e disse “então boa noite”. A luz apagou de novo e a porta se fechou. No escuro, ouvi risadas abafadas vindo de algum lugar acima de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-7087473617310698662?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/7087473617310698662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=7087473617310698662&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7087473617310698662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7087473617310698662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/03/dilogo-parte-2-final.html' title='Diálogo - Parte 2 (Final)'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-4823508625151750769</id><published>2008-03-19T21:42:00.000-07:00</published><updated>2008-03-19T21:50:55.944-07:00</updated><title type='text'>Nova forma de postagem para textos narrativos! ;D</title><content type='html'>Bom, eu conversei com o Feto a respeito e é justo colocar os possíveis leitores - afinal são vocês que vão ler né? XD (colocação brilhante, =P). Eu gosto muito de fazer textos narrativos, mas em geral me empolgo e eles ficam grandes demais (prolixo, pro lixo - né Ana? =D). Então nós decidimos que eu vou postar por partes. A primeira agora, a segunda na próxima semana e - se for o caso -  a terceira na seguinte. Por enquanto, fiquem com a primeira parte do texto. No próximo post, eu contarei - como de praxe - como ele surgiu. Espero que gostem e obrigado por lerem! =D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diálogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            - Oi de novo.&lt;br /&gt;            - Ah, cala a boca. Não to a fim de papo contigo hoje.&lt;br /&gt;            - Oh, pobrezinho – caçoou o outro – parece que o menininho está em mais uma de suas crises de adolescente – e pontuou com um suspiro sarcástico.&lt;br /&gt;            - Vá à merda!&lt;br /&gt;            - Vá à merda você pirralho, e seus gritos também. Tu não é o único de saco cheio do mundo aqui.&lt;br /&gt;            Há muito tempo eu não era criança o suficiente para me irritar quando me chamavam de criança. Vindo daquele cara, entretanto, o tratamento me enfurecia. A voz daquele desgraçado, com quem eu tinha a infelicidade de dividir o quarto, soava aos meus ouvidos como unhas arranhando um quadro-negro. Se você já passou por uma experiência parecida, talvez saiba como é: minhas entranhas reviravam sempre que eu voltava para casa, pois sabia que teria que encontrar o maldito.&lt;br /&gt;            - Sabe, não dá pra entender certas pessoas. Como o garoto tem tudo, de dinheiro a uma boa família e ainda se acha no direito de entrar no quarto soltando fogo pelas ventas e chutando a porta como se fosse...&lt;br /&gt;            - Escuta, quer calar essa boca e me deixar em paz? – gritei.&lt;br /&gt;            Eu sei, muitos chamariam essa minha raiva de irracional, sem motivos. Mas eu duvido que esses “muitos” tenham convivido com um sujeito como aquele. Ou que fossem loucos como eu. E ademais, qual é a raiva que não tem suas pinceladas de irracionalidade?&lt;br /&gt;            Naquele dia eu estava particularmente impaciente. Não havia sido o meu dia, como dizem. E eu certamente não estava com disposição alguma para suportar aquele imbecil.&lt;br /&gt;            - Cara, vamos fazer um acordo? Eu fico aqui na minha cama, quieto, e tu também fica na boa aí. Eu não te incomodo e tu não me incomoda e fica tudo bem, beleza?&lt;br /&gt;            - Que foi, levou um fora? – desgraçado – Eu sabia! Caramba, você é muito mole mesmo! – e gargalhou.&lt;br /&gt;            - Isso não é da tua conta!&lt;br /&gt;            - Claro que não. Mas não faz diferença – dá pra acreditar? – E aí, o que tu vai fazer agora?&lt;br /&gt;            Calei-me. O que diabos ele esperava que eu fizesse? O que diabos eu poderia fazer em uma situação como aquela? Mas obviamente, ele não esperava uma resposta:&lt;br /&gt;            - Eu sabia – como eu detestava aquela mania de “eu sabia” – Afinal, tu é um homem ou o quê?&lt;br /&gt;            - Ta certo, garanhão – retruquei, irritado – Você faria o quê?&lt;br /&gt;            - Bem mais do que ficar deitado na minha cama, mergulhado em auto piedade. Que papel ridículo, francamente! – disse ele, num tom que eu não conseguir distinguir entre censura e galhofa – Tu não passa de um bostinha metido a intelectual que nunca vai até o fim em nada e depois fica se lamentando. Patético!&lt;br /&gt;            - Você não entende – murmurei – Você não sabe nada sobre mim&lt;br /&gt;            - Ah, pelo amor de Deus! Tenha santa paciência! Com você é sempre desse jeito: “Ninguém me entende”, “Ninguém me quer”, “Ninguém sabe quem eu sou de verdade, pobre de mim”. Acha que o mundo gira em torno do teu umbigo? Você acha mesmo que é assim tão complexo, tão difícil de entender? Você é ridículo, simplório. E só admite isso quando quer que lhe digam o contrário.&lt;br /&gt;            Eloqüência maldita. O infeliz tinha o dom da oratória. E isso me irritava ainda mais, eu nunca fui bom falando. E o pior era vê-lo falando do lugar onde eu ficava... sempre ele lá no alto e eu tendo que olhá-lo de baixo! Como isso me incomodava! Parecia que isso só atestava que ele era superior, que era melhor que eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-4823508625151750769?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/4823508625151750769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=4823508625151750769&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/4823508625151750769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/4823508625151750769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/03/nova-forma-de-postagem-para-textos.html' title='Nova forma de postagem para textos narrativos! ;D'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-5344027298140834154</id><published>2008-03-10T13:02:00.000-07:00</published><updated>2009-02-03T17:56:03.817-08:00</updated><title type='text'>Sonhos</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ontem, quando eu acordei e abri os olhos, vi Deus. Sentado ao meu lado com aqueles típicos cabelos grisalhos e seus olhos calmos, que brilhavam com ar de quem sabe tudo e sorriam com ar de quem está cansado de saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha o semblante sereno, porém terno. Suas mãos exalavam, ao mesmo tempo, poder e gentileza. Era tão distinto quando o mundo que criara e tão astuto quanto suas crias. A pluraridade do seu ser não me deixa descrever suas formas com clareza, apenas o brilho da sua alma por mim pode ser memorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pousando suas mãos sobre meus ombros, disse-me o quanto eu fora tola de supor sua ausência. Quanta ingenuidade me fez pensar que era capaz de saber lago além do que vejo. Sua voz era o silêncio, mais íntegro e confortante que já fui capaz de ouvir. Cada uma de suas palavras era nutrida a base de ternura. Espantou-me tanta candura vinculada a tanta imponência. Sua simplicidade ao estar, contrariava sua majestade ao ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preencheu o vazio da minha alma, transformando-a em liberdade. Enxugou minhas lágrimas descontroladas convertendo-as em orvalho. Calou meus soluços e fez deles melodia. Apagou minhas dúvidas resumindo-as em poesia. Acalmou meu corpo trêmulo com um sopro em harmonia. E cerrou meus olhos transformando-me em sonhos...&lt;br /&gt;E então abri os olhos e vi Deus.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;29/08/2007&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade nem lembro quando nem onde escrevi esse texto. Ele simplesmente apareceu no meio das minhas folhas. Mas ta la escrito com a minha letra e assinado...mas deu branco, rsrs.&lt;br /&gt;Ahh tava com saudade de postar, ta dificil ter tempo pra respirar. Mas vamos em frente, a gente da um jeito...Abs :-)&lt;br /&gt;Márcia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-5344027298140834154?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/5344027298140834154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=5344027298140834154&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5344027298140834154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/5344027298140834154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/03/blog-post.html' title='Sonhos'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-6806632477474728127</id><published>2008-03-05T19:54:00.000-08:00</published><updated>2008-03-05T19:58:18.657-08:00</updated><title type='text'>O dia da minha morte</title><content type='html'>Hoje eu fiz uma escolha. Cheguei em casa e ela ainda era a mesma. Deixei as chaves sobre a mesma e resolvi beber um copo d’água. A cozinha, que alguém – que não sou eu – se esmera para manter limpa, continuava a mesma: os copos ao lado dos talheres e as facas brilhando, sedutoras. Um leve tremor percorreu o meu corpo. Pus o copo na pia e fui para o quarto.&lt;br /&gt;    Hoje eu fiz uma escolha. No meu quarto, minha cama acolheu, piedosa, meu corpo fatigado. Senti meus ossos estalarem e um suspiro encheu meu peito e escapou da minha boca com um leve gemido. Eu estava cansado. Ergui meus olhos marejados para o meu tradicional conselheiro, o teto. Como sempre, ele tagarelava sem parar. Virei o rosto. Hoje, nada do que o teto dissesse poderia me dissuadir. Principalmente por causa dos dias que haviam se passado.&lt;br /&gt;    Há pouco, eu saí para ver o mundo. Mal o conheço e ele já é meu inimigo. Cada vez que tento respirar, ele me rouba oxigênio. O mundo me adubou, me fez crescer e agora que começo a esticar meus galhos, ele se volta para me podar. A cada esquina, o mundo me espreita com sete pedras nas mãos. O céu segue nublado. O mundo me encara desconfiado e eu devolvo seu olhar com medo. Medo. Medo e dor. E eu não esperava mais que isso da vida, pois a vida é feita de sofrimento.&lt;br /&gt;   E é por isso que eu fiz uma escolha. Hoje é o dia da minha morte.&lt;br /&gt;    Decidi matar essa pessoa que se esconde e que se humilha. Decidi que não vou mais rastejar, mas terei a grandeza de pedir perdão. Decidi morrer como humano e cada dia ir além dos limites que dizem que o ser humano tem. Por vezes eu serei egoísta, com certeza irei mentir. Sentirei tristeza, saudade, mágoa. Guardarei rancor. E vou bendizer cada um desses sentimentos que um dia me causaram vergonha, pois eles, que fizeram de mim humano, vão me ajudar a ser mais que isso.&lt;br /&gt;    Se o mundo é meu inimigo, eu estarei de pé para combatê-lo. Não tenho armas, mas tenho braços, tenho pernas, tenho dentes. Tenho voz e idéias. Se nada disso me restar, tenho sonhos...e o poder da minha utopia é maior que o próprio mundo. Vou receber todas as pedras que o mundo quiser me atirar e o sangue das feridas me ajudará a entender que eu estou vivo e cada cicatriz será uma medalha. E não estou sozinho; para cada mão que me estapear, uma dezena de outras vai me afagar e me ajudar a ficar de pé. Quando o mundo me olhar, vou fazer careta. Se chover, vou brincar e cantar na chuva.&lt;br /&gt;    A vida é sofrimento. Mas eu sou humano, tenho direito a sofrer. E também sou mais que humano, não me curvarei perante a dor.&lt;br /&gt;    Hoje eu fiz uma escolha. Levantei-me da cama e fui até a janela. O vento frio me fez sorrir. Morrer ás vezes é bom. Principalmente quando se sente o sabor da nova vida que nos aguarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz esse texto depois do show do Teatro Mágico, ou seja, no dia 19/02. E só hoje fui digitar, porque tinha que postar algo no blog. Preguiça nível épico... Tá um texto meio longo e cansativo, desculpem, espero que alguém tenha paciência de ler ^^&lt;br /&gt; Falou, pessoas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-6806632477474728127?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/6806632477474728127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=6806632477474728127&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6806632477474728127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6806632477474728127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/03/o-dia-da-minha-morte.html' title='O dia da minha morte'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-6194356072618303490</id><published>2008-02-26T20:18:00.000-08:00</published><updated>2008-02-26T20:20:59.155-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;      “Quero o êxtase do que eu não conheço”&lt;br /&gt;                                            Caio Carvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Esse texto nasceu para ficar incompleto. Se não fosse minha preguiça de terminá-lo, talvez não tivesse percebido isso. É no final, talvez, que se encontra a incógnita.&lt;br /&gt;     Com vocês, o texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     “Diria que não é tão difícil explicar como é morrer. É uma questão de entender, engolir facilmente certos conceitos. Tudo bem, eu estou lá, na minha cama, experimentando a ansiedade de morrer, enquanto todos os meus familiares se encontram ao meu redor. Confesso que toda a minha curiosidade com relação ao o que eu iria encontrar era parcialmente abafado pelo intenso cansaço que sentia. Dor?Sofrimento?Eu, particularmente, não senti. O que me fez estranhar posteriormente (...).Me lembro que as vozes dos que me rodeavam me pareciam tão longe, fato que me fez concluir que a surdez havia me atacado no momento. Então aconteceu: o cansaço foi se intensificando como se alguém estivesse aumentando-o por controle remoto. À medida que a fadiga transbordava, o sono me atacava. Sabia que se fechasse os olhos, não acordaria mais naquele lugar – se é que eu acordaria! Bah!Até parece que diante das possíveis respostas que eu encontraria ao promover o encontro de minhas pálpebras eu ficaria receoso.Sempre fui louco para saber o que  acontece quando a gente morre.Não que durante a minha vida eu quisesse morrer.Era só curiosidade, gostava de viver.Mas já tenho 96 anos.Já provei de todas as experiências da vida.Quero o êxtase do que não conheço.Fechei os olhos.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhaí galera. Esse texto é do Caio, um grande amigo meu. Essa semana o meu post é pro texto dele. Como o caio escreve melhor do que eu, nenhuma perda nisso =D E é legal outros nomes por aqui ás vezes. Afinal, é pra postar "o que der na telha" =P Aproveitem! E Caio, muito obrigado!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-6194356072618303490?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/6194356072618303490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=6194356072618303490&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6194356072618303490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/6194356072618303490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/02/quero-o-xtase-do-que-eu-no-conheo-caio.html' title=''/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-7196489922923621820</id><published>2008-02-23T07:13:00.000-08:00</published><updated>2009-02-03T17:54:02.734-08:00</updated><title type='text'>Queda Livre</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;As cavidades da minha mente são sustentadas pela tua sensatez, que a cada ato de sabedoria me mantém em pé, lúcida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Goteiras fazem pingar sentimentos sobre meu racionalismo destemido e aos pouco alagam meu autocontrole afogando meus planos.&lt;br /&gt;Minha visão míope, turva e evasiva, não me permite prever o que está por vir (e nem quero), mas posso delirar em meio à neblina de um passado sacrificado pela ansiedade. Joguei meus dias andares abaixo sem saber que a inércia destes pesados momentos estaria contra minhas convicções. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Em queda livre os meus “ontens” caem num abismo tão profundo e impenetrável quanto meus segredos e sou obrigada a admitir que o resgate daqueles tornou-se improvável.&lt;br /&gt;Perante um caminho sem volta ou desvios, sigo na única direção que é possível seguir: em frente! Até quando não houver mais para onde ir, quando quatro paredes envolverem-me em função do fim, até quando me deparar com o reflexo dos meus dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;11/07/2007&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Eu tô tão feliz hoje que deveria postar um texto mais otimista, mas não sei pq senti vontade de expor esse ai. Me lembro do dia que eu o escrevi, foi logo depois de ler uma carta do Velho que tinha um texto dele que falava mais ou menos do mesmo assunto...Ahhh saudade da nossa troca de cartas na escola Fóssil!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Mais uma vez muito obrigado pela visita de todos! E mais uma vez eu nao sou uma donzela apaixonada! shuahsuahsa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Abs!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Márcia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-7196489922923621820?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/7196489922923621820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=7196489922923621820&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7196489922923621820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7196489922923621820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/02/blog-post_23.html' title='Queda Livre'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-537255308527759179</id><published>2008-02-19T19:41:00.000-08:00</published><updated>2008-02-19T19:51:44.165-08:00</updated><title type='text'>Escrever...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            Escrever. Escrever palavras a esmo, soltas, sem sentido. Palavras melancólicas, tristes, sangradas, alegres, sorridentes, furiosas, exaustas, simples, complexas, tolas, perdidas, frias, confusas, meticulosas, passionais, mortas, vivas. Escrever sem saber por quê. Mas escrever.&lt;br /&gt;             Que a caneta, ao ganhar tinta, ganhe vida sobre o papel. Que a tinta que escorre da pena seja como o sangue a jorrar da ferida aberta, que por cada uma se esvai um pouco da vida. Que a vida seja a caneta e que a vida esteja no papel.Que possamos ouvir a voz do artista nas palavras, os ecos de seus gritos, dos seus gemidos. Saber que cada letra é uma célula de seu corpo, que cada frase encarna sua alma. Que o artista coloque o que sente no papel, sem esforço, pois o que escreve deve ser verdadeiro.&lt;br /&gt;             Que o artista saiba buscar a verdade no mundo e em si mesmo. Que tenha a sabedoria de saber que não sabe para que possa buscar e aprender. Que viva para amar, para sentir, para aprender... que viva para viver e morrer.Que viva para escrever. E escreva para viver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Um dia, uma aula de Física na sala de multimídia, nada pra fazer (XD) e resolvi escrever um texto. Saí colocando palavras ( acho que se o de Márcia tem influência romântica, esse tem influência fururista) e deu nisso...ou quase isso. Perdi o texto e fiz esse aí na mesma linha. Não ficou tão bom, e o outro texto já não era lá muito bom XD Mas tô sem nada aqui no PC pra postar e eu tenho que aparecer por aqui às vezes né? Senão o feto me demite... Eu pretendia colocar esse no post de abertura, tem mais a ver, mas só consegui achá-lo agora. Eu gostaria muito de agradecer minha amiga e eterna "tifilhinha" Thainara que estava com o texto e gentilmente o digitou pra mim. Se não fosse por ela, eu provavelmente teria perdido esse aí também XD Te amo, Thainara =D&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Bom, é isso pessoas. Ainda tô eufórico com o show do Teatro Mágico QUE FOI PERFEITO! FUDENDO! PUTA QUE PARIU! *caham* Lamento por quem não viu ^^ Espero que eles não demorem a voltar! XD&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  "O teu afeto me afetou, é fato, agora faça-me o favor..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  "Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de vocês" =)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tchau!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-537255308527759179?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/537255308527759179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=537255308527759179&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/537255308527759179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/537255308527759179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/02/escrever.html' title='Escrever...'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-2455878757895873165</id><published>2008-02-16T12:22:00.000-08:00</published><updated>2008-02-16T12:48:20.168-08:00</updated><title type='text'>"O amor é o ridículo da vida"</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;E eu, sou o amor na sua mais pura essência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Sou o ridículo mais ridicularizado, o sentimento mais desejado, o desejo mais íntimo e mundano.&lt;br /&gt;Sou a impureza da alma, o pecado do cristão, a carne, o espírito e a perpetuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o doce que salga a vida dos insossos, e que um dia as amarga. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O desequilíbrio dos puritanos, o Deus venerado por qualquer humano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Sou a onipresença, a onisciência e onipotência da inconsciência sangrenta, ardente e pulsante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o tudo que ninguém tem o nada que todos querem ter.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A mais ilustre e ordinária das vidas, a perfeição que não existe, a encarnação do absoluto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O liberalismo emocional. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Sou a luz das revoluções, a emergência da insensatez, o distúrbio da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o erro mais correto. "Sou a mentira mais sincera". E a verdade mais cruel. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A maldição que salva. A vida no seu estado mais sólido e latente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Sou o vento que sopra e nos teus olhos e arde ao levar a semente da existência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Portanto amem-me sempre, porque eu sou a destruição do que o tempo construiu e a construção da eternidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Porque eu sou imortal!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;07/06/2007&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Ahhh eu tenho vergonha desse texto, quem lê até pensa que eu sei alguma coisa sobre amor, mas sou totalmente leiga no assunto. Foi pura influência das aulas de romantismo rsrs.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Abs =D&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-2455878757895873165?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/2455878757895873165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=2455878757895873165&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2455878757895873165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/2455878757895873165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/02/o-amor-o-ridculo-da-vida.html' title='&quot;O amor é o ridículo da vida&quot;'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-8029423287084598292</id><published>2008-02-08T09:07:00.000-08:00</published><updated>2008-02-08T17:23:33.064-08:00</updated><title type='text'>Ideologias do séc. XIX</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Meu coração se "anarquizou", negou a ditadura imposta pela minha mente.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Minha alma se libertou da revolução abafada por uma face expressa em verdades oprimidas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;" O meu Estado/estado é independente!" Minha ideologia inconsequente, meu poder inexistente.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Entre lutas burguesas e perdas operariais, repúblicas privadas e comunidades individuais, coleciono igualdades e não me envergonho da minha doutrina, da minha indiferença vazia, nem dos meus pecados sem perdão.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Esse foi feito hoje, no meio da aula de história, não reparem se ele parecer me&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;io sem lógica...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Especialmente pra Fabio e Fernanda =)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Abs!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-8029423287084598292?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/8029423287084598292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=8029423287084598292&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/8029423287084598292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/8029423287084598292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/02/ideologias-do-sc-xix.html' title='Ideologias do séc. XIX'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-248998804969012811</id><published>2008-02-05T21:02:00.000-08:00</published><updated>2008-02-05T21:51:57.345-08:00</updated><title type='text'>....</title><content type='html'>"Pássaros"&lt;br /&gt;(“A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar&lt;br /&gt;Voa tão leve, mas tem a vida breve&lt;br /&gt;Precisa que haja vento sem parar”&lt;br /&gt;Vinicius de Morais)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pássaros cantam em qualquer lugar&lt;br /&gt;sem cobrar ingressosem esperar aplauso&lt;br /&gt;sem se importar se a platéia é gente, bicho ou árvore&lt;br /&gt;As gentes gostam dos cantos dos pássaros&lt;br /&gt;e passam a vida querendo-o para si&lt;br /&gt;Se apropriam dos bichinhos&lt;br /&gt;e os trancafiam em horrendas gaiolas&lt;br /&gt;O pássaro, porém, parece já não cantar como antes&lt;br /&gt;E não canta,&lt;br /&gt;O que sai de seu bico não é mais canto&lt;br /&gt;É lamúria apenas&lt;br /&gt;A mão que o prendeu pode não perceber&lt;br /&gt;e passará a vida lamentando&lt;br /&gt;o lamento que pensa ser canto&lt;br /&gt;Mas eis que um dia a gaiola se abre&lt;br /&gt;E a mão que o prendeu descobrirá&lt;br /&gt;que uma mão não segura um canto&lt;br /&gt;E o canto, tão copioso quando encarcerado&lt;br /&gt;é renovado pela brisa suave da liberdade&lt;br /&gt;E o pássaro, que um dia foi tão difícil de prender&lt;br /&gt;tão difícil de agarrar&lt;br /&gt;virá pousar tranquilamente em nosso ombro&lt;br /&gt;de livre e espontânea vontade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (E o que é a felicidade&lt;br /&gt;senão um pássaro fugidio?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Do mesmo poema/música de Vinícius que usei na epígrafe: "A felicidade do pobre parece/A grande ilusão do carnaval/A gente trabalha o ano inteiro/Por um momento de sonho/Pra fazer a fantasia/De rei, ou de pirata, ou jardineira/E tudo se acabar na quarta-feira".&lt;br /&gt;Quarta-feira de cinzas chegou...e eu fico triste no carnaval.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-248998804969012811?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/248998804969012811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=248998804969012811&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/248998804969012811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/248998804969012811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/02/solido-meu-lcool-minha-droga-eu-sei-que.html' title='....'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-3372401964143656894</id><published>2008-02-05T17:20:00.000-08:00</published><updated>2009-02-03T17:51:20.354-08:00</updated><title type='text'>Dias chuvosos</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Os meus dias chovem.&lt;br /&gt;Chovem tempestades doces que sorrateiramente trazem ventos destruidores da esperança, mas incapazes de lavar meu espírito e excomungar-me da responsabilidade de vencer.&lt;br /&gt;Falta-me coragem pra esperar pelo futuro.&lt;br /&gt;Pequenas partículas do passado se sedimentam em memórias ensolaradas, tão voláteis e contraditórias quanto o tempo.&lt;br /&gt;Falta-me paciência pra esperar pelo futuro.&lt;br /&gt;Falta-me coragem pra esperar pelo futuro.&lt;br /&gt;Minhas lembranças evaporam e precipitam tempestades saudosas que me transportam para uma dimensão transparente, onde não há fim e nem começo, onde não há opostos e nem palavras, onde lágrimas são ciscos nos olhos e homens possuem asas na alma.&lt;br /&gt;Faltam-me asas para voar até o futuro, porque eu pequei e fui expulsa do paraíso.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;O texto não é fiel ao que eu to vivendo hoje, mas quando foi escrito foi sincero então ta valendo. Ele não tem título, como a maioria dos meus textos, pq eu sou horrível com denominações. Então é isso... Ai que medo! Espero que alguém goste e muitíssimo obrigada pela visita. Abs =D&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-3372401964143656894?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/3372401964143656894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=3372401964143656894&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3372401964143656894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/3372401964143656894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/02/blog-post.html' title='Dias chuvosos'/><author><name>Márcia, vulgo Feto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06298574532094371091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4AJUoj8W3BA/SLsfd8-mv4I/AAAAAAAAAEI/7mdDJliHghc/S220/Leonardo_da_Vinci_Studies_of_Embryos.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3553879187296398748.post-7233264263723475886</id><published>2008-02-04T17:34:00.000-08:00</published><updated>2008-02-04T17:45:50.725-08:00</updated><title type='text'>Post Número Zero =]</title><content type='html'>Bom, esse primeiro post é só pro blog não ficar vazio até nós decidirmos o que postar nele \o/&lt;br /&gt;A criação do blog foi uma iniciativa do Feto, vulgo Márcia, para nós postarmos os nossos textos para amigos, inimigos e quem mais se interessar em ver. E também uma forma de nós trocarmos textos agora que eu saí da escola (e ela vai se matar com o terceiro ano XD).&lt;br /&gt;Justamente porque a Márcia ainda está na escola, é provável que eu vá postar mais que ela. A proposta inicial é postar somente textos nossos, mas se der na telha, podemos postar qualquer coisa =D. Então sejam legais e leiam e comentem depois ^^.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto é isso, esse é o post nº0. Aguardem o primeiro post!&lt;br /&gt;Valeu!&lt;br /&gt;Carlos, o Velho&lt;br /&gt;(não gosto dessa alcunha =P)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tinta a escorrer,&lt;br /&gt;idéias a jorrar;&lt;br /&gt;Poesia é gardenal"&lt;br /&gt;(verso de poema que fiz numa aula chata =]) (só pro post não passar em branco =])&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3553879187296398748-7233264263723475886?l=casulofef.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulofef.blogspot.com/feeds/7233264263723475886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3553879187296398748&amp;postID=7233264263723475886&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7233264263723475886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3553879187296398748/posts/default/7233264263723475886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulofef.blogspot.com/2008/02/primeiro-post.html' title='Post Número Zero =]'/><author><name>Fóssil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495330951879409292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry></feed>
